<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327</id><updated>2012-01-03T11:08:00.048Z</updated><title type='text'>O Estado do Tempo</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>365</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6360870439092858878</id><published>2010-03-26T18:05:00.000Z</published><updated>2010-03-26T18:06:39.961Z</updated><title type='text'>Bem comum</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Li recentemente um artigo da revista “Catholica” denominado “Utilitarismo e bem comum”. Foi em grande medida esse artigo que inspirou este pequeno post. Numa época em que assistimos à diluição das sociedades devido à quebra crescente dos laços entre os indivíduos que se fecham sobre eles próprios acabando por confundir bem privado com bem comum, falar de bem comum é algo de simultaneamente anacrónico e actual. Apesar de por vezes ouvirmos a expressão ela é, na maioria das vezes, empregue duma forma descontextualizada. A simples referência ao termo “bem” é já de si susceptível de causar alguma repulsa numa época que prima pela subjectividade, optando-se por isso pelo termo “valores”. Quantos de nós não nos lembramos dos vagos e difusos “valores republicanos” tão caros aos nossos insignes “reis laicos”? Mas o que é na realidade o “bem comum”? Bem comum, é o bem de cada um que só pode ser atingido com a ajuda dos outros membros da comunidade com quem se vive e que está toda ela ordenada para um mesmo fim, o Bem supremo e fonte de todo o Bem, isto é, Deus. Claro que esta noção varia de comunidade para comunidade, ou de família para família se se quiser. A herança histórica dos nossos antepassados (da qual os traidores abrilinos fizeram e fazem tábua rasa) é sem uma das mais preciosas componentes desse mesmo bem comum no caso de uma nação com uma história rica como a nossa. O bem comum é um dos elementos da DSI, como no-lo mostra o Compêndio de Doutrina Social da Igreja (2004) que passo a citar: “O bem comum da sociedade não é um fim isolado em si mesmo, ele tem valor somente em referência à obtenção de fins últimos da pessoa e ao bem comum universal de toda a criação. Deus é o fim último das suas criaturas e por motivo algum se pode privar o bem comum da sua dimensão transcendente.” (n. 170, Cap. IV). Um pouco antes (n. 164, Cap. IV) podemos ler: “o bem comum não consiste na some dos bens particulares de cada sujeito do corpo social. Sendo de todos e de cada um, é e permanece comum, porque indivisível e porque somente juntos é possível alcança-lo, aumenta-lo e conserva-lo, também em vista do futuro.” Isto permite-nos distinguir bem comum do interesse mútuo característico do contexto político moderno dominado pela ficção do pacto social, que mais não é do que uma tentativa frustre de suprir a sua ausência numa sociedade atomizada. Quando pensamos que as nossas sociedades, em maior ou menor, são dominadas por interesses privados e nas quais prevalece a vantagem do mais forte vemos o quanto temos regredido civilizacionalmente. Até quando?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6360870439092858878?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6360870439092858878/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6360870439092858878&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6360870439092858878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6360870439092858878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2010/03/bem-comum.html' title='Bem comum'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1351216689511170202</id><published>2010-02-03T17:58:00.002Z</published><updated>2010-02-03T18:00:45.414Z</updated><title type='text'>Homilia da Missa de 1 de Fevereiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tive anteontem o prazer de participar na Missa por alma do Rei D. Carlos, que desta vez foi celebrada na igreja da Encarnação, ao Chiado. No ano em que o regime a que nos condenaram comemora com grande pompa e à custa do erário público, na boa tradição socialista/jacobina/democratista, é importante honrar estes dois mártires da nossa história e vítimas do terrorismo. Mas acima de tudo gostaria de salientar e felicitar o Pe. Gonçalo Portocarrero pela magnífica homilia com que nos honrou. Quando vemos “pastores” que, em vez de servirem a Verdade sendo dela testemunhas e conduzindo os seus fiéis para Deus, o traem servindo este regime imundo e pútrido fruto da modernidade política, ouvir algo assim é uma alegria imensa. A clareza na exposição das ideias, o rigor histórico e doutrinário, a capacidade de síntese tudo isto fez desta homilia algo de inolvidável. Que Deus dê ao Pe. Gonçalo Portocarrero muitos anos de vida para continuar a servir a Cristo, são os meus votos!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1351216689511170202?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1351216689511170202/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1351216689511170202&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1351216689511170202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1351216689511170202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2010/02/homilia-da-missa-de-1-de-fevereiro.html' title='Homilia da Missa de 1 de Fevereiro'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6075799755999093326</id><published>2010-01-22T01:20:00.003Z</published><updated>2010-01-22T01:40:19.184Z</updated><title type='text'>Luís XVI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comemoraram-se ontem 217 anos da execução do Rei cristão, Luís XVI. Tal como já aqui fiz em anos anteriores, não poderia deixar de referir este facto pela sua importância na marcha do Mal pela destruição de uma sociedade cristã. Luís XVI foi um mártir da Fé, fazendo prova de um heroismo que surpreendeu muitos dos que o acompanharam nos seus últimos dias. Ao ver o estado comatoso da França de hoje não posso deixar de pensar neste acto, que marcou o início da destruição da França, e em seguida de toda a Europa. Será que alguma vez a Europa se libertará de tão nefanda herança? E a que preço? Só Deus o sabe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6075799755999093326?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6075799755999093326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6075799755999093326&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6075799755999093326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6075799755999093326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2010/01/luis-xvi.html' title='Luís XVI'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7928663326567967564</id><published>2010-01-22T01:03:00.003Z</published><updated>2010-01-22T01:16:53.240Z</updated><title type='text'>Em nome da Pátria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho estado a ler o livro “Em nome da pátria” de João J. Brandão Ferreira, autor que costuma colaborar com o semanário “O Diabo”, e cujas crónicas muito aprecio. O livro foi escrito com o intuito de dar a conhecer a verdade sobre a sequência dos factos relacionados com a questão ultramarina, se é que assim se pode chamar, e rebater muitas das teses veiculadas pelos opositores da República Corporativa, e que de resto constituem hoje a “verdade homologada” pelo regime, para justificar a insustentabilidade e a “injustiça” do conflito que travávamos no ultramar. Aliás logo na página nove podemos ler a quem o livro é dedicado, e passo a citar:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“À verdade histórica&lt;br /&gt;Aos bons portugueses&lt;br /&gt;Aos combatentes, soldados de Portugal&lt;br /&gt;E para que, na eterna luta, o Bem vença o Mal.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Até agora apenas li cerca de um quarto do livro e nesse quarto que li agradou-me muito o rigor da descrição do contexto internacional e nacional do pós-guerra. Para compreensão deste último, e como ele muito bem refere, há que recuar às invasões francesas, na medida em que a Constituição de 1933 é uma reacção, não só à República Democrática e jacobina mas também à sua precursora: a Monarquia Constitucional. Dá-me imenso gosto ver alguém que compreende plenamente o que foi a II República e que não cai na visão simplista de meter as três repúblicas no mesmo saco e de considerar a II uma ditadura. O livro põe bem em evidencia o esforço titânico de Salazar (e daqueles que com ele colaboraram) para, no fundo defender a nossa Civilização, dos ataques, quer externos (sobretudo no seio da ONU) quer internos, havendo a destacar neste caso o papel dos liberais (que como é sabido formaram a “Ala Liberal” durante a “primavera marcelista”) e que de resto estão na génese do actual PSD, e na da ala “guterrista” do PS. A História é pródiga em situações em que os liberais, ou moderados se se quiser, servem de “batedores do Mal”, ou “veículos de contra-valores cristãos” como li em tempos, pensemos por exemplo no caso da nobreza orleanista liderada pelo tristemente célebre Duque d’Orléans que era Grão-Mestre da maçonaria que acabou também por ser guilhotinado. Hoje divirto-me quando, perante o descalabro a que Portugal chegou, vejo muitos deste liberais a lamentar a situação do país sem no entanto serem capazes de esboçar um só plano minimamente exequível para a superar. A dívida de Portugal para com Salazar é, de facto, imensa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7928663326567967564?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7928663326567967564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7928663326567967564&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7928663326567967564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7928663326567967564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2010/01/em-nome-da-patria.html' title='Em nome da Pátria'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2071445513324078419</id><published>2009-12-04T17:09:00.003Z</published><updated>2009-12-04T17:13:02.981Z</updated><title type='text'>Minaretes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi com satisfação que soube do resultado do referendo realizado na Suíça no passado domingo a propósito da possibilidade de construção de minaretes. Que magnífica demonstração de coragem face ao matraquear permanente dos media a favor do resultado contrário. Mas o mais divertido tem sido observar as reacções de jornalistas, de políticos, comentadores de “referência”, que vêm apelar à abjecta tolerância. Que magnífica bofetada que as “elites” levaram! O resultado deste referendo, que de resto e como de costume nenhuma sondagem previu bem antes pelo contrário, veio mais uma vez mostrar o profundo e crescente divórcio existente entre os povos e os seus “representantes”. Uma das reacções mais patéticas veio do famoso “&lt;em&gt;soixante-huitard&lt;/em&gt;”, Cohen-Bendit, que no mais puro espírito “democrático” europeu, leia-se de Bruxelas, ao qual os irlandeses recentemente foram submetidos, veio apelar à repetição do referendo. Não deixa de ser interessante constatar o supremo desprezo que estes senhores, cuja boca transborda democracia, nutrem pela expressão da vontade popular. Ocorrem-me neste momento as sábias, e de certa forma premonitórias, palavras de Burke:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“You will smile here at the consistency of those democratists, who, when they are not on their guard, treat the humbler part of the community with the greatest contempt, whilst, at the same time, they pretend to make them the depositories of all power.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O referendo tem dado ocasião a muitos debates e mesmo sondagens “on-line” feitas na sua maioria por jornais e todas confirmam o resultado suíço. Em França, na qual há várias mesquitas em construção nomeadamente uma muito grande em Marselha, os edis estão preocupados com o clamor crescente a favor de um referendo local sabendo eles que tal se saldaria por uma enorme derrota do “politicamente correcto”. Estamos fartos desta “elites” traidoras da nossa Civilização, e por isso anti-cristãs, no fundo as mesmas que comemoraram cá em Lisboa a ratificação do “Tratado de Lisboa”. Quando e como nos libertaremos destes senhores? Impossivel responder a esta pergunta, o que é preocupante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2071445513324078419?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2071445513324078419/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2071445513324078419&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2071445513324078419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2071445513324078419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/12/minaretes.html' title='Minaretes'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6545198033462866520</id><published>2009-11-23T17:20:00.002Z</published><updated>2009-11-23T17:24:45.189Z</updated><title type='text'>Cristo-Rei</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como é sabido festejou-se ontem a solenidade do Cristo-Rei. Li recentemente na excelente revista que assinei, “Catholica”, um artigo sobre a solenidade do Cristo-Rei. No ano em que se comemoraram os cinquenta anos da inauguração da estátua do Cristo-Rei em Almada seria interessante recuar no tempo e compreender o espírito que presidiu à criação desta festa litúrgica por parte do papa Pio XI, e que veio em grande medida a ser subvertido pelas alterações introduzidas pelo papa Paulo VI. Num mundo que acabava de viver o horror da I Guerra Mundial Pio XI pretendia dar-lhe um motivo de esperança e combater aquilo que ele muito bem considerava ser a “peste do século” (e que continua a ser a do actual): a laicização crescente das nossas sociedades. Escrevia Pio XI na sua encíclica inaugural (&lt;em&gt;Urbi Arcano&lt;/em&gt;, 1922): “No dia em que os Estados e os governos regulamentarem a sua vida política quer interna quer externa, com base nos ensinamentos e nos preceitos de Jesus-Cristo, então, e só então, poderão usufruir de uma verdadeira paz, manterão relações de mútua confiança e conseguirão resolver pacificamente os seus problemas”. Vivendo nós em tempos democráticos, isto é de “soberania do povo” falar de soberania de Cristo, ou seja, de Deus é no mínimo motivo de uma grande gargalhada, a não ser que acreditemos na balela, que de resto nos quiseram impor a propósito da “construção europeia”, de que é possível a coexistência de duas soberanias. Pio XI com base em documentos do próprio Concílio de Trento declarou que Cristo é não só o nosso Redentor mas também o Legislador ao qual nos devemos submeter. Isto significa que Cristo deverá reinar não só nos corações de todos os homens mas também que todas as instituições que se devem igualmente reger e estruturar de acordo com a Sua Lei, no espírito daquilo que S. Pio X dizia muito justamente “Instaurare omnia in Christo”. Ou seja, para Pio XI, como para S. Pio X, o Reino de Deus começa a construir-se já neste mundo, é intra-histórico, mas a sua realização plena não será deste mundo. Na reforma introduzida no missal de Paulo VI este reino passa a ser de natureza escatológica, realizar-se-á no final dos tempos, quando Cristo regressar à terra, na Parúsia. Enviar a realização do plena do Reino de Deus lá para as “calendas gregas” vem alterar radicalmente a liturgia desta festa e os seus símbolos, o que é uma forma de niilismo e de revolução, algo de preocupante. O artigo termina com uma citação da Carta Apostólica &lt;em&gt;Summorum Pontificum&lt;/em&gt; (2007), “aquilo que era sagrado para as gerações anteriores continua a sê-lo para nós, e não pode ser repentinamente proibido, ou mesmo considerado nefasto. Convêm-nos conservar as riquezas que cresceram na fé e na oração da Igreja, e atribuir-lhes o seu devido lugar. Esperemos, pois, que Bento XVI venha a corrigir esta situação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6545198033462866520?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6545198033462866520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6545198033462866520&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6545198033462866520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6545198033462866520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/11/cristo-rei.html' title='Cristo-Rei'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8813643644385319637</id><published>2009-11-09T19:24:00.001Z</published><updated>2009-11-09T19:26:59.269Z</updated><title type='text'>A perenidade do Muro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como é sabido e tem sido falado pelos meios de comunicação, comemora-se hoje o 20º aniversário da queda do muro de Berlim. Confesso que não deixa de me divertir ver afluir vários dirigentes políticos a Berlim para comemorar o evento, sabendo que quase todos eles comungam dos mesmos princípios, ou pressupostos ideológicos, que estão na base do comunismo (ou não fossem eles democratas), tais como: a soberania do povo, o antropocentrismo, o relegar da religião para a esfera privada, o igualitarismo, entre outros e não pretendem questioná-los. Esta a razão pela qual a grande maioria dos políticos ocidentais, mesmo daqueles que se diziam de direita, sempre se mostrou incapaz de antever a queda do comunismo porque na realidade nunca o compreenderam, o que significa que no fundo o muro ainda não caiu dentro das suas cabeças e que o comunismo continua vivo. As várias derrotas que o comunismo sofreu (tecnológica, científica, económica), não podem substituir aquela que falta e que é a mais importante de todas: a derrota política. Esta por sua vez só será possível com a reconversão do homem moderno, algo do qual infelizmente ainda estamos longe. Aliás se analisarmos a elaboração dos regimes demo-liberais pós 1945 vemos que esta demonstra uma total incapacidade de tirar lições da história recente, ao persistir-se na criação de governos de facções, ou partidos políticos, isto é, a vulgar e depreciativamente designada “partidocracia”. Estes governos têm-se caracterizado pelo predomínio da ideologia social-democrata, associada ao sinistro estado-providência, e que levam à despolitização do Estado. O conjunto destes governos da movida social-democrata lançou-se no processo de “construção europeia”, um fuga para a frente. O actual beco sem saída ao qual chegaram a generalidade das democracias europeias é bem a imagem do homem moderno que ao querer bastar-se a si próprio, isto é, ao não querer reconhecer que o critério da Verdade é exterior à sua vontade, fica incapacitado de se libertar daqueles que são os seus mais terríveis tiranos: ele próprio e o pecado.&lt;br /&gt;Termino com uma citação de Furet, do epílogo do seu célebre livro “Le passe d’une illusion” (1995) e que me parece de grande actualidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        &lt;em&gt; “La faillite du régime né en 1917 et peut-être plus encore le caratère radical qu’elle a pris privent en effet l’idée communiste non seulement de son territoire d’élection, mais aussi de tout recours : ce qui est mort sous nos yeux, avec l’Union soviétique de Gorbatchev, englobe toutes les versions du communisme, des principes révolutionnaires d’Octobre jusqu’à l’ambition d’en humaniser le cours dans des conditions plus favorables. (…..) Mais il n’atteint pas uniquement les communistes et les communisants. Au de-là d’eux, il oblige à repenser des convictions aussi vieilles que la gauches occidentale, et même la démocratie. A commencer par le fameux « sens de l’histoire », par lequel le marxisme-leninisme avait prétendu donner à l’optimisme démocratique la garantie de la science. Si le capitalisme est devenu l’avenir du socialisme, si c’est le monde bourgeois qui succède à celui de la « révolution prolétarienne », que devient cette assurance sur le temps ? L’inversion des priorités canoniques défait l’emboitement des époques sur la route du progrès. L’histoire redevient ce tunnel où l’homme s’engage dans l’obscurité, sans savoir où conduiront ses actions, incertain sur son destin, dépossédé de l’illusoire sécurité d’une science de ce qu’il fait. Privé de Dieu l’individu démocratique voit trembler sur ses bases, en cette fin de siècle, la divinité histoire : angoisse qu’il va lui falloir conjurer ».&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8813643644385319637?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8813643644385319637/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8813643644385319637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8813643644385319637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8813643644385319637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/11/perenidade-do-muro.html' title='A perenidade do Muro'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4245861891680591818</id><published>2009-09-15T08:16:00.000+01:00</published><updated>2009-09-15T08:19:45.140+01:00</updated><title type='text'>Aljubarrota</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tive recentemente o prazer de visitar o “Centro de interpretação da Batalha de Aljubarrota” inaugurado há quase um ano pelo social-democrata que preside à república a que nos condenaram. O referido centro foi construido, entre outros, pela Fundação António Champalimaud, devido à vontade expressa por António Champalimaud no seu testamento, e encontra-se na vila de S. Jorge (Batalha), isto é, no local exacto da onde ocorreu a batalha. Da visita fazem parte, para além da exposição permanente que nos procura integrar no contexto da época e compreender o desenrolar dos acontecimentos que culminaram na batalha de Aljubarrota, um filme muito bem feito e que nos dá bem a dimensão do esforço épico de um punhado de homens para defender algo que para eles era inegociável, a soberania, algo que reencontraremos mais tarde em 1640. Saí dali interrogando-me sobre que sentido tem hoje falar em soberania, sabendo nós a forma abjecta e escandalosa como os traidores abrilinos de uma só penada mandaram às urtigas todo o esforço daqueles homens (e dos que se lhe seguiram e fizeram o nosso Império), quer na forma criminosa como entregaram as colónias à voragem dos comunistas permitindo assim a muita dessa rapaziada enriquecer escandalosamente à custa da infelicidade dos seus compatriotas, quer na forma como entregaram a nossa debilitada soberania a uma entidade supra-nacional. Portugal é hoje um país fantoche entregue aos burocratas de Bruxelas. Paz à tua alma, Portugal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4245861891680591818?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4245861891680591818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4245861891680591818&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4245861891680591818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4245861891680591818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/09/aljubarrota.html' title='Aljubarrota'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1227792794561182863</id><published>2009-09-03T02:05:00.004+01:00</published><updated>2009-09-03T02:12:09.657+01:00</updated><title type='text'>Escândalo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No passado domingo fui excepcionalmente à missa na igreja de S. João Baptista do Lumiar. O pároco da referida paróquia brindou-nos com uma homilia na qual pontuaram alguns elogios à nossa “estimada” constituição devido às suas abundantes referências à igualdade. Facto no mínimo surpreendente sabendo-se a mesma obra de republicanos socialistas e laicos, logo maçons. Mas adiante. O pior estava para vir. No momento da Comunhão e, ao chegar a minha vez, como de costume, abri a boca esperando recebe-la. Qual não foi o meu espanto quando a senhora que a estava a dar me disse: “Dê-me a sua mão!” enquanto me enfiava à força a hóstia na mão. O pároco, que estava ao lado desta senhora a dar igualmente a Comunhão, apercebendo-se da minha estupefacção e recusa em comungar desta forma olhou para mim e disse: “Aqui é assim!” Confesso, com vergonha, que perante a situação e para evitar mais trocas de palavras acabei. Saí dali furioso, com o pároco e comigo próprio por ter cedido. Este insigne modernista permite-se mandar às urtigas, não só a carta do Cardeal Patriarca (de quem sei ser muito amigo) e que dizia claramente que ninguém pode ser impedido de comungar na boca, como tudo o que Bento XVI tem dito sobre a forma correcta de comungar. Até quando teremos de suportar estes mafarricos de sotaina? Não haverá meio de lhes fazer o que Cristo fez aos vendilhões do templo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1227792794561182863?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1227792794561182863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1227792794561182863&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1227792794561182863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1227792794561182863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/09/escandalo.html' title='Escândalo'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4348028648864565561</id><published>2009-09-02T01:48:00.003+01:00</published><updated>2009-09-02T02:31:55.721+01:00</updated><title type='text'>Cegueira ideológica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tendo estado ausente em França por razões familiares, ouvi na rádio ao regressar a Portugal que o governo, não contente com o imenso descalabro que é o ensino no pós 25 de Abril, decidiu prolongar o ensino obrigatório até ao 12º ano. Eis a dinâmica igualitarista democrática, e por isso inimiga da autêntica mobilidade social, isto é, fruto do trabalho honesto e não do facilitismo, em todo o seu esplendor. Ao baixar-se o grau de exigência do ensino está a criar-se nas massas a ilusão de uma mobilidade social., a criar frustrados (lá dizia o sinistro S. Just “Os infelizes são o poder da terra”) e a impedir que aqueles que, oriundos de um meio familiar menos intelectualmente estimulante, possam adquirir um mínimo de conhecimentos de cultura geral (e o gosto pela sua aquisição) para suprir essa carência de origem, bloqueando-se assim na prática a mobilidade social. Isto já para não falar em todo o condicionamento ideológico do ensino. Com que autoridade se lamenta o excesso de licenciados em tantas áreas do mercado de trabalho? E a ausência de técnicos qualificados? Esta medida é, na boa tradição da esquerda, um hino à estupidez e uma declaração de ódio aos mais desfavorecidos. Há 35 anos que somos vitimas desta malta. Paz à tua alma, Portugal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4348028648864565561?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4348028648864565561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4348028648864565561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4348028648864565561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4348028648864565561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/09/tentativa-de-regresso.html' title='Cegueira ideológica'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-973313623085989776</id><published>2009-06-16T01:57:00.002+01:00</published><updated>2009-06-16T02:01:09.726+01:00</updated><title type='text'>"Liberdade"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Percorrendo recentemente o interior dos Jerónimos deparo-me a dada altura com um cartaz anunciando para breve uma conferência intitulada, “Homenagem à liberdade”, o que me chamou imediatamente a atenção. Ao lê-lo deparo-me com alguns nomes conhecidos, dos quais apenas retive dois, o ilustre “filho” de Maritain e oráculo do regime (como muito bem lhe chama Brandão Ferreira), Marcelo Rebelo de Sousa e o do bispo do Porto, D. Manuel Clemente. Decididamente a Igreja portuguesa continua a alinhar pelo diapasão do regime servindo-lhe de caução moral. Ainda há pouco a C.E.P. nos tinha presenteado com uma carta apelando ao voto e à participação dos católicos nos actos eleitorais que se avizinham, como se a natureza intrínseca do regime não tivesse qualquer importância, e, como tal, daí pudessem resultar mudanças significativas e quiçá a instauração de uma sociedade cristã. No fundo aquele documento é uma declaração de fé no próprio regime. Ver a Igreja portuguesa apadrinhar concepções absolutas de “liberdade” características da revolução francesa, isto é, destituídas de toda e qualquer noção de submissão a uma autoridade legítima, e por isso, assente numa Verdade de origem transcendente, é bem o resultado da imensa confusão que reina na cabeça daqueles génios. Além disso é demonstrar uma total incapacidade de compreender que o totalitarismo provém em grande medida da tendência natural do homem para se furtar a toda e qualquer autoridade, pensando assim passar a ser mais livre, mas acabando na realidade por ficar escravo daquele que é potencialmente o seu pior tirano, isto é, ele próprio. É este o drama do homem moderno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-973313623085989776?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/973313623085989776/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=973313623085989776&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/973313623085989776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/973313623085989776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/06/liberdade.html' title='&quot;Liberdade&quot;'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8274452768996968017</id><published>2009-04-25T01:13:00.003+01:00</published><updated>2009-04-25T02:03:58.668+01:00</updated><title type='text'>Beato Nuno de Santa Maria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É ainda sob o impacte da leitura do fabuloso post do Corcunda sobre o Santo que me sinto impelido a escrever algo sobre esse maravilhoso acontecimento que será para nós portugueses, fiéis ao Portugal que hoje nos tentam fazer esquecer, a justíssima, se bem que tardia, canonização do nosso compatriota D. Nuno Alvares Pereira. No Anti-Portugal (com a devida vénia ao autor da expressão) em que vivemos e no qual é possivel assassinar a pedido um inocente no ventre da sua mãe, que sentido tem hoje falar de um Homem para quem servir a Cristo era servir simultaneamente os dois Reinos, o Celeste e o de Portugal, algo hoje impossivel? Quando pensamos no exemplo enorme de abnegação, de humildade, de sentido do próximo ,de prática da caridade, de desprendimento pelas riquezas terrenas e vemos o que temos no Anti-Portugal no qual o poder, em vez de serviço, é motivo de luta e serve para obter vantagem para si e para os seus, escarrando na memória de Portugal e destruindo-lhe a alma, o que mais podemos esperar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Termino com uma citação da "Mensagem" que é das mais belas palavras que se pode derigir ao Santo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que auréola te cerca?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a espada que, volteando,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz que o ar alto perca&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu azul negro e brando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas que espada é que, erguida,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faz esse halo no céu?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É a Excalibur a ungida,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que o rei Artur te deu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;'Sperança consumada,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;S. Portugal em ser,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ergue a luz da tua espada&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a estrada se ver&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como precisamos hoje da luz da sua espada. Intercede por nós junto do Pai para que nos ajude a derrotar o Anti-Porugal. Obrigado pelo testemunho da tua Fé, Nuno.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8274452768996968017?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8274452768996968017/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8274452768996968017&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8274452768996968017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8274452768996968017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/04/beato-nuno-de-santa-maria.html' title='Beato Nuno de Santa Maria'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6671581628747872449</id><published>2009-04-03T00:58:00.001+01:00</published><updated>2009-04-03T00:59:53.013+01:00</updated><title type='text'>Rerum Novarum</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Terminei recentemente de ler na sua totalidade, visto que até agora apenas tinha lido excertos, a famosa “Rerum Novarum” de 1891 e que é habitualmente designada como a primeira das grandes encíclicas sociais. Neste caso e, como é sabido, esta pretendia ser uma resposta às ideias socialistas que simulavam querer responder ao problema da condição dos operários, submetidos que estavam na época a condições de trabalho que atentavam à sua dignidade de seres humanos, quando na realidade o objectivo era evidentemente o contrário. Partindo deste propósito Leão XIII escreveu um texto que abarca a generalidade da organização da sociedade que se quer cristã e que, por isso, deverá ter toda as suas instuições vinculadas à lei natural. Naturalmente que isto exclui à partida a possibilidade de as massas poderem alterar esse elemento agregador dessa mesma sociedade o que é obviamente excelente. Um documento que é uma obra-prima de bom senso e sabedoria e que por isso seria hoje considerado pelos meios “bem pensantes” como “fascista” e retrógrado. Uma dos aspectos que me levou a lê-la foi o facto de ter em parte inspirado Salazar, e aqueles que com ele trabalharam, na elaboração da Constituição da República Corporativa, a tal que para pesadelo dos democratas abrilinos, até foi referendada. De facto a defesa das corporações tem um grande peso nesta encíclica na qual não é feita a mínima alusão a partidos políticos. Mas oiçamos aquilo que Leão XIII diz logo no início da encíclica:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O século passado destrui, sem as substituir por coisa alguma, as corporações antigas, que eram para eles (operários) uma protecção; os princípios e o sentimento religioso desapareceram das leis e das instituições públicas, e assim, pouco a pouco, os trabalhadores isolados e sem defesa, têm-se visto, com o decorrer do tempo, entregue à mercê de senhores desumanos e à cobiça de uma concorrência desenfreada.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem, desprovido de “hipnose abrilina”, duvida ser hoje a exploração muito mais desenfreada, visto ser executada por “senhores desumanos”, do que antes do 25 de Abril? Ainda por cima estes mesmos senhores consideram-se de “amigos do povo”? Não sei porquê mas ocorro-me o nome de um jornal que Robespierre publicava ainda antes de 1789 e que se chamava precisamente, “L'ami du peuple”. Porque será que todo este edifício jurídico consubstanciado na Constituição de 1933 é hoje tão selvaticamente vilipendiado? Muito mais haveria a dizer desta grande encíclica mas hoje fico-me por aqui. Talvez no próximo post me venha a referir a ela mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6671581628747872449?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6671581628747872449/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6671581628747872449&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6671581628747872449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6671581628747872449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/04/rerum-novarum.html' title='Rerum Novarum'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6662249759399490147</id><published>2009-03-24T00:51:00.003Z</published><updated>2009-03-24T01:17:18.487Z</updated><title type='text'>Aniversário Reaça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O meu blogue preferido faz hoje a bonita idade de 5 anos. Tenho muita dificuldade em exprimir tudo o que devo a essa "pasquinada", cujos posts leio e releio várias vezes para melhor os "assimilar". Haver alguém que de uma forma simples, mas não simplista naturalmente, expõe o seu imenso saber e o partilha com humildes criaturas como eu, é algo que jamais poderei agradecer convenientemente. Se estou aqui a escrever estes disparates devo-o em parte ao senhor da "protuberância dorsal" e a outro amigo com quem em tempos partilhei este blogue. Mas o mais precioso de tudo é o ter ganho um grande amigo. Bem haja, Corcunda!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6662249759399490147?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6662249759399490147/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6662249759399490147&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6662249759399490147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6662249759399490147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/03/aniversario-reaca.html' title='Aniversário Reaça'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4843781782324424208</id><published>2009-03-23T01:06:00.004Z</published><updated>2009-03-23T01:23:52.030Z</updated><title type='text'>Obrigado, Santo Padre!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tenho acompanhado por alto, confesso que tenho cada vez menos paciência para os média, a polémica nojenta da história do preservativo. Os selvagens que defendem a todo o transe o preservativo, para além do propósito óbvio de atacar o Santo Padre e com ele a Igreja, são o reflexo da ordem liberal, isto é, da democracia que assenta na satisfação no mais rápido espaço de tempo dos desejos mais primários das massas. Todos nós sabemos ser esse hoje o critério para aferir um “bom governante”, falar de um critério exterior ao homem que assente numa Verdade transcendente e, como tal, imutável seria imediatamente percepcionado como uma “tirania” intolerável. Daí que não nos surpreenda que todos os que criticam o Papa estejam imbuídos de uma cultura hedonista que os torna primários, escravos dos seus desejos e, consequentemente, eternas crianças mimadas. Dou graças a Deus pelo meu querido Papa que diz verdades tão incómodas, (a verdade é-o quase sempre), que ignora o "pensamento único" e, acima de tudo, é presença viva e testemunha do Amor d'Aquele que deu a sua vida e ressuscitou por todos nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4843781782324424208?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4843781782324424208/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4843781782324424208&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4843781782324424208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4843781782324424208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/03/obrigado-santo-padre.html' title='Obrigado, Santo Padre!'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-760797295581910968</id><published>2009-03-17T01:26:00.000Z</published><updated>2009-03-17T01:28:16.924Z</updated><title type='text'>Soljenitsyne</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recebi recentemente um texto enviado por um amigo legitimista francês sobre um célebre discurso feito por Soljenitsyne em 1978 em Harvard e com o título “O declínio da coragem”. Um texto de uma profundidade de análise e de uma actualidade impressionantes. Ao analisar a origem de estrutural incapacidade do Ocidente em se defender ele vai ao âmago da questão ao falar da indigência espiritual do homem moderno. Ao procurar a génese de tal tragédia ele não hesita em afirmar que “o erro deve estar na raiz, na base do pensamento moderno. Eu refiro-me à visão do mundo que prevaleceu no Ocidente na época moderna e na Renascença, e cujas consequências políticas se manifestaram a partir do Iluminismo. Ela tornou-se na base da doutrina social e política e poderia ser chamada, humanismo racionalista., ou autonomia humanista.: a autonomia proclamada e praticada pelo homem em relação a toda e qualquer força superior a ele. Podemos, pois, falar de antropocentrismo, isto é, o homem é visto no centro de tudo”. Quase trinta e um anos depois este discurso é hoje tão válido, ou mesmo ainda mais, do que há trinta e um anos. Um mundo que nega ao Homem a Esperança ao fazer-lhe querer que o Reino Céus é aqui na Terra, quer por via dos “manhãs que cantam” quer do “mercado global”, é um mundo inumano, como o podemos constatar diariamente. O Homem moderno é o “filho pródigo” que se compraz com batatas podres e renuncia assim ao tesoiro que o seu Pai lhe tem reservado. Mas o Pai não tem pressa, Ele tem tempo, Ele é o próprio tempo, Ele é. Quando terminará a bebedeira deste filho apóstata, que é o Homem moderno?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-760797295581910968?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/760797295581910968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=760797295581910968&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/760797295581910968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/760797295581910968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/03/soljenitsyne.html' title='Soljenitsyne'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7889667126317204403</id><published>2009-03-09T02:58:00.001Z</published><updated>2009-03-09T03:02:41.628Z</updated><title type='text'>Românico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tive recentemente a possibilidade de visitar a Rota do Românico do Vale do Sousa, região que tal, como o nome indica, é banhada pelo rio Sousa afluente da margem direita do Douro e que conflui com o rio Ferreira um pouco antes da foz. Esta rota foi criada precisamente para divulgar a grande riqueza turística da região e da qual fazem parte vinte e um monumentos, na sua maioria religiosos como de resto acontece quase sempre com o românico, mas também uma rica gastronomia e uma paisagem que sendo potencialmente bela está infelizmente muito desnaturada por construções hediondas fruto do “poder local” que Abril nos trouxe. Mas para mim o mais interessante, para além da fruição estética das ditas igrejas, é, em grande medida, o compreender a génese da nação, não só da nossa especificamente da nossa, mas das outras europeias. Os fieis, após a Missa, reuniam-se próximo da igreja, ou mesmo no adro, para discutirem os problemas da organização da polis, daí afirmar-se que a nação é o prolongamento natural da comunidade dos fiéis, isto é, a sua dimensão política. Claro que ao escrever isto é-me impossível não pensar no excelente artigo de Pierre Manent, aqui em tempos referido, e do qual tomei conhecimento na famosa “Pasquinada”. Graças a este artigo compreende-se melhor porque é que a nação, enquanto fenómeno político, só é possível no contexto do cristianismo no qual os fieis estão unidos pelo apelo da prática da Caridade e pelo Amor de Deus, daí que no contexto islâmico tal entidade nunca tenha surgido. Ao visitar todas estas igrejas, todas elas coevas do início da nossa Nação pensei em como esta se foi progressivamente estruturando, sob a autoridade real e a religiosa, de uma forma natural, isto é, não ideológica, ou, se se quiser ainda, orgânica. E assim se fez uma Nação que cresceu e que evangelizou e que se orgulhou de tal facto até que um bando de traidores em Abril de 1974 resolveu fazer tábua rasa de tudo isto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7889667126317204403?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7889667126317204403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7889667126317204403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7889667126317204403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7889667126317204403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/03/romanico.html' title='Românico'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4542174147606391868</id><published>2009-02-21T00:23:00.003Z</published><updated>2009-02-21T10:54:26.671Z</updated><title type='text'>Pedrada no charco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acabo de me deliciar com a leitura do discurso que Vaclav Klaus proferiu, anteontem senão me engano, perante os eurodeputados. Tive a agradável sensação de estar perante um Estadista, algo que há mais de quarenta anos não conhecemos cá em Portugal. Foi um discurso com grande solidez de argumentação e realismo na abordagem da eufemisticamente designada "construção europeia" e que é fruto, em grande medida, da sua própria experiência do comunismo, o que lhe retira a "mácula" do politicamente correcto. Isto permite-lhe, um pouco à semelhança daquilo que Bukovsky faz, estabelecer, ainda que de uma forma implícita, uma analogia entre a defunta União Soviética e a futura defunta União Europeia. Como bons ideólogos colocados perante a verdade alguns (não sei quantos) eurodeputados , viraram-lhe costas e abandonaram a sala como forma de protesto. Uma atitude que espelha bem a forma autista como este processo sinistro está a ser conduzido. Que bom seria se houvesse mais "Vaclv's Klaus"!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4542174147606391868?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4542174147606391868/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4542174147606391868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4542174147606391868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4542174147606391868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/02/pedrada-no-charco.html' title='Pedrada no charco'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5276411940733383618</id><published>2009-02-14T02:05:00.001Z</published><updated>2009-02-14T02:09:16.498Z</updated><title type='text'>Anedota</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Só tendo anteontem podido comprar “O Diabo” nele me deparo com uma pergunta ao alto da capa que me causou uma imensa gargalhada: “Como regenerar o regime?” Porventura haverá “santos laicos” com capacidade para executar semelhante milagre? Isso seria trágico para Portugal, mas como o regime é estruturalmente incapaz de se regenerar nada temos a temer quanto a isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5276411940733383618?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5276411940733383618/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5276411940733383618&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5276411940733383618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5276411940733383618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/02/anedota.html' title='Anedota'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8554324217102428199</id><published>2009-02-14T01:29:00.001Z</published><updated>2009-02-14T01:31:37.345Z</updated><title type='text'>"Progresso"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recebi ontem um email de uma pessoa amiga no qual se dava conta de mais uma brilhante iniciativa desta rapaziada do PS. Foi aprovado em Conselho de Ministros do passado dia 5 uma proposta de lei de “Apadrinhamento civil”. Tanto quanto pude apurar é uma lei suficientemente dúbia (a começar pela própria terminologia) para deixar aberta a possibilidade de adopção de crianças por parte de “casais” homosexuais, o que significa que na prática estamos perante uma forma encapotada de oficializar “adopções de facto”. Mais um “progresso civilizacional”, fruto deste piscar de olho aos trotskistas do Bloco que Sócrates tem vindo a executar recentemente. Escusado será dizer que estão previstos vários incentivos fiscais que não contemplam aqueles “retrógrados” que assumiram um casamento a sério com todas as obrigações que tal implica. Quando se trata de destruir esse pilar fundamental da sociedade que é a família tudo é pouco. Que irá a CEP dizer quanto a isto?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8554324217102428199?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8554324217102428199/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8554324217102428199&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8554324217102428199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8554324217102428199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/02/progresso.html' title='&quot;Progresso&quot;'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6531648510182946482</id><published>2009-01-30T01:38:00.002Z</published><updated>2009-01-30T01:45:00.125Z</updated><title type='text'>Ainda a questão da Monarquia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Li com imensa satisfação o post do Corcunda “Algumas reflexões sobre o perigo da Monarquia”, devido ao seu rigor, profundidade e contundência. Podemos afirmar que o regime fruto das Guerras Liberais marcou o primeiro contacto de Portugal com uma democracia bi-partidária, fruto da Revolução Francesa e nele encontramos muitas das patologias que actualmente vemos no nosso sistema partidocrático da III República; a utilização do poder em benefício próprio por uma grande parte da classe política, o divórcio total entre o país real e o político, a compra de votos (caciquismo), centralização administrativa e crescente endividamento do Estado. No fundo ambos os regimes são fruto da ideologia, isto é, fruto de uma ideia pré-concebida da realidade e à qual se pretende adaptar o povo, alterando-lhe, ou tentando alterar, as suas características. São feitos para homens abstractos, todos iguaizinhos e intermutáveis, auto-suficientes no plano moral e, como tal, destituídos de uma relação a uma transcendência, visto que tal é visto como um fardo, como uma submissão intolerável. O corolário desta visão antropocêntrica do Homem é um regime assente na sinistra “vontade popular”, com todas as tragédias que daí decorrem. Oiça-se a propósito as sábias palavras de Leão XIII na sua Encíclica “Diuturnum” (Junho de 1881), sobre a origem do poder civil:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;     &lt;em&gt;“…Recusar reconhecer a Deus como fonte do poder, é querer retirar ao poder todo o seu brilho e todo o seu vigor. Ao faze-lo depender da “vontade do povo” comete-se, antes de mais, um erro de princípio, e além disso apenas se dá à autoridade um fundamento frágil e sem consistência. Estas opiniões são um estímulo permanente às paixões populares, que se tornarão cada dia mais ousadas preparando assim a ruína pública e criando as condições para conspirações secretas ou sedições.”&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Parecia que o Papa estava a adivinhar o que seria o fim da Monarquia Liberal e da I República (isto só para falar cá de Portugal). Se tivermos em conta que esta Encíclica foi apresentada em 1881, não está nada mal. Quanto às Monarquias existentes na Europa, e para não me alongar muito mais, basta pensar na naturalidade com que vemos os PMs desses mesmos países em confraternização com o Presidente francês, nas comemorações do 14 de Julho, ou nos ataques ferocíssimos à Igreja, e ao ensino católico (entre outros), por parte de Zapatero em Espanha, tudo sem que o Rei possa interferir. Estou a lembrar-me igualmente da ultra-liberal Inglaterra na qual o infanticídio pré-natal é permitido até às 24 semanas. Será isto o melhor para Portugal?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6531648510182946482?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6531648510182946482/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6531648510182946482&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6531648510182946482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6531648510182946482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/01/ainda-questao-da-monarquia.html' title='Ainda a questão da Monarquia'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-9050302825433576566</id><published>2009-01-22T01:05:00.004Z</published><updated>2009-01-22T01:16:23.055Z</updated><title type='text'>Mensagem do Duque d'Anjou</title><content type='html'>Recebi há pouco, enviada por um amigo legitimista francês, esta mensagem do legítimo herdeiro da Coroa de França, o Duque d'Anjou, "Luís XX", a prpósito do martírio de Luís XVI, que passo a transcrever na íntegra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mon Cousin [M. le duc de Bauffremont],&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Mesdames et Messieurs,Chers Amis.&lt;br /&gt;Les années passent et ne se ressemblent pas. Certaines sont plus joyeuses que d'autres. Le monde change mais certaines fidélités demeurent, telles que celle qui nous réunit pour le 216ème anniversaire de la mort du Roi Louis XVI.Dans l’époque de crise que nous vivons, où beaucoup de fausses certitudes d’hier sont en train d’être remises en cause, quel beau symbole de voir que nous savons encore nous retrouver autour de valeurs. En effet, au-delà de la personnalité si attachante de Louis XVI, notre premier devoir est un devoir de mémoire et de fidélité aux valeurs et aux principes incarnés par la royauté française. Telle est aussi la Mission que se donnent toutes les associations, groupes et organismes qui, comme l’Institut de la Maison de Bourbon se sont voués à cet objectif et que je tiens à remercier pour leur inlassable activité.Louis XVI par son sacrifice, mais aussi par sa vie qu’il a essayé de consacrer totalement au bonheur de son peuple reste pour nous tous un exemple. La lecture de son testament à la fois spirituel et politique doit toujours nous servir de méditation.Rappelons nous ses ultimes paroles, invitation à la bienveillance et au pardon. Par delà la douleur et la solitude qui furent les compagnes de ses derniers jours, il nous a fermement invités, comme son fils à qui il s’adressait, à «oublier toute haine et tout ressentiment ». Nous devons méditer ses paroles empreintes de respect humain et de tolérance. Dans le monde si dur et souvent si plein de pessimisme dans lequel nous vivons, ce message nous éclaire et nous renforce.Il doit nous encourager à conserver les repères que nous ont laissés nos aïeux, repères qui deviennent si importants au moment où le monde semble en manquer. Notre chance n’est elle pas de posséder une tradition vieille de mille cinq cents ans sur laquelle notre pays est construit ? Tradition qui s’incarne dans une famille dont j’assume actuellement les devoirs.Aucun de nous ne sait ce que sera demain, mais nous savons, en revanche, tous que cet avenir sera ce que nous en ferons, sans place à la ité. Il est ce que notre volonté voudra qu’il soit. Tel était bien aussi le message de Louis XVI qui, en dernier ressort, s’en est remis à la France dont il souhaitait qu’elle retrouve le sens de ses valeurs et de sa tradition.En ce début d’année, la Princesse Marie Marguerite, notre fille la Princesse Eugénie, et moi-même, nous vous assurons de tous nos souhaits pour notre Pays, pour vos familles et pour tous les Français éprouvés en grand nombre par les temps instables que nous traversons.Que tous les saints de France, que saint Louis, continuent à protéger la France afin qu’elle demeure la grande et puissante nation édifiée par la sagesse et la patience des Capétiens.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Louis de BourbonDuc d’Anjou&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;18 janvier 2009&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-9050302825433576566?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/9050302825433576566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=9050302825433576566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/9050302825433576566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/9050302825433576566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/01/mensagem-do-duque-danjou.html' title='Mensagem do Duque d&apos;Anjou'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5168691962902537182</id><published>2009-01-22T00:47:00.002Z</published><updated>2009-01-22T01:02:46.758Z</updated><title type='text'>Martírio de Luís XVI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;À semelhança de anos anteriores este blogue não poderia deixar de assinalar a triste efeméride que representa para todos nós o martírio de Luís XVI. Tendo em conta que, tal como já aqui referi neste blogue, adquiri o “Livre noir de la Révolution Française”, decidi ir reler o capítulo referente à morte do Rei, o “Ungido de Reims”, como também lhe chamavam. Este crime satânico visou destruir, para além da pessoa do Rei e da sua família, a monarquia de direito divino, a França católica e monárquica, a nossa Civilização Cristã de tipo constantiniano e o princípio da Realeza sacerdotal de Cristo como pedra angular do edifício social e religioso do “Ancien Regime”.&lt;br /&gt;Segundo o “Livre noir” são várias as consequências deste crime, e passo a citar, o capítulo escrito por Henri Beausoleil:&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;        &lt;em&gt; -          “précipiter la nation dans les abîmes, fragilisant considérablement le pays dans ses assises les plus profondes…..&lt;br /&gt;-          faiblesse drastique de l’exécutif en France de 1792 (instauração da República em França) à 1958, ayant beaucoup de difficulté à réiventer sa légitimité, aves des conséquences désastreuses dans la conduite des guerres&lt;br /&gt;-          perte progressive de l’influence internationale de la France&lt;br /&gt;-          le paradoxal repliement de la France sur elle-même&lt;br /&gt;-          le poids exagéré de Paris devenu la nouvelle “tête” du pays après la mort du roi&lt;br /&gt;-          l’évacuation progressive e radicale du spirituel dans la vie collectif du pays&lt;br /&gt;-          la perte du repére masculin, structurateur, dans la psyche collective française&lt;br /&gt;-          la perte du veritable sens de la liberte&lt;br /&gt;-          la dépersonalisation des rapports sociaux&lt;br /&gt;-          la survalorisation du conflit commme mode de résolution des problèmes de société&lt;br /&gt;-          présence intempéstive d’une sorte d’ésotérisme égytianisant dans certaines constructions propres au nouveau regime (pyramide du Louvre)&lt;br /&gt;-          triomphe de la nouvelle réligion et la prolifération de l’occultisme et de formes subtiles d’oppression sous couvert et hypocrite d’humanisme, d’athéisme, de laïcité et de racionalisme.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acrescentaria para terminar que no nosso caso de Portugal, uma das consequências indirectas deste crime, foi as invasões francesas com todas as consequências que sabemos e sem as quais não é possível compreender o Portugal de hoje. Quando é que a nossa Civilização será exorcizada deste acontecimento?&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adenda&lt;/strong&gt;: ao ir publicar o meu post apercebo-me do post do Corcunda, a propósito da tomada de posse de Obama, que acabo de ler e que, creio, de alguma forma, poder integrar-se nas consequências do acontecimento que motivou o meu post. Só povos crescentemente descristianizados, como é o caso dos europeus, é que podem venerar tal “rei” e assistir à tal “missa laica”, como muito bem lhe chama o Corcunda. Enfim, é o mundo moderno, ateu e materialista!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5168691962902537182?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5168691962902537182/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5168691962902537182&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5168691962902537182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5168691962902537182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/01/martrio-de-lus-xvi.html' title='Martírio de Luís XVI'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-9119408954990186640</id><published>2009-01-19T02:08:00.000Z</published><updated>2009-01-19T02:09:56.213Z</updated><title type='text'>Utopias e ideologias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma das coisas que mais me diverte fazer é, em situações de conversa sobre política e quando oiço alguém lamentar-se do estado do país, tentar explicar que o regime está estruturado para o saque, nada havendo a esperar de melhorias no contexto actual. No fundo trata-se colocar as pessoas perante as suas incoerências, porque considero essencial que se definam politicamente, não sendo possível lamentar o descalabro do país sem questionar tudo aquilo que o possibilitou. Ainda recentemente falando com uma pessoa lhe dizia que, contrariamente à versão oficial, ditadura temos nós hoje na medida em que temos um regime no qual o poder é exercido em benefício próprio sendo fruto do nosso trabalho é transferido para os amigalhaços do poder por intermédio das derrapagens nos custos de obras públicas, estudos de consultadoria encomendadas a empresas de amigos, entre outros exemplos. Passado algum tempo essa mesma pessoa vem ter comigo e diz-me que eu não podia ser assim tão saudosista porque apesar da corrupção e todos esses aspectos lamentáveis que eu lhe tinha referido, eu não podia negar todo o imenso progresso que, segundo ele, tem havido. Ao que eu lhe retorqui que o modelo de crescimento adoptado é insustentável visto que o país está cada vez mais endividado, isto já para não falar de toda a profunda degradação moral e “desportugalização” que tem sofrido. O interessante em tudo isto é assistir à “luta” entre a ideologia (e a utopia que lhe está associada) e a realidade na mente de muito boa gente, sobretudo daqueles com maior formação académica, e que, por isso, foram mais submetidos à “formatação ideológica” que o ensino faculta. No caso de ser a ideologia a “ganhar” na sua mente a pessoa em questão tende a recusar o real, evitando a partir daí conversar sobre política e deixando de se lamentar sobre a situação do país, numa autêntica demonstração de autocensura, naquilo a que gosto de chamar “fenómeno anémona”, na medida em que a pessoa se fecha sobre si própria. A propósito disto lembro-me de uma passagem que li num livro de Jean-François Revel, “Le regain démocratique” (1992), num capítulo sobre as utopias, intitulado precisamente “Comment finissent les utopies” e onde se pode ler o seguinte:&lt;br /&gt;         &lt;em&gt;  “As utopias resultam da capacidade humana em projectar sobre o real construções mentais activas que podem resistir muito tempos às evidências, manterem-se cegas às catástrofes que provocam, mas que acabam por se dissipar sob a convergência do falhanço objectivo e do desgaste subjectivo. Mas o mistério é que o desgaste subjectivo, a perda de ilusões ideológicas, não é apenas a consequência directa ou imediata do falhanço objectivo. Ele pode sobreviver por muito tempo.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Daí a persistência de um subconsciente marxista em muito boa gente, mesmo em pessoas que se consideram de direita. Esta capacidade de projectar “construções mentais” sobre o real resulta da necessidade que os homens têm de criar modelos para prever a realidade, isentando-se assim de responsabilidades. É por isso que creio que, no caso português, o “preço a pagar” para "a perda de ilusões ideológicas”, será o da bancarrota, algo que, tendo em conta o evoluir das finanças públicas nos últimos anos e o endividamento galopante do país, nada tem de surrealista. Acompanhemos então as cenas dos próximos capítulos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-9119408954990186640?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/9119408954990186640/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=9119408954990186640&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/9119408954990186640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/9119408954990186640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2009/01/utopias-e-ideologias.html' title='Utopias e ideologias'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5131764279559718041</id><published>2008-12-05T10:45:00.001Z</published><updated>2008-12-05T10:48:16.964Z</updated><title type='text'>Confusões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na entrevista concedida pelo Corcunda ao Manuel Azinhal, houve, entre muitas outras, uma frase que me agradou porque me fez pensar em tantas situações em que a tenho confirmado no meu dia-a-dia. A frase em questão é: “Quem combate os sintomas e não as causas está condenado a vida de trabalhos e resultados nulos”. A incapacidade de descortinar as causas advém da, por sua vez, incapacidade de distinguir o erro que no fundo é o erro do liberalismo erro esse que ele tão bem diagnostica no seu mais recente post, isto é, na sua recusa em estar ancorado num Absoluto. O homem do liberalismo é um homem que não existe, é um homem em que todas as obrigações resultam da sua opção livre e voluntária e nunca, por exemplo, do facto de estar inserido numa comunidade histórica que lhe é anterior e que ele não escolheu. Lembro-me duma frase de um senhor brilhante que dizia, e muito bem, “Não discutimos a Nação”. Quantas vezes oiço pessoas a lamentar-se da situação do nosso país, ou do governo que temos, mas que quando se lhes fala, ou tenta esboçar uma pequena comparação, com o Estado Novo imediatamente se eriçam e dizem: “Que horror!”. Creio que há algo de masoquista no neste permanente carpir mágoas sem no entanto ousar ir mais além e questionar aquilo que o originou. Ainda recentemente durante um jantar com amigos assistia impávido a este discurso de pessoas que lamentavam a actuação do governo bem como a inexistência de alternativas credíveis ao mesmo sem nunca se aventurar em ir para além desta triste “Taprobana”, isto é, de questionar o regime e os seus pressupostos. No meu caso pessoal o que me irrita é que muitas dessas pessoas sabendo-me monárquico, quando me ouvem criticar do regime e dizer que com ele é impossível esperar melhorias para Portugal, pensam logo que estou a referir-me à monarquia tipo “Democracia Real” (uma anedota!) e que a considero uma panaceia para os males de que enferma o nosso país, o que naturalmente pressuporia uma visão muito simplista da realidade. Quando lhes digo que até tenho mais admiração pela República Corporativa do que pela República Coroada, vulgo monarquia liberal, consideram-me “reaça” o que, de resto, me dá um imenso gozo. Creio que há pessoas que jamais compreenderão que a questão do regime não é de todo neutra e não resulta de uma opção estética, logo, mesmo colocando alguém de competente “ao leme” dificilmente esse alguém poderá fazer um bom trabalho sobre algo que está mal estruturado. Lembro-me de uma citação de uma frase de alguém, cujo nome não me recordo, que li em tempos num livro francês e que dizia “Dêem-me boas Instituições e dar-vos-ei boa política!”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5131764279559718041?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5131764279559718041/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5131764279559718041&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5131764279559718041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5131764279559718041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/12/confuses.html' title='Confusões'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-153946050506569302</id><published>2008-10-28T23:15:00.002Z</published><updated>2008-10-28T23:25:41.752Z</updated><title type='text'>Lido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Excerto de um belo texto retirado do capítulo IV do “Livre Noir de la Révolution française” intitulado “La Révolution intermittente” da autoria de Grégory Woimbée e que relata bem a forma como a Revolução evolui numa dinâmica de feita de antinomias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“La Révolution “jacobine” fut le mythe d’une égalité censée produire, par la vertu généralisée, liberté et société et, voulant une réalité qui les produisit toutes (les libertés individuelles et collectives), elle célébra leur divorce. Le communisme estime que le bonheur social légitime une tyrannie « de transition » et finie par préférer sa tyrannie au bonheur lui-même qu’elle est censée édifier ; le libéralisme juge, au contraire, que le bonheur est médiatisé par une liberté d’indifférence et lui aussi finit par préférer le moyen à la fin. On pourrait renvoyer l’un et l’autre dos à dos, alors qu’ils n’ont été dans l’histoire contemporaine que face à face, et c’est même ce face à face cynique qui a déterminé les deux siècles qui nous précèdent. La Révolution a posé les jalons de cette opposition qui est sa polarité, son mouvement dialectique, sa coincidentia oppositorum. La liberté du libéral est toute psychologique, elle n’est historiquement qu’une volonté de puissance et sa dérégulation cache en fait la suppression d’un droit protecteur des plus faibles, c’est la survie d’une oligarchie adaptée au jargon démocratique. La société du communiste n’est pas plus concrète puisqu’elle se résume historiquement à la mise en place d’un système carcéral généralisé. Entre la prison et le droit du plus fort, le contemporain est écrasé : la tyrannie ou l’oligarchie, mêmes revêtues l’une et l’autre du nom de démocratie qu’elles revendiquent ensemble (libérale ou populaire), sont de redoutables régressions politiques, comme si l’homme fort de sa longue expérience n’avait su produire que des régimes certes sophistiqués quant au fonctionnement, mais terriblement primitifs quant au principe. »&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Como nos diz, e muito bem, o autor destas linhas admiráveis a democracia é, de facto, profundamente primitiva e representa um enorme retrocesso civilizacional comparativamente à ordem jurídica do “Ancien Régime” na medida em que não está “ancorada” em nenhuma Verdade transcendente e daqui decorrendo que cada qual tem a sua noção de Bem mantendo-se o Estado neutro quanto a esta questão. Como não existe um Bem comum é o “povo soberano”, que é “omnisciente”, que o determina ao votar permitindo assim a ditadura da maioria sobre a minoria. Se a isto juntarmos a enorme facilidade de manipulação das massas que os modernos meios de comunicação conferem ao poder então estamos conversados quanto à ditadura. Quando é que nos libertaremos do PREC?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-153946050506569302?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/153946050506569302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=153946050506569302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/153946050506569302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/153946050506569302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/10/excerto-de-um-belo-texto-retirado-do.html' title='Lido'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6794171871524298577</id><published>2008-10-23T01:00:00.002+01:00</published><updated>2008-10-23T01:10:54.631+01:00</updated><title type='text'>Ética republicana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Segundo ouvi há um bocado no canal TV5, o antigo Presidente francês, Jacques Chirac, está braços com a justiça tendo-se inclusivamente descoberto que possuía uma conta secreta no Japão na qual dispunha de um "pequeno pecúlio" de 300 milhões de dólares. Para adensar todo este mistério, soube-se igualmente que um jornalista que tinha descoberto a existência dessa mesma conta desapareceu misteriosamente sem deixar rasto. Com a plena consciência de Jacques Chirac faz parte dos "mais iguais do que os outros" e que por isso nunca irá para trás das grades, não deixa de ser notável que este assunto venha à superfície. Sei de um país em que tal jamais aconteceria, sobretudo quando se trata de um ex Chefe de Estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6794171871524298577?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6794171871524298577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6794171871524298577&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6794171871524298577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6794171871524298577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/10/tica-republicana.html' title='Ética republicana'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8429531424848092021</id><published>2008-10-23T00:55:00.001+01:00</published><updated>2008-10-23T00:58:50.663+01:00</updated><title type='text'>Os moderados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Um dos capítulos do livro que já aqui referi várias vezes e de que tanto gostei refere-se ao papel desempenhado pelos católicos liberais na “construção” europeia. Basta pensarmos nas duas figuras emblemáticas deste processo imbuído de ideologia laicista e, por isso, de descristianização, Konrad Adenauer e Jean Monnet. Um episódio interessante que nos é contado em relação ao primeiro e ocorrido em 1923 em Munique revela bem a sua postura política. Participando numa reunião de católicos durante a qual um cardinal, Faulhaber, exprimiu a sua tristeza pelo fim da monarquia, Adenauer, que presidia à reunião, levantou-se e afirmou “Compete-nos a nós católicos defender a República”. Isto causou um enorme escândalo e quase levou o referido cardinal a abandonar a sala. O que será que leva homens e mulheres de grande inteligência a deixarem-se “contaminar” pelo Mal tornando-se assim, e passo a citar, “vectores de contra-valores cristãos? Esta inversão dos fins como consequência do desvio de origem do seu pensamento em relação ao modelo o qual PENSAM inspirar-se, revela-se na sua incapacidade em apreender a mecânica própria das estruturas que lhes escapam.” Um autor que é referido no artigo (seria inevitável diria eu) e que teve um papel fundamental neste diluir das consciências, confundindo-as e tornando-as permeáveis a uma espécie de “messianismo profano”, foi Jacques Maritain. Foi em grande medida graças a este último que muitos católicos se “converteram” às teses funcionalistas e federalistas que tendem para a despolitização da Europa em detrimento da economia. Mas acima de tudo, e por extrapolação, o que este artigo me levou a pensar foi no papel desses mesmos católicos liberais cá em Portugal, não na queda da República Corporativa para a qual não contribuíram se bem que a desejassem, mas para a consolidação da actual República jacobina. Creio que a 1ª manifestação visível da sua existência foi a célebre vigília na Capela do Rato contra a “guerra colonial” e que na altura causou grande controvérsia. Este gesto é bem revelador da sua “contaminação” pelo Mal, e que se traduziu por uma grande hemiplegia moral visto que perante o horror dos massacres de 1961 estas alminhas não “tugiram nem mugiram”, estando apenas preocupadas com os “crimes” cometidos pelo nosso exército no contexto do conflito de pacificação dos territórios ultramarinos. Muitos destes “católicos” estão igualmente na origem da “Ala Liberal”, cujo surgimento apenas foi possibilitado pelo desaparecimento do Prof. Salazar, e que mais tarde vieram a fundar a o PPD/PSD (e respectivas dissidências como a ASDI) e o CDS/PP ou a ingressar no Partido Socialista formando aquilo a que mais tarde se veio a designar por “ala guterrista”. O próprio Prof. Cavaco Silva, que neste momento preside a esta república a que nos condenaram, é um belo exemplo do que acabo de referir, bastando para tal pensarmos no seu infrene entusiasmo “europeísta” ou na forma como comemora, tal como o socialista de triste memória Jorge Sampaio o fazia, a tomada do poder pela rapaziada da carbonária. É o PSD em todo o seu esplendor, o tal partido “laranja por fora e vermelho por dentro”. Muitos mais exemplos poderiam ser dados mas não vale a pena ser exaustivo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8429531424848092021?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8429531424848092021/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8429531424848092021&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8429531424848092021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8429531424848092021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/10/os-moderados.html' title='Os moderados'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8491524069487637651</id><published>2008-10-16T01:05:00.002+01:00</published><updated>2008-10-16T01:18:36.252+01:00</updated><title type='text'>Novo blogue</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acabo de saber da existência (por intermédio do Gdr) e de visitar o novo blogue do estimado Demokrata, "O Reaccionário". Um espaço que, estou certo, virá a ser de visita obrigatória para os defensores de um Portugal fiel a si próprio, isto é, a Cristo. Bem haja, caro Demokrata/Reacionário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8491524069487637651?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8491524069487637651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8491524069487637651&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8491524069487637651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8491524069487637651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/10/novo-blogue.html' title='Novo blogue'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6012715325196254263</id><published>2008-10-16T01:01:00.002+01:00</published><updated>2008-10-16T01:04:26.267+01:00</updated><title type='text'>Para rir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Soube há um bocado que o Presidente Sarkhozy, a pedido da sua actual mulher e da sua cunhada, proibiu a extradição para Itália de uma criminosa e terrorista ex-membro das Brigadas Vermelhas, onde incorria em pena de prisão perpétua. Não nos esqueçamos que há alguns meses Carla Bruni numa entrevista se declarava visceralmente de esquerda, o que explica em grande medida a empatia por esta assassina. Que valores de “direita” terá este senhor para partilhar com esta senhora? Quando penso no célebre discurso de Sarkhozy na sua tomada de posse no qual exaltava “&lt;em&gt;la France qui se leve tôt&lt;/em&gt;”, não posso deixar de soltar uma grande gargalhada. Tenho falado com muitos franceses que me têm feito parte da sua decepção ao constatar que o tão anunciado “ímpeto reformista” está aquém do esperado, sendo os ministros mais “ousados” nas suas intenções rapidamente chamados “à ordem”. Que imensa ilusão pensar o regime se pode auto-reformar! Lembro-me de uma frase de um livro que li este verão (que já aqui referi, “La culture du refus de l’ennemi”) e que por sua vez é uma citação do livro de Abel Bonard (membro da Académie française e Ministro da Educação do regime de Vichy) “Les Modérés” (1936),&lt;br /&gt;                  "&lt;em&gt;C’est une des lois les plus certaines de la politique que tout régime a un contenu d’idées et de sentiments qui, de son origine à sa fin, le forcent d’agir selon ce qu’il est (…) et que cette fatalité n’est jamais plus rigoureuse que lorsqu’il s’agit, comme s’est le cas pour la République Française&lt;/em&gt; (e Portuguesa acrescento eu !), &lt;em&gt;d’un régime constitué dans les discordes civiles et né avec une âme de parti.&lt;/em&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6012715325196254263?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6012715325196254263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6012715325196254263&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6012715325196254263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6012715325196254263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/10/para-rir.html' title='Para rir'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5787178542363409033</id><published>2008-10-14T01:01:00.000+01:00</published><updated>2008-10-14T01:05:45.711+01:00</updated><title type='text'>Análise certeira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apesar de ter sido publicado n’ “O Diabo” da terça-feira da semana passada só anteontem consegui ler o excelente artigo do Prof. Soares Martinez, intitulado “As responsabilidades pela crise”. Um artigo que, para além da habitual clareza na exposição das ideias, me marcou pela profundidade de análise da tão falada crise financeira norte-americana, e que nos afecta a todos. Perante a gravidade da situação em grande medida fruto de irresponsabilidades e cupidez de agentes económicos, poucos são os que são capazes de ir ao âmago da questão, isto é, aos regimes demo-liberais actualmente vigentes na generalidade dos países europeus com a sua estrutural promiscuidade com homens de negócios e que como escreve, e muito bem o autor do artigo, “desde há sessenta anos que o poder político nos diz que os ciclos económicos e as suas crises eram coisas do passado, dominadas inteiramente pelos Estados demo-sociais, garantes de um progresso económico indefinido e de felicidades infinitas democraticamente distribuídas”. Perante a crise actual duas hipóteses se colocam: “Ou os regimes políticos vigentes, ao menos os ditos ocidentais, faliram estrondosamente, ou então sendo estes últimos válidos, a falha é dos estadistas, ou simulacro de estadistas, que os servem….as falhas generalizadas da gente que serve os regimes acabam por traduzir-se, fatalmente, em &lt;strong&gt;falhas insanáveis dos regimes&lt;/strong&gt;, pois semelhante generalização só poderá significar a &lt;strong&gt;incapacidade definitiva dos próprios regimes para a selecção de governantes idóneos&lt;/strong&gt;….falência dos regimes do demo-capitalismo desenfreado, com laivos socializantes, que tem feito as delícias dos comerciantes de golpe, atraídos para êxitos de curto prazo….&lt;strong&gt;Responsabilidades dos regimes que importará que sejam revistos profundamente&lt;/strong&gt;. Responsabilidades dos estadistas, e simulacros de estadistas, que mal serviram os regimes. Responsabilidades dos tais homens de negócios golpistas que levando a melhor parte largas sobras deixaram aos tais estadistas, ou simulacros de estadistas, que, incapazes de cumprir a missão nobre de servir, apenas se serviram”. Creio que não é possível ser mais claro. O que temos nós tido no pós 25 de Abril senão simulacros de estadistas? Partilhando o ponto de vista do Prof. Soares Martinez, pergunto frequentemente a mim próprio, como, por que preço, por quem e com que legitimidade é que essa revisão profunda desses regimes, que acarretará inevitavelmente a sua queda, poderá ser feita? É esperar para ver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5787178542363409033?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5787178542363409033/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5787178542363409033&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5787178542363409033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5787178542363409033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/10/anlise-certeira.html' title='Análise certeira'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6318788498803990462</id><published>2008-09-27T20:53:00.001+01:00</published><updated>2008-09-27T20:57:34.663+01:00</updated><title type='text'>Sentido do ridículo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Atravessando ontem a cidade de Aveiro deparo-me a dada altura a meio da avenida principal (Lourenço Peixinho) com um cartaz de publicidade a uma exposição promovida pelo museu da Presidência da República e intitulada “Sentido de Estado”. Como é sabido o referido museu foi fundado pelo socialista Jorge Sampaio de nefanda memória e que tão exemplarmente demonstrou o significado da expressão “sentido de Estado” para esses senhores. O referido museu, entre outros objectivos destina-se a fazer a apologia dos “valores republicanos” entre os quais se destaca a tão famosa “ética republicana” da qual o regime faz diariamente prova na forma “exemplar” como como gere a “res publica”. Quando penso naquele cartaz é-me totalmente impossível não soltar uma gargalhada. Lembro-me de um livro que li há uns anos sobre esse outro grande exemplo de “ética republicana” que foi François Mitterrand e que o mais ilustre membro da “família obesa do Campo Grande” compreensivelmente tanto admira. Lembro-me igualmente daquilo que li (pouco) no livro “Memórias de um PS desconhecido”, bem como das “birrinhas” de Jorge Sampaio que usou o cargo para interferir na vida interna do seu partido e na forma como manteve o país em “águas de bacalhau” durante cerca de 12 dias enquanto se mantinha em “meditação transcendental” para decidir se deveria ou não dissolver o parlamento. Meditação essa na qual teve o precioso auxílio numerosos convidados ao seu ”Olimpo presidencial” que o vinham aconselhar em tão espinhosa decisão. Do que estes senhores necessitam em grandes doses é, para além de sentido de Estado, de sentido do ridículo. Até quando, meu Deus?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6318788498803990462?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6318788498803990462/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6318788498803990462&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6318788498803990462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6318788498803990462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/09/sentido-do-ridculo.html' title='Sentido do ridículo'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1080933050129501278</id><published>2008-09-21T18:52:00.001+01:00</published><updated>2008-09-21T18:57:26.084+01:00</updated><title type='text'>Comunismo II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Após alguns meses de interregno eis -me de volta às lides blogosféricas. Vou então retoma-las continuando a série de artigos que me tinha proposto escrever sobre o comunismo ainda a propósito do artigo de Hitchens sobre o estado da Rússia Apesar de nunca ter ido à Rússia, já tive a ocasião de contactar com russos de visita a Portugal e fiquei impressionado com a sua total vacuidade mental e ausência de uma hierarquia de valores. Para eles tudo gravita em torno do dinheiro, com o qual pensam tudo poder adquirir. Pode afirmar-se que pouco mais são do que seres vegetativos que têm uma existência puramente hedonista. O artigo refere a dada altura que o Ocidente, que felizmente nunca sofreu um regime totalitário comunista, caminha a passos largos para uma situação análoga à da Rússia. Como explicar tal fenómeno aparentemente paradoxal? Somos então forçados a admitir, por muito que tal desagrade aos entusiastas do “regime das cruzinhas” (como já alguém o definiu), que deve haver algum denominador comum entre as democracias liberais vigentes nos países Ocidentais e o comunismo. Não nos esqueçamos de que Lenine afirmava que o comunismo era a mais perfeita das democracias e de que os regimes comunistas da Europa de Leste se chamavam “democracias populares”. Abuso de linguagem? Talvez não. Ocorre-me uma citação de Léon Daudet (filho do célebre Alphonse Daudet autor das “Cartas do meu moinho”?) que li há algumas semanas no “Livre noir de la Revolution française” com o qual me tenho estado a deleitar nos últimos tempos:&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;A mon tour je veux montrer que, conformément au mot de Clemenceau, la Revolution est un bloc... un bloc de bêtise, de fumier et de sang. Sa forme virulente fut la Terreur. Sa forme attenuée est la démocracie actuelle avec le parlementarisme et le suffrage universel, et le choix, comme fête nationale, de l'immonde quatorze juillet, où commença, avec le mensonge de la Bastille, la promenades des têtes au bouts des piques et la periode terroriste completée par la grande peur. Date fatale au pays".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Podemos, pois, afirmar que o comunismo é, em grande medida, o termo patológico da democracia, na medida em que esta, ao instituir uma confrontação directa entre o Estado impossibilitando-lhes assim a possibilidade de se organizarem em corpos intermédios, cria assim uma certa empatia pelo comunismo. O fenómeno do “politicamente correcto” ao qual assistimos diariamente é uma expressão dessa mesma empatia. Repare-se que mesmo após a implosão do comunismo o anti-comunismo continua a ser um tabú. Furet na sua no seu “Passé d'une illusion” diz-nos precisamente que o comunismo pode ser estudado em duas situações possiveis, quer ocupe o poder por intemédio de regimes de partido único, ou então que seja seja um dos partidos (sempre minoritário) do espectro político-partiário das democracias ocidentais. O que há de aparentemente paradoxal é que o comunismo sobrevive melhor como ideal no segundo caso. Isto é, e para citar Furet, “o comunismo é forte onde é fraco (2º caso) e fraco onde é forte (1º caso). Se a isto juntarmos a descristianização das sociedades que a democracia acarreta ao destruir toda a estrutura orgãnica de uma sociedade contribuindo assim para “encerrar cada homem sobre si mesmo” compreenderemos mais facilmente o porquê da similitude do comportamento dos ocidentais e dos russos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1080933050129501278?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1080933050129501278/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1080933050129501278&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1080933050129501278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1080933050129501278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/09/comunismo-ii.html' title='Comunismo II'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2420427069252736582</id><published>2008-07-23T01:37:00.002+01:00</published><updated>2008-07-23T01:41:52.043+01:00</updated><title type='text'>Sabedoria</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aguardando recentemente no aeroporto a saída das malas dos meus filhos tive o prazer de conversar com uma “mulher do povo”, uma peixeira da Nazaré, que viveu antes do “glorioso” e apesar de não ter tido a possibilidade de estudar, e talvez e em grande medida por essa mesma razão, tem dessa mesma época, tão denegrida pelos jornalistas “de agora”, uma grata recordação. Como é possível que uma vítima da “exploração capitalista” (algo que o “glorioso” erradicou para todo o sempre de Portugal, tendo introduzido no seu lugar algo de desconhecido na época, a “exploração estatal”) não dê “Hossanas” aos cravos? Contava-me ela que tendo feito parte do grupo folclórico nazareno, “Tá-Mar”, foi uma vez actuar a Sta Comba Dão para o então Presidente do Conselho. A visita, segundo me disse, confirmou a imagem que tinha dele: um homem simples, humilde e acessível. Imagem essa que contrastava com a que dele tinham muitos dos “doutores” (para utilizar a sua terminologia) com quem contactava ao vender o peixe, e que mais tarde já depois do 25 de Abril alguns deles, perante o descalabro de Portugal ao qual assistimos diariamente, tiveram a humildade de reconhecer o quanto estavam errados. Cada vez que tenho a possibilidade de falar com alguém com este “perfil sociológico” ocorrem-me as palavras de Cristo no Evangelho do passado dia 6 (Mateus XI, 25-30):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;Bendigo-te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos. Sim, ó Pai, porque isso foi do teu agrado&lt;/em&gt;.»&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porque será que aquilo que é óbvio para esta senhora humilde não o é para os “doutores”? Qual o “segredo” desta empatia dos “pequeninos” pelo grande estadista? Creio que talvez seja essa a grande virtude de Salazar, a capacidade de ser simultaneamente enorme e mantendo-se sempre próximo dos humildes. Pergunto: quantos dos “&lt;em&gt;conducatores abrilinos&lt;/em&gt;”, que no máximo terão direito a uma nota de rodapé num qualquer manual de história, poderão passar no “veredicto da história” vendo-se assim “libertos da lei da morte por obras valorosas”, como diria o nosso bardo quinhentista?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2420427069252736582?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2420427069252736582/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2420427069252736582&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2420427069252736582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2420427069252736582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/07/sabedoria.html' title='Sabedoria'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4978914917253711795</id><published>2008-07-10T10:27:00.002+01:00</published><updated>2008-07-10T10:33:17.452+01:00</updated><title type='text'>Comunismo I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Li com grande interesse o artigo de Peter Hitchens que o Corcunda colocou lá no Pasquim. O artigo é riquíssimo pela variedade de questões que levanta e que se prendem, com a essência do próprio comunismo, com o seu ocaso, com a imensa dificuldade que os países que a ele estiveram submetidos têm em libertar-se da sua “pesada herança”, com a sua sobrevivência enquanto ideal nos países ocidentais que nunca o “sentiram na carne” para utilizar a expressão de Revel, e ainda como gradualmente e sem violência estamos ao cercear da liberdade no Ocidente. Creio que cada um destes aspectos só por si já daria muito que escrever. Tentarei apenas abordar cada um deles sumaria (por manifesta incapacidade) e separadamente mesmo sabendo que estão interligados. Além disso o facto de o fazer separadamente permitir-me-á ter motivos para vários posts para os próximos tempos tanto mais que infelizmente nos últimos tempos e por razões profissionais tenho estado apartado da blogosfera.&lt;br /&gt;Creio poder afirmar que o Ocidente jamais compreendeu o fenómeno totalitário do sec. XX e, mais concretamente, o comunismo que, apesar das suas sinistras proezas, continua a ser visto como algo de intrinsecamente bom que apenas foi sistematicamente “desvirtuado” por todos aqueles que debalde o tentaram implantar, é por isso pouquíssimas pessoas previram a sua queda. Poderíamos citar muitos exemplos mas limitar-me-ei a dois. O primeiro a atitude ocidental, mesmo por parte de dirigentes considerados à direita como Tatcher, face a Gorbatchev, e consequentemente ao comunismo, que sempre consideraram que o regime era reformável, bastando para tal ajudar o seu líder enviando-lhe os fundos necessários para tão nobre, quanto utópica, tarefa. Já mais próximo da actualidade veja-se como o carrasco dos cubanos e traficante de droga, Fidel de Castro, é acarinhado pelos media que o mostram como alguém de bom e amado pelo seu povo que, apesar da miséria, vive feliz no goulag tropical. Penso que a melhor imagem que se pode dar do comunismo é a de um tumor que, tal como este, vive da depredação do organismo que o alberga mesmo sabendo que, em última instância, se destrói a si próprio. Isto lembra-me a célebre anedota da rã e do escorpião na qual este último pede à rã que o ajude a atravessar o rio assegurando-lhe que não a picará tanto mais que se o fizer ele também morrerá se bem que afogado. Durante a travessia ele pica a rã e esta antes de morrer pergunta-lhe porque fez isso, ao qual este responde que está na sua natureza nada podendo fazer quanto a isso. Também o comunismo “pica” o país no qual se instala. O comunismo é uma forma de suicídio colectivo que causa destruições muito mais profundas do que muitas das tragédias naturais, porque se trata de destruições de alma, privando um povo, do gosto pela liberdade, do espírito empreendedor, tornando-o algo acéfalo. A grande questão que devemos colocar quanto aos regimes totalitários é: Porque é este “bicho” homem que é capaz de criações tão belas como uma “&lt;em&gt;Pietta”&lt;/em&gt; de Miguel Angelo, ou como as catedrais góticas, ou como a música de Bach (entre muitíssimas outras), cria regimes nos quais se autodestrói? Tudo isto nos remete para o mistério do Mal, algo ao qual aderimos cada vez que recusamos a Cristo, isto é, cada vez que queremos fazer a nossa vontade e não a d’Ele.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4978914917253711795?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4978914917253711795/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4978914917253711795&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4978914917253711795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4978914917253711795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/07/comunismo-i.html' title='Comunismo I'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7116306728648386050</id><published>2008-05-28T11:35:00.002+01:00</published><updated>2008-05-28T11:56:12.744+01:00</updated><title type='text'>Lido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na última edição d'"O Diabo" vem uma entrevista com Paulo Morais na qual este descreve muito bem aquilo que é a extorsão institucionalizada por intermédio do fisco, que serve o Estado que por sua vez está ao serviço duma oligarquia de cleptocratas (nomenclatura da república) que o utiliza para seu benefício pessoal. Esta patologia tem o nome de república jacobina partidocrática. Diz Paulo Morais:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     "&lt;em&gt;Ao extorquirem dinheiro aos portugueses, pela via dos impostos, para de seguida o transferirem para os amigos do poder, sob a forma de grandes obras públicas, os governantes terão instalado um novo tipo de feudalismo pós-moderno, que poderíamos designar por terrorismo fiscal."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perante isto que há de surpreendente que Portugal definhe de dia para dia? Que saudades de um senhor integro e probo que repousa lá para os lados de Sta Comba Dão!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7116306728648386050?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7116306728648386050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7116306728648386050&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7116306728648386050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7116306728648386050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/05/lido.html' title='Lido'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2389735841005160483</id><published>2008-05-23T23:09:00.002+01:00</published><updated>2008-05-23T23:19:21.814+01:00</updated><title type='text'>Do moderantismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há alguns posts atrás o Corcunda falava-nos dos moderados. Nem de propósito o livro que ando a ler, um dos dois livros que recebi juntamente com o “&lt;em&gt;Livre noir de la révolution française&lt;/em&gt;”, chama-se “&lt;em&gt;La culture du refus de l’ennemi, modérantisme et religion au seuil du XXIe siècle&lt;/em&gt;”. Um livro que contem uma série de artigos escritos por vários autores (entre os quais um dominicano e um jesuíta) e que trata do fenómeno da “moderantismo” em política, que é um dos elementos estruturantes das sociedades modernas. Este neologismo serve precisamente para o distinguir da moderação, que os gregos consideravam como uma manifestação de prudência em política, e é sinónimo da tão apregoada “tolerância”. Este fenómeno caracteriza-se, por uma “pacificação pela neutralização”, pela recusa do inimigo o que leva o “moderado/tolerante” a recusar todo e qualquer compromisso com medo de ser catalogado de extremista ou de ser levado a tomar posição, ou seja, a assumir-se o que é algo que naturalmente lhe desagrada. Como nos diz Jean-Paul Bled autor da introdução do livro, “Pode-se preferir a servidão à liberdade mas é ontologicamente impossível de impedir o aparecimento de um inimigo. Ora, a utopia do apaziguamento definitivo dos conflitos conduziu à pior das violências, como o demonstram as doutrinas idealistas que vieram substituir o jus gentium desde o início da época wilsoniana e o mesmo se aplicando aos inimigos internos. Até agora as democracias têm conseguido manter-se apesar das várias crises que as têm ameaçado, daí a sua impressão de invulnerabilidade. Esta capacidade de superar os seus erros assenta num equilíbrio instável, obtido graças à absorção das contradições, mais do que à solução de fundo, que é constantemente adiada para uma data indefinida. Esta forma de integração das diferentes correntes de opinião é o reflexo de uma cultura comum que pretende procura afastar ideia de que a vida é uma luta, o que irresponsavelmente acarreta riscos para as gerações futuras. O aceitar da possibilidade do conflito e o controlo do medo do inimigo formam no entanto a base da responsabilidade política, o que impede a neutralização dos sistemas contemporâneos. O pacifismo que foi integrado nas mentalidades na sequência do concilio Vaticano II levou ao reforço desta neutralização. O Evangelho pede-nos para amar o inimigo, não para esquecermos a diferença entre amigo e inimigo.” Na génese desta patologia “moderantista” encontra-se aquela que é a característica fundamental dos regimes liberais (sejam elas repúblicas hereditárias ou electivas) e que se traduz por uma debilidade estrutural dos mesmos: a inexistência de uma noção de bem comum, que é relegada para o plano individual e sendo por isso todas elas aceites como igualmente válidas. Perguntar-se-á então: qual o cimento para assegurar a coesão das sociedades hodiernas? São essencialmente dois; por um lado a utilização de inimigos reais ou imaginários (versão “&lt;em&gt;light&lt;/em&gt;” do terror nos regimes totalitários), e por outro a aceitação e incorporação de ideias contraditórias, visto que todas são consideradas válidas. Termino este post demasiado longo deixando no ar a seguinte questão quando nos libertaremos nós deste ciclo vicioso que está a destruir gradualmente as nossas sociedades? Quando formos capazes de pensar o bem e a verdade, algo de todo impossível sem uma relação a uma transcendência, transcendência essa da qual o homem moderno nem sequer quer ouvir falar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2389735841005160483?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2389735841005160483/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2389735841005160483&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2389735841005160483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2389735841005160483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/05/do-moderantismo.html' title='Do moderantismo'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5899068647204559045</id><published>2008-04-24T12:19:00.002+01:00</published><updated>2008-04-24T12:29:16.296+01:00</updated><title type='text'>Deleite</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recebi anteontem o tão ansiado “&lt;em&gt;Livre noir de la Revolution française&lt;/em&gt;”. Confesso que nem sei que dizer, estou deslumbrado com o livro e só desejo o mais rapidamente possível mostra-lo aos meus famosos 2 amigos. É simultaneamente um livro grande (880 páginas) e um grande livro (por aquilo que pude ler por alto de alguns artigos) nele tendo participado cerca de 50 colaboradores. O livro está dividido em três partes: I: Os factos (25 capítulos), II: O génio (20 capítulos) e, por fim, III: Antologia (11 capítulos). Este livro seguindo a onda do “&lt;em&gt;Livre noir du communisme&lt;/em&gt;” (aliás um dos autores e organizadores deste último, Stéphane Courtois, também aqui participa) dará, tal como este último um forte contributo para desfazer o mito fundador, da França moderna, da esquerda e da direita liberal, que são no fundo amigas/inimigas. Ignoro que tipo de reacções o livro suscitou até agora em França. Sei, no entanto, que no caso do “Livre noir du communisme”, há 11 anos, as reacções foram duma virulência inaudita por entre o “esquerdalho” que se sentiu interpelado na sua conivência com esse monstruoso crime que foi o comunismo onde quer que ele se instalou. Para que vejamos como a esquerda se mantém fiel a si própria pensemos naquilo que se passou no parlamento a propósito da votação da moção de pesar pela morte do Rei D. Carlos. Até agora li apenas parte do capítulo II, da I Parte, sobre o 14 de Julho, onde se conta com todo o rigor o que se passou e como a Bastilha, comandada por Launay, se rendeu perante a promessa de que a sua guarnição, e ele próprio não sofreriam quaisquer represálias. Sabemos bem o que se passou, Launay foi morto no “&lt;em&gt;Hôtel de Ville&lt;/em&gt;” a golpes de sabre, e decapitado por um ajudante de cozinha, Desnot, sendo posteriormente a sua cabeça passeada por Paris na ponta de um pau, não sem antes o seu sangue ter sido bebido pela turba multa. Segundo nos diz o professor Jean Tulard (um dos colaboradores do livro) tratou-se de um (e passo a citar no original) “&lt;em&gt;Acte d’un goût douteux, mais qui va se généraliser dans les années suivantes et devenir une forme de “civilité” révolutionaire pour les victimes de marque&lt;/em&gt;”. Qualquer semelhança entre estes monstros e aqueles que vão ao cemitério do Alto de S. João dar vivas aos regicidas, ou os que organizam festas em Castro Verde em sua honra, ou os que festejam o 5 de Outubro, é pura coincidência!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De momento é tudo o que posso contar sobre este fabuloso livro, indispensável na biblioteca de qualquer monárquico, mas à medida que o for lendo escreverei mais alguns posts sobre aqulio que mais me vai interpelando. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5899068647204559045?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5899068647204559045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5899068647204559045&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5899068647204559045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5899068647204559045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/04/deleite.html' title='Deleite'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7523865653602972353</id><published>2008-04-21T19:57:00.001+01:00</published><updated>2008-04-21T19:59:18.176+01:00</updated><title type='text'>Heresia de betão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tive há alguns dias a possibilidade de visitar a Igreja da Santíssima Trindade de Fátima, a tal a que o amigo Gazeta chama com grande propriedade a “ETAR”. Aliás minha visita a este local confirma plenamente o post “A Fé é uma arte” (desculpa, Gazeta, mas não sei fazer links estou a precisar de mais aulas). Foi pois com um misto de curiosidade e de receio que entrei naquele espaço. Curiosidade porque por tudo o que tenho lido e visto sobre a dita Igreja queria ter a minha própria opinião, e receio porque naturalmente esperava o pior, tanto mais que tendo acompanhado com regularidade a sua construção fui vendo surgir do chão aquilo que era suposto ser uma “Igreja subterrânea” mas que na realidade apenas o é em parte tendo em conta a sua altura. Aliás foi essa mesma altura que veio obstruir completamente a bonita perspectiva que antes se tinha da Basílica quando se passava na avenida principal (D. José Alves Correia da Silva). A visita desta “igreja” foi para mim triste e deprimente e confirma plenamente todos os meus receios. Entrar num espaço que pretende ser uma igreja e que na realidade mais não parece ser do que uma bela sala de congressos, sem sacrário, e com um palco, é algo de indescritível. Só então compreendi porque é que entrei por ali adentro sem sentir necessidade de me benzer como habitualmente ao entrar numa verdadeira igreja. Aquele templo é o reflexo de uma Igreja “desvitalizada”, repleta de antropocentrismo, fruto da sua tentativa de se adaptar ao mundo moderno, o que é naturalmente uma forma de suicídio. Mas o “climax” da visita foi a visão sinistra daquele “Cristo” com um olhar esgazeado, ou “janado” (que Deus me perdoe!), despenteado e a olhar para o vazio. Onde está a expressão de sofrimento dAquele que por puro Amor e oblação sofreu morreu por todos nós? No meio de toda esta estupefacção diverti-me a ouvir os comentários de um grupo de espanhóis que comentavam o que viam. Palavras como “aberração”, “escândalo” eram frequentes. Como entretanto meti conversa com alguns deles eles perguntaram quem tinha tido uma tão triste ideia de representar Cristo daquela forma, ao qual eu lhes respondi que tinha sido, entre outros, o Bispo de Leiria-Fátima. Que triste é constatar que a Esposa de Cristo está cá pelo burgo em tão “más mãos”. Merecia melhor sorte do que as “famosas armas” do louco do Otelo, em 1975. É caso para dizer, “Perdoai-lhes, Senhor, apesar de saberem o que fazem!” Saí dali dizendo a mim mesmo que nunca mais lá voltarei (salvo algum imponderável) mas não lamentando lá ter ido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7523865653602972353?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7523865653602972353/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7523865653602972353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7523865653602972353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7523865653602972353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/04/heresia-de-beto.html' title='Heresia de betão'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7717081050452744980</id><published>2008-04-10T01:55:00.002+01:00</published><updated>2008-04-10T02:02:30.284+01:00</updated><title type='text'>Maio de 68</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comemora-se este ano os quarenta anos de um dos mais virulentos ataques à nossa Civilização, perpetrado por jovens universitários, fruto do “&lt;em&gt;baby boom&lt;/em&gt;” do pós II guerra, e a quem os pais marcados pelo horror da guerra cumularam de mimos como forma de compensar essa mesma experiência. Como habitualmente este tipo de ataques é feito atacando a autoridade legítima, vista como um obstáculo à liberdade e à plena realização do homem. O problema é que quando esta falta se caminha inevitavelmente para a tirania ao transformar-se os seres humanos em monstros. É por isso que podemos afirmar que o Maio de 68 é a continuação, da Reforma do século XVI, do Iluminismo oitocentista que por sua vez inspirou a Revolução Francesa e que por sua vez vem a influenciar Hegel e daí Marx, tudo isto culminando no “maravilhoso” século XX e neste que estamos a iniciar que, por enquanto, nada de bom augura. As consequências desta tragédia estão hoje na ordem do dia a propósito do triste episódio do telemóvel na escola Carolina Michaëlis, isto tudo já para não falar dos casos mais graves de que ouvimos falar em escolas norte-americanas ou de outros países. Também no plano artístico as consequências desta “libertação” que resulta da ausência de todo e qualquer constrangimento se fazem sentir. Uma vez que o homem já não pretende representar a realidade que o cerca, e que de resto recusa, mas sim o seu estado de alma o que, tendo em conta todo o mal que habita a mente de um sujeito modernista, isto leva a que se produzam todas as aberrações que conhecemos, na música, na pintura, na escultura. Confesso que, tendo em conta a tendência inata do homem para se eximir de todo e qualquer tipo de regras, não vejo como é que nos tempos mais próximos será possível percorrer o caminho inverso daquele que temos vindo a percorrer. Qual será o preço para que encetemos tal caminhada?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7717081050452744980?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7717081050452744980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7717081050452744980&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7717081050452744980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7717081050452744980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/04/maio-de-68.html' title='Maio de 68'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2584817217579283505</id><published>2008-03-28T03:18:00.003Z</published><updated>2008-03-28T11:51:48.188Z</updated><title type='text'>Próxima leitura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/R-zbqIJ674I/AAAAAAAAAHI/EK16K_FmIXM/s1600-h/41PhIDySJ-L._SS500_.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/R-zbqIJ674I/AAAAAAAAAHI/EK16K_FmIXM/s320/41PhIDySJ-L._SS500_.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182758787986681730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Lendo há alguns dias um artigo no site “Polemia” a propósito da publicação em França, no passado mês de Outubro, do “Dicionário do comunismo”, dos mesmos autores do “Livro negro” deparo com a referência a outro livro, publicado em Janeiro do corrente ano (no dia 21, será por acaso?), e que me despertou imediatamente uma grande curiosidade: “O livro negro da Revolução Francesa”. Um livro que se insere na tradição “iconoclasta” iniciada com o “Livro negro do comunismo” e que é escrito por um conjunto de autores dos quais destaco, Jean Sévilla, de quem li “Historiquement correct” e “Le terrorisme intelectuel”. Numa França cada vez mais descrente das suas instituições, de Sarkozy (como as recentes eleições municipais o demonstraram), e, por isso, dela própria, a publicação deste tipo de livros tem o mérito de a ajudar a fazer a psicanálise do seu próprio passado, de percorrer a sua “Via Dolorosa” até encontrar a sua “estrada de Damasco”. Será um pouco como o “Filho(a) pródigo(a)”. A França terá que estar saturada de “chafurdar no lodo e comer na pocilga” para que diga para ela própria “Que bem que eu estava na casa do Pai”. Claro que o preço será elevadíssimo, mas não creio que haja qualquer alternativa. Naturalmente que alguns dos meus leitores poderão porquê ir buscar os Evangelhos? Pela simplicíssima razão que, como muito bem dizia Bonnald, todos os problemas de ordem política têm na sua génese problemas de ordem espiritual. Lembro-me de um excerto da encíclica de Leão XIII, Aeterni Patris, que é de uma actualidade desconcertante (peço desculpa aos leitores mas só encontrei a versão em francês), e no qual este Papa coloca esta questão com uma clareza cristalina. Oiçamo-lo então:&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;Si l'on fait attention à la malice du temps où nous vivons, si l'on embrasse, par la pensée, l'état des choses tant publiques que privées, on le découvrira sans peine : la cause des maux qui nous accablent, comme de ceux qui nous menacent, consiste en ce que des opinions erronées sur les choses divines et humaines se sont peu à peu insinuées des écoles des philosophes, d'où jadis elles sortirent, dans tous les rangs de la société, et sont arrivées à se faire accepter d'un très grand nombre d'esprits. Comme, en effet, il est naturel à l'homme de prendre pour guide de ses actes sa propre raison, il arrive que les défaillances de l'esprit entraînent facilement celles de la volonté ; et c'est ainsi que la fausseté des opinions, qui ont leur siège dans l'intelligence, influe sur les actions humaines et les vicie. Au contraire, si l'intelligence est saine et fermement appuyée sur des principes vrais et solides, elle sera, pour la société comme pour les particuliers, la source de grands avantages, d'innombrables bienfaits.&lt;br /&gt;Não me canso de ler estas palavras. Que imensa sabedoria! É aqui que residem os problemas da nossa época, “&lt;em&gt;des opinions erronées sur les choses divines et humaines&lt;/em&gt;”. Há por aí tantos falsos evangelistas que não surpreende que estas opiniões se tenham difundido assim tão facilmente. Vou então encomendar brevemente este “Livro negro” sobre o qual espero vir a poder escrever um post.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2584817217579283505?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2584817217579283505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2584817217579283505&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2584817217579283505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2584817217579283505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/03/prxima-leitura.html' title='Próxima leitura'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/R-zbqIJ674I/AAAAAAAAAHI/EK16K_FmIXM/s72-c/41PhIDySJ-L._SS500_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-3775764111865874369</id><published>2008-03-12T01:55:00.002Z</published><updated>2008-03-12T02:00:59.218Z</updated><title type='text'>Decepção</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tal como era previsível o debate de ontem foi decepcionante pelas razões que tinha previsto e que referi no post anterior. Uma pessoa menos informada nestas matérias ao ver o programa fica rigorosamente na mesma, e é por isso que sou muito céptico em relação ao Prós e contras que nada esclarece. Em cada programa ficamos perante duas forças de resultante nula. Ver os monárquicos “a jogar em casa da esquerda” e com a sua argumentação é vê-los na defensiva, como que a pedir perdão por defenderem que “aquela coisa” (com o devido respeito naturalmente) lá em cima não seja eleita. Os republicanos por seu lado falavam de um país abstracto e ideal e onde tudo funciona bem (para eles), um pouco como o que o se passava com o comunismo, e que nada tem a ver com a realidade, gerando-se assim um hiato cada vez maior entre o discurso oficial e a realidade que é sentida por todos nós. Ouvir, por parte de alguns republicanos, leituras da História contemporânea com odes ao Progresso, e defender princípios, que culminaram naquilo que foi o horror do século XX, é algo de uma cegueira inqualificável. É impressionante ver a prosápia e a arrogância destes “derrotados da História”, e que ainda por cima se vangloriavam de lhe ter descoberto “as leis”. Todo o discurso que não parta do real para elaborar um “programa de ataque” ao impasse no qual Portugal se encontra é algo de ideológico e, como tal, deve ser rejeitado. Uma coisa no entanto ficou bem clara, não sendo novidade nenhuma, é que o regime e o GOL se confundem, daí Paulo Teixeira Pinto ao pedir um referendo ao regime, se dirigir ao Grão-Mestre do GOL. Como momento de hilaridade e de um certo relativismo destacaria a intervenção do “anfotérico” (para usar um termo da química) o tal monárquico e republicano, o Prof. Adelino Maltez, quando afirmou que em virtude de também ter havido um presidente assassinado, Sidónio Pais, estávamos todos “quites”, e portanto não era por aí que os monárquicos deveriam pegar. Não está mal, não senhor, e os republicanos agradecem. Enfim, tudo muito pobre e deprimente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-3775764111865874369?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/3775764111865874369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=3775764111865874369&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3775764111865874369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3775764111865874369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/03/decepo.html' title='Decepção'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-3885007322036522745</id><published>2008-03-10T00:47:00.000Z</published><updated>2008-03-10T00:50:10.354Z</updated><title type='text'>Prós e contras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Soube por um amigo que logo à noite o tema do debate deste programa da televisão do regime, vulgo RTP, será Monarquia versus República. Confesso que nunca acreditei que tal tema fosse levado ao programa e nesse aspecto considero uma vitória que tal debate possa ter lugar. No entanto, e como habitualmente, calculo que o debate se fará discutindo de uma forma abstracta, ou num plano estético, a questão do regime resumindo-a a uma mera opção de Chefia do Estado. Nestas alturas tenho sempre vontade de perguntar a esses senhores se acham que o Rei D. Carlos foi assassinado por razões de ordem estética. Penso que nós monárquicos devemos evitar cair nessa “cilada”, e evitar toda e qualquer ideologia, isto é, evitar a imposição de modelos teóricos à realidade. Devemos sim partir da constatação das “maleitas revolucionárias” de que o nosso país enferma desde há 33 anos e ver em que é que uma reformulação total de todo o seu “modus operandi”, o que pressupõe uma nova Constituição que seria referendada, poderia travar esta marcha para a sua implosão e à qual estamos, de momento, condenados. Rever toda a forma de representação e participação política, evitar a “ditadura das maiorias”, redefinir as funções do Estado para evitar o crescendo do “despotismo democrático”, evitar que a classe política use o poder em benefício próprio, alterar profundamente o funcionamento das câmaras municipais para que estas deixas de ser organismos ao serviço do binómio das “aves de rapina” construtores civis/partidos, enfim todo uma série de temas que gostaria ver como “pano de fundo” associados à discussão da questão do regime. Será isto que veremos logo? Duvido, mas logo veremos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-3885007322036522745?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/3885007322036522745/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=3885007322036522745&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3885007322036522745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3885007322036522745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/03/prs-e-contras.html' title='Prós e contras'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-3523002305150291799</id><published>2008-03-03T00:45:00.001Z</published><updated>2008-03-03T00:49:37.810Z</updated><title type='text'>Sarkozy</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Confesso que me tenho divertido com toda a polémica recentemente gerada pelas palavras que Sarkozy dirigiu na Feira da Agricultura a alguém que o criticava. Sem dúvida que a expressão que ele utilizou (“&lt;em&gt;Tire toi pauvre con&lt;/em&gt;!, isto é, “pira-te pateta!”), é pouco compatível com o estatuto de chefe de estado, mas num país que desde há 200 destrói elites e a possibilidade de as criar, este facto nada tem de surpreendente, bem antes pelo contrário, ele é o resultado lógico de todo esse “labor”. Esse mesmo “labor” que, como é sabido, iniciou-se com meios violentos como foi a guilhotina tendo progressivamente assumido formas mais subtis, menos violentas, mas não menos eficazes como é o caso de (e sem querer ser exaustivo) da divisão da propriedade fundiária, ataques à Igreja, o ensino e os media massificado, ódio às elites, entre outras medidas. Os franceses (e não só) descobrem hoje que cada vez menos há verdadeiros estadistas. Num mundo todo ele estruturado com base no “seja feita a nossa vontade”, isto é, sem um absoluto, como é que se consegue formar homens íntegros e rectos?&lt;br /&gt;    Outra questão que tem agitado os franceses, devido à febril actividade de Sarkozy (a quem eles chamam “Speedy Sarkozy”) é a do papel do PR. Qual a diferença entre o papel do P.R. e o do P.M? Isto porque em grande medida pode dizer-se que a França tem dois P.Ms. O que nos remete para uma estão sempre latente lá em França: a da crise das instituições da V República. Crise essa aliás à qual Sarkozy “pretendeu” dar resposta criando uma comissão presidida pelo “compagnon de route” (e de saques) de Miterrand, Jacques Lang (“la chèvre” como é conhecido), para elaborar um relatório com propostas de revisão constitucional. Uma vez conhecido esse relatório, de resto muito vago como era de prever, Sarkozy ignorou-o totalmente. Naturalmente nunca acreditei em Sarkozy, ele não deixa de ser um produto do regime que não questiona, mas cada vez mais se apresenta aos olhos dos franceses como um imenso “bluff”, facto esse do qual cada vez mais franceses se apercebem, o que lhes causa uma imensa frustração visto que, no contexto actual, não há qualquer outra alternativa e, ainda por cima eles são totalmente incapazes de conceber uma só que seja. Pobre França que tem tanto que sofrer!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-3523002305150291799?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/3523002305150291799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=3523002305150291799&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3523002305150291799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3523002305150291799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/03/sarkozy.html' title='Sarkozy'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-9104014456633710312</id><published>2008-02-26T16:08:00.002Z</published><updated>2008-02-26T16:22:40.060Z</updated><title type='text'>Uma releitura de "Os Maias"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na sequência da leitura do recente post do MCB a propósito da “Geração de 70”, post esse que subscrevo na íntegra, ocorreram-me algumas ideias que gostaria de partilhar com os meus parcos e estimados leitores. Não há dúvida de que, como muito bem referiu o MCB, toda a nossa visão do final do sec. XIX e princípios do XX continua, ainda hoje, e em grande medida, a ser marcada por este grupo. Bastaria apenas consultar alguns dos manuais escolares que abordam este período, para o confirmar. A noção de decadência, de atraso, de um país tacanho, beato e retrógrado e, o mais grave de tudo, de que tudo isto era algo de inevitável, isto é, uma fatalidade contra a qual nada podia ser feito, é aquilo que resumidamente a caracteriza. A título de exemplo recordemo-nos do tema da intervenção de Oliveira Martins nas célebres Conferências do Casino (proibidas pelo Marechal Saldanha): “Causas da decadência dos povos peninsulares” e nas quais ele incluía a influência do Concílio de Trento. Mas antes de tentar ir mais longe na compreensão do porquê desta visão tão negra da realidade portuguesa de então, convém, desde já, não esquecer que esta mesma visão era aquela que a maioria dos políticos do liberalismo (na sua maioria “aventaleiros”) tinham do seu próprio país, como no-lo relembrou Rui Ramos na sua conferência na Universidade Católica. A meu ver dois factores interligados concorrem para explicar esta atitude destes “intelectuais”. Por um lado, o facto de muitos destes senhores “consumirem” Hegel, por entre outros autores e cuja chegada a Portugal foi facilitada pela inauguração da linha de caminho de ferro Paris Lisboa. Sabendo que Hegel foi o grande mentor de Marx, podemos, pois, dizer que a influência fortemente deletéria deste filósofo se começava a fazer sentir nos neurónios destes senhores. No fundo eram uma espécie de “marxistas avant la lettre”, que sofriam de ideologia o que, tal como em tempos já aqui escrevi, os levava a chamar “preto ao branco e branco ao preto”, e a ver atraso onde, apesar de tudo, nem tudo era tão negro. Como bons “esquerdistas” eram um grupo de inimigos da liberdade (sobretudo da responsabilidade que lhe está indissociavelmente ligada) travestidos de defensores da liberdade. Por outro a crescente democratização do país, com a sua concomitante atomização igualitária, criou progressivamente um estado social propício a uma tal visão. Lembremo-nos aquilo que Tocqueville escreveu no seu capítulo XX do livro II “&lt;em&gt;De la démocratie en Amérique&lt;/em&gt;”, intitulado precisamente “&lt;em&gt;De quelques tendances particulières aux historiens dans les siècles démocratiques&lt;/em&gt;”:&lt;br /&gt;    “&lt;em&gt;Lorsque la trace de l’action des individus sur les nations se perd, il arrive souvent qu’on voit le monde se remuer sans que le moteur se découvre. Comme il devient très difficile d’apercevoir et d’analyser les raisons qui, agissant séparément sur la volonté de chaque citoyen, finissent par produire le mouvement du peuple, on est tenté de croire que ce mouvement n’est pas volontaire et que les sociétés obéissent sans le savoir à une force supérieure qui les domine.&lt;br /&gt;    Alors même que l’on doit découvrir sur la terre le fait général qui dirige la volonté particulière de tous les individus, cela ne sauve point la liberté humaine. Une cause assez vaste pour s’appliquer à la fois à des millions d’hommes, et assez forte pour les incliner tous ensemble du même côté, semble aisément irrésistible ; après avoir vu qu’on y cédait, on est bien près de croire qu’on ne pouvait y résister.&lt;br /&gt;    Les historiens qui vivent dans les temps démocratiques ne refusent donc pas seulement à quelques citoyens la puissance d’agir sur la destiné du peuple, ils ôtent encore aux peuples eux-mêmes la faculté de modifier leur propre sort, et ils les soumettent soit à une providence inflexible, soit à une sorte de fatalité aveugle. (...)&lt;br /&gt;    Il ne leur suffit pas de montrer comment les faits sont arrivés ; ils se plaisent encore à faire voir qu’ils ne pouvaient arriver autrement. (…) Cela est plus aisé que d’enseigner comment elle aurait pu faire pour faire une meilleure route.&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;    Com base nestas palavras de Tocqueville vejamos então alguns aspectos de “Os Maias”. Se analisarmos toda a estrutura narrativa vemos que todas aquelas personagens estão submetidas a “une force supérieure qui les domine” não tendo qualquer possibilidade de inverter o destino traçado e que, como sabemos será trágico, sobretudo para a personagem principal, Carlos da Maia, bem como para o seu avô, Afonso da Maia. Li em tempos um livro de que muito gostei chamado “&lt;em&gt;The lost literature of socialism&lt;/em&gt;”, no qual o autor, George Watson, um professor de literatura em Cambridge especializado na época vitoriana nos dá, num capitulo intitulado precisamente “Tocqueville’s burden of liberty”, exemplos deste medo da liberdade, (este “fardo” como ele lhe chama), que pode levar igualmente ao ódio à verdade (numa das obras que ele cita, uma das peças de teatro de Ibsen, “As três irmãs”, por exemplo, há, se não me engano, uma personagem que morre por ficar a conhecer a verdade sobre algo ou alguém). Isto levou-me a pensar num acontecimento no final de “Os Maias” no qual este ódio à liberdade, ou à responsabilidade, está bem patente. Recordemos então o momento no qual Eça nos faz surgir um tio vindo de Paris, cujo nome não me recordo e que serve apenas para revelar que Maria Eduarda é irmã de Carlos da Maia. Primeira consequência dessa “maldita” verdade: o avô morre. Segunda Carlos da Maia, ao recusar submeter-se à verdade persiste em manter uma relação pecaminosa/incestuosa, que no fundo sabe que está condenada. A reacção que Eça nos quer suscitar a todos com esta passagem é precisamente o ódio à verdade. Quantos de nós quando a lemos não dizemos a nós próprios: “que bom seria se o tio não tivesse vindo de Paris, visto que se assim fosse eles teriam podido continuar o seu “idílio”. Com base nisto uma pergunta se impõe: o que é “tramou” o Carlos da Maia? A resposta é óbvia: a liberdade. Ele escolheu livremente aquela que pensava ser a mulher da sua vida e “tramou-se”, logo, podemos dizer “maldita liberdade”. Para terminar este post, que já está demasiado longo, deixo no ar uma última pergunta: quando é que nas nossas escolas será dada aos alunos esta interpretação deste romance?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-9104014456633710312?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/9104014456633710312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=9104014456633710312&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/9104014456633710312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/9104014456633710312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/02/uma-releitura-de-os-maias.html' title='Uma releitura de &quot;Os Maias&quot;'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-235515794109240520</id><published>2008-02-13T12:44:00.000Z</published><updated>2008-02-13T12:46:54.395Z</updated><title type='text'>Exemplo de coragem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falando recentemente com uma amiga, professora num conhecido colégio católico de Lisboa, soube de um acontecimento que lá se passou recentemente e que revela bem, por um lado, todas as mentiras que enxameiam os livros de história, e que são ditas às crianças mesmo num colégio que pretende ser católico e, por outro, o grau de imbecilidade de alguns professores bem “relativistas”. Este acontecimento teve como protagonistas uma professora de história e um dos seus alunos, o jovem Príncipe da Beira. O que é que se passou? Estando a professora a dar a matéria referente ao período do final da Monarquia constitucional e primeiros tempos da República, disse ela que a Família Real, devido aos seus gastos, contribuía para a grave situação financeira do país. Perante semelhante mentira e alarvidade o jovem Afonso de Santa Maria levantou-se e insurgiu-se contra esta afirmação ameaçando mesmo sair da sala caso a dita professora não retirasse o que acabava de dizer. A professora perante a insistência do jovem e como que para se justificar disse-lhe que aquilo era o que estava no livro e que, por isso, ela era obrigada a “papaguear” o que lá estava, independentemente de ser verdade ou não. Mas o mais grave foi ela afirmar que a posição do jovem era tão válida quanto a dela (ou do livro) e que, por conseguinte, ela respeitava a dele da mesma forma que ele deveria respeitar a dela. Lembro-me que durante a campanha para o referendo da liberalização do infanticídio pré-natal houve umas “luminárias” na Causa Real que quiseram participar na campanha apenas com o intuito de esclarecer mas sem tomar posição, isto é, para serem “tolerantes”, tal como esta mentecapta desta professora. Enfim é o “mundo moderno” em todo o seu esplendor. Não posso terminar este post sem deixar de enviar uma calorosa saudação ao jovem Príncipe da Beira (esperemos que um dia D. Afonso VII), BRAVO!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-235515794109240520?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/235515794109240520/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=235515794109240520&amp;isPopup=true' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/235515794109240520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/235515794109240520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/02/exemplo-de-coragem.html' title='Exemplo de coragem'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-3218791084745307785</id><published>2008-02-11T00:07:00.000Z</published><updated>2008-02-11T00:11:02.156Z</updated><title type='text'>Caso Sokal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num post recente o Corcunda falava-nos do famoso “Caso Sokal”, assim chamado devido ao nome do professor de física da Universidade de Nova Iorque, Alan Sokal, e cujas consequências tanto deram que falar nos meios literários e científicos norte-americanos e europeus. Recordemos, pois, sucintamente os factos. Em 1996 Alan Sokal, farto de ver utilizar abusivamente o jargão científico fora do seu contexto, nomeadamente no das ciências sociais, e, mais grave ainda, sem o mínimo conhecimento do seu significado, decide “pregar uma partida” a esses ilustres "&lt;em&gt;hommes de lettres&lt;/em&gt;", como Hannah Arendt lhes chamava e que tanto abominava. Escreveu então um ensaio repleto de citações de muita dessa “fauna” e ao qual deu um título deliciosamente pomposo, se bem que desprovido de sentido, como de resto se impunha: “Transgredir as fronteiras: a caminho de uma hermenêutica transformativa da gravitação quântica”. Para testar a credibilidade da sua impostura enviou o ensaio para uma das mais afamadas revistas do meio literário/universitário norte-americano: “&lt;em&gt;Social text&lt;/em&gt;”. Qual não foi o seu espanto quando o texto, não só foi aceite pelos críticos da revista, mas por muitos dos seus leitores, vindo mesmo a alcançar um imenso sucesso, facto esse que surpreendeu totalmente o seu autor que acabou por se sentir obrigado a revelar a sua fraude. Na sequência deste acontecimento Sokal decidiu, juntamente com um físico belga Jean Bricmont, escrever um livro ao qual chamaram “&lt;em&gt;Impostures intelletectuelles&lt;/em&gt;” e no qual reuniram toda uma série de afirmações destas “luminárias posmodernas”, com o intuito de as expor ao ridículo merecido. Claro que estas últimas ripostaram fazendo uso dos habituais impropérios, “reaccionários”, “fascistas”, simpatizantes da FN (&lt;em&gt;Front National&lt;/em&gt; de Le Pen). Para além desta pequena anedota verídica há uma questão mais profunda e que se prende com o rigor da linguagem que mais não é do que um reflexo da “ordenação mental” e da honestidade de quem escreve. É fundamental distinguir simplicidade e clareza de linguagem do simplismo, não devendo nunca pensar-se que um assunto complexo necessita de uma linguagem hieroglífica. Aliás aquilo que distingue os grandes mestres é precisamente a capacidade de se exprimir de uma forma cristalina. Associada à falta de rigor está frequentemente uma enorme arrogância algo “farisaica” que, no fundo, pretende escamotear uma grande ignorância. Neste tipo de situações lembro-me sempre da I Epistola de S. Paulo aos Coríntios, quando ele diz: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver a caridade, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-3218791084745307785?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/3218791084745307785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=3218791084745307785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3218791084745307785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3218791084745307785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/02/caso-sokal.html' title='Caso Sokal'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2540104188406566980</id><published>2008-02-02T20:03:00.000Z</published><updated>2008-02-02T20:07:20.905Z</updated><title type='text'>Reino de Portugal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Visitei ontem por breves instantes um Reino há muito desaparecido, Portugal. Nesta visita tive a grata companhia, em primeiro lugar dos meus filhos, e em segundo de dois grandes amigos que dispensam apresentações. Estar rodeado de portugueses fieis à sua História, e da qual se orgulham, junto daquele que a corporiza, e para a honrar a memória de alguém que por ela deu a vida é algo de inefável, sobretudo sabendo que há cada vez menos portugueses e cada vez mais “tugas”, (“&lt;em&gt;Homo Abrilinus&lt;/em&gt;”, cujo “patriotismo” se resume a apoiar uma equipa de futebol de 2 em 2 anos). Aliás enquanto visitávamos o reino havia um grupo de “tugas” que emitia sons de uma forma desconexa como que para nos relembrar que infelizmente esta visita mais não era do que “um engano da alma ledo e cego que a fortuna não deixa durar muito”, como diria o poeta. Apesar de tudo creio poder dizer que naquele momento e naquele local do Terreiro do Paço, “cumpriu-se” Portugal. Um grande bem-haja a todos os que estiveram presentes!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2540104188406566980?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2540104188406566980/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2540104188406566980&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2540104188406566980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2540104188406566980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/02/reino-de-portugal.html' title='Reino de Portugal'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-621953675685716982</id><published>2008-02-01T03:25:00.000Z</published><updated>2008-02-01T03:27:52.953Z</updated><title type='text'>Homenagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assisti há um bocado à conferência do historiador Rui Ramos na Universidade Católica sobre o Rei D. Carlos. Rui Ramos tem feito um trabalho notável no sentido de reconciliar os portugueses com a sua história que tão deturpada tem sido pelos herdeiros da Carbonária. Uma simples passagem por qualquer manual escolar chega para nos confirmar tal facto. Rui Ramos descreveu-nos todo o contexto complicadíssimo no qual D. Carlos se moveu e que era o do monarca constitucional no qual este, se bem que não governando directamente, arcava com o ónus da governação, e consequente desgaste, visto que era ele que dissolvia as cortes e escolhia os primeiros ministros. Podemos dizer que este modelo de monarquia era, em última instância, um atentado ao próprio regime visto que este foi ficando progressivamente refém dos políticos. O único obstáculo a que estes dominassem por completo todo o aparelho do Estado e o usassem em benefício próprio, tal como acontece actualmente, era a figura do Rei (o “garante contra a democracia” com alguém já o definiu). Foi por este motivo que D. Carlos foi imolado, porque não se eximiu de cumprir o seu papel mesmo sabendo os riscos que corria. Gostaria, pois, neste dia tristíssimo para nossa História, bem como para a nossa Civilização, de prestar homenagem a um HOMEM cujo ecletismo, bondade, afabilidade, sentido do dever, da lealdade e do serviço lhe granjearam um justíssimo lugar na História de Portugal (algo que os pigmeus que impediram a presença da Guarda Republicana no Terreiro do Paço jamais terão). Mas a minha homenagem não ficaria completa se não tivesse igualmente uma palavra para o tão promissor Príncipe D. Luís Filipe, que morreu heroicamente defendendo o seu Rei, para a notabilíssima Rainha D. Amélia, que assistiu ao assassinar do seu marido e do seu filho e ainda teve a coragem de fazer face aos assassinos com o seu ramo de flores, e ao jovem D. Manuel que apesar de todo o seu sofrimento não hesitou em assumir as suas responsabilidades perante a Nação. Proibir a presença da Guarda Republicana hoje no Terreiro do Paço às 17h00, bem como comemorar o 5 de Outubro, é repetir este acto asqueroso, uma espécie de “missa negra” de “acção de graças” aos assassinos. Quanto às vítimas resta-me apenas agradecer-lhe o seu testemunho de coragem e dizer, “Dai-lhes, Senhor, o eterno e merecido descanso”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-621953675685716982?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/621953675685716982/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=621953675685716982&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/621953675685716982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/621953675685716982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/02/homenagem.html' title='Homenagem'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4776510800781159372</id><published>2008-01-27T10:07:00.000Z</published><updated>2008-01-27T10:13:40.695Z</updated><title type='text'>Bom e mau terrorismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aguardando com o meu filho mais novo na sala de espera de um consultório que o chamassem, passei os olhos por um desses jornais de distribuição gratuita. A dada altura deparo com um artigo sobre o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;regicídio&lt;/span&gt; que naturalmente me chamou a atenção. Ao lê-lo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;redescubro&lt;/span&gt; naturalmente a versão historicamente correcta da queda da monarquia liberal, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;lenga&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;lenga&lt;/span&gt; habitual do “escândalo” das adendas à Casa Real e o descontentamento com a mesma, sem nunca se referir naturalmente o que foi aquela inenarrável I República. O jornalista para escrever o artigo recorreu a citações do historiador "oficial do regime", Fernando Rosas, o que garante um "inquestionável" veracidade ao mesmo, uma espécie de “bênção laica”. Mas o que mais me enojou no dito artigo foram as afirmações do bloquista criticando o facto de se chamar acto terrorista ao &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;regicídio&lt;/span&gt; visto que, segundo ele, este não se enquadraria no figurino do mesmo sendo sim o resultado do descontentamento popular. A sinistra organização terrorista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Carbonária&lt;/span&gt;, a propósito da qual o paranóico António José de Almeida dizia que “sem ela a revolução não seria possível”, foi indubitavelmente a responsável por um tão abjecto acto e tinha uma estrutura celular em tudo semelhante a qualquer grupo terrorista da actualidade, como a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Al&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Quaeda&lt;/span&gt;, com uma cúpula dividida em três lojas sendo a mais importante a “Grande Loja”. Cada uma destas lojas subdividia-se em “barracas” dirigidas por um “bom primo” que era o único que contactava a “Grande Loja". As afirmações do bloquista reflectem a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;hemiplegia&lt;/span&gt; moral à qual já estamos habituados por parte destes “iluminados” do iluminismo, tão relativistas. Durante anos venderam-nos a teoria das boas e más ditaduras, do “sol das amplas liberdades” e outras pérolas. Que nojo profundo que sinto por esta fauna imunda de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;intelectualóides&lt;/span&gt; inúteis!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4776510800781159372?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4776510800781159372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4776510800781159372&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4776510800781159372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4776510800781159372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/01/bom-e-mau-terrorismo.html' title='Bom e mau terrorismo'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8639033375014872902</id><published>2008-01-21T00:19:00.000Z</published><updated>2008-01-21T00:37:35.653Z</updated><title type='text'>Luís XVI</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comemora-se hoje mais um aniversário da execução de Luís XVI. Esta data marca o corolário da dinâmica totalitária, de que o Terror é uma das expressões, de imposição da república (a I República, de curta duração 1792-95). Para arrancar a França da sua ligação à transcendência, cortar com a sua tradição católica, foi necessário imolar o “Ungido de Reims”, daí este crime hediondo. Quando penso nesta data tão triste, penso sempre no enorme testemunho de Fé Luís XVI, sobretudo numa situação de profunda adversidade, sujeito a humilhações várias e privado de ver a sua família, e que no entanto nunca manifestou o mínimo rancor ou desejo de vingança. Oiçamos apenas as palavras que dele disse Tocqueville no seu “L’ancien regime et la révolution”:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;    &lt;em&gt;Pendant tout le cours de cette longue histoire, où l'on voit sucessivement paraître tant de princes remarcables, plusieurs par l'esprit, quelques-uns par le génie, presque tous par le courage, on en rencontre pas un seul qui fasse effort pour rapprocher les classes et les unir autrement qu'en les soumettant toutes à une égale dépandance. Je me trompe: un seul l'a voulu et s'y est même appliqué de tout son coeur: et celui-là, qui pourrait sonder les jugements de Dieu! ce fut Louis XVI."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A França de hoje, em via de total descristianização, continua órfã da Instituição sob cuja égide ela se fez. Até quando?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8639033375014872902?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8639033375014872902/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8639033375014872902&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8639033375014872902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8639033375014872902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/01/lus-xvi.html' title='Luís XVI'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8780644407458445809</id><published>2008-01-09T15:54:00.000Z</published><updated>2008-01-09T16:02:03.527Z</updated><title type='text'>Traição a Portugal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tal como era, infelizmente, previsível Sócrates, (qual Pinóquio!), veio pela enésima vez mandar às malvas uma promessa eleitoral com a total complacência dos media que, tudo fazem para o manter em estado de graça, e do seu mais incondicional aliado, que de resto foi um dos instigadores deste gesto, o social-democrata Prof. Cavaco Silva, vulgo P.R. Deu-se mais um passo na destruição de Portugal ao entregar-se a um directório jacobino instalado em Bruxelas aquilo (muito pouco) que resta da nossa soberania. Tudo isto a troco de “um prato de lentilhas” (expressão do Prof. Soares Martinez) que para nada mais servem senão para alimentar vícios e despesismos, encher o olho “ao Zé-povinho” e alimentar a gangrena da corrupção. Para a maioria da classe política, sempre com a boca tão cheia de “povo” que diz servir, este só interessa quando vota quando vota como convém, senão, descarta-se como se tratasse de um mero lenço de papel. Enfim, tudo bons rapazes!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8780644407458445809?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8780644407458445809/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8780644407458445809&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8780644407458445809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8780644407458445809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/01/traio-portugal.html' title='Traição a Portugal'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1424484740237067341</id><published>2008-01-09T15:04:00.000Z</published><updated>2008-01-09T15:08:33.724Z</updated><title type='text'>Coragem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Li com imenso gosto o magnífico artigo do ABC cujo link o Corcunda colocou na sua “Pasquinada” a propósito da recente manifestação em Madrid, convocada pelo Episcopado espanhol, para protestar contra os delírios laicistas do “Zapaterito” (como lhe chamava o saudoso Jaime Campmany). Zapatero, como filho da Revolução Francesa, lançou-se na tarefa de promover a regressão civilizacional da Espanha, isto é, de a descristianizar ainda mais. Para tal e como bom totalitário lembrou-se de atacar a família sem o mínimo pudor e, ainda por cima, assume (ele e “sus machos”) uma postura de “virgem ofendida” perante as críticas que lhe são dirigidas. A manifestação de Madrid é um magnífico testemunho de coragem na defesa da nossa Civilização. Coragem nomeadamente por parte do Episcopado que desempenha plenamente o seu papel sem que tal signifique, contrariamente às críticas dos laicistas, que se esteja a imiscuir no “campo de César”. No compêndio de Doutrina Social da Igreja pode ler-se, na pág. 356 (Cap. XII, “Doutrina Social e Acção Eclesial”):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;“Quando o magistério da Igreja se pronuncia sobre questões inerentes à vida social e política, não desatende às exigências de uma correcta interpretação da laicidade, porque «não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos em questões contingentes. Entende, invés – como é sua função própria – instruir e iluminar a consciência dos fiéis, sobretudo dos que se dedicam a uma participação na vida política, para que o seu operar esteja sempre ao serviço da promoção integral da pessoa e do bem comum. O ensinamento social da Igreja não é uma intromissão no governo de cada País. Não há dúvida, porém, que põe um dever moral de coerência aos fiéis leigos, no interior da sua consciência, que é única e unitária»&lt;/em&gt; (Congregação para a Doutrina da Fé)”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nenhuma sociedade sobrevive sem esta submissão a um “dever moral”, sob pena de acontecer aquilo a que todos nós assistimos diariamente: o difundir do relativismo que é uma forma sinistra de niilismo. Como português não posso de deixar de sentir um misto de inveja e revolta quando penso nesta manifestação, porque gostaria que o Episcopado português tivesse sido mais corajoso na defesa da vida quando se discutiu a questão do aborto e, mais recentemente, na questão dos nomes das escolas. Quantos bispos ou padres vimos nós há quase um ano na “Marcha pela vida” contra o infanticídio pré-natal? Se os nossos pastores não nos defenderem corajosamente como poderemos nós, simples leigos, fazer ouvir a nossa voz, sobretudo quando sabemos que os media de referência estão todos “afinados pelo mesmo diapasão”?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1424484740237067341?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1424484740237067341/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1424484740237067341&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1424484740237067341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1424484740237067341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/01/coragem.html' title='Coragem'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7827260583022488772</id><published>2008-01-05T02:17:00.001Z</published><updated>2008-01-05T02:19:32.486Z</updated><title type='text'>O dever da verdade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Terminei há alguns dias de ler um livro que resulta de uma entrevista do jornalista “de referência”, Ricardo Costa, ao conhecido especialista de assuntos fiscais, Medina Carreira. Não me situando naturalmente na mesma área política do entrevistado gosto sempre muito de o ouvir devido à sua frontalidade, lucidez e rigor. O livro põe o dedo na ferida da nossa situação actual não deixando margem para dúvida de que continuamos a caminhar inexoravelmente para o colapso, eu diria mesmo, para a implosão. Tudo é sinistro neste “paraíso abrilino”, o ensino, a justiça, o nível do desemprego, a monstruosa corrupção, o estado das finanças e, o que é mais grave, o “diluir” da alma lusitana. Estamos totalmente a saque enquanto que assistimos todos impavidamente ao desmantelar de Portugal sem que algo possamos fazer, para além de escrever em &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt;, para contrariar este facto. Segundo o autor, que fundamenta as suas afirmações com base em dados que expõe no livro, Portugal, a sua alma gémea jacobina, a França, e a Itália são os países da Europa que mais se afundam, sendo o nosso caso o mais grave dos três. Este livro é uma bela “pedrada no charco” no optimismo “socratino” com o qual os media nos bombardeiam e de que o jornalista Ricardo Costa é um belíssimo arauto. Aliás uma coisa que me divertiu no livro foi precisamente o enorme contraste entre as duas posturas, entre as perguntas repletas de panegíricos ao governo feitas pelo Ricardo Costa, e as respostas do entrevistado que sistematicamente lhe refreavam o optimismo. Quando terminará o estertor do regime? Haverá alguém, ou algo, que nos possa acudir? Não creio infelizmente. Para seguir as "cenas dos próximos capitulos".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7827260583022488772?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7827260583022488772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7827260583022488772&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7827260583022488772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7827260583022488772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2008/01/o-dever-da-verdade.html' title='O dever da verdade'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-836861030773856718</id><published>2007-12-14T12:21:00.000Z</published><updated>2007-12-14T12:33:25.413Z</updated><title type='text'>Tratado de Lisboa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi ontem assinada cá em Lisboa a versão II da “Constituição Europeia” habitualmente designada por Tratado de Lisboa. A ênfase dada a tal acontecimento pelos meios de comunicação é tão grande quanto o desprezo a que o votaram a maioria dos cidadãos dos diferentes países europeus que cada vez mais se apercebem que “aqui há gato”. Para além disso todo este processo tem permitido mais uma vez ao nosso excelso, genial, probo e nunca por demais incensado primeiro-ministro do qual tanto nos orgulhamos fazer jus aos seus méritos e provar à saciedade o quanto estavam errados todos aqueles que ousaram questionar a sua competência. Nada já nos surpreende neste país que vive numa realidade virtual. O que mais me divertiu foi ver ontem no Campo Pequeno um cartaz de propaganda ao dito tratado encomendado pelo governo no qual este chegou ao requinte de comparar o acontecimento de ontem com o “glorioso” 25 de Abril. No fundo, convenhamos, até não está mal visto. Em matéria de embuste estão bem um para o outro, ambos são feitos “para bem do povo”, ambos prometem um futuro radioso, ambos geram um Estado monstruoso, no entanto dispensam-se ambos de o consultar. É caso para dizer que lhes fugiu a boca para a verdade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Penso que todo este sinistro processo de "construção europeia" tem o mérito de acelerar a crise desta coisa da qual todos falamos mas que no fundo não sabemos definir: a democracia representativa. Isto mostra igualmente que, apesar desta última ser habitualmente vista como a antítese de uma ditadura, na realidade ela própria é uma forma sinistra de ditadura na qual um povo é colocado como refém da partidocracia e através desta da classe política. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-836861030773856718?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/836861030773856718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=836861030773856718&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/836861030773856718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/836861030773856718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/12/tratado-de-lisboa.html' title='Tratado de Lisboa'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4775559363298703383</id><published>2007-12-05T02:07:00.000Z</published><updated>2007-12-05T02:12:04.274Z</updated><title type='text'>Terrorismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A ETA atacou neste fim-de-semana, desta vez em França, assassinando um guarda civil e deixando outro em coma profundo. Para além da repugnância que tal acto nos merece o que está em causa é o fracasso total da política de diálogo de Zapatero que, na realidade, nada mais tem feito do que reforçar a referida organização. Com assassinos que apenas querem tomar o poder para o exercerem em proveito próprio não há diálogo possível visto que toda e qualquer concessão é por eles vista como uma fraqueza da nossa parte e que convém explorar. A História tem vários exemplos de situações nas quais, se tivesse havido firmeza e determinação, se poderia ter evitado consequências muito mais graves. Basta pensarmos, por exemplo, no silêncio da França perante a ocupação alemã do Ruhr, na política de apaziguamento de Chamberlain em Munique, na ingenuidade de Truman perante as promessas de Estaline, na política de “détente” levada a cabo por Willy Brandt (e também Olof Palme, um inimigo de Portugal que forneceu armas aos terroristas que se batiam contra a presença portuguesa em África) e à qual ele chamou &lt;em&gt;Ostpolitik&lt;/em&gt;, isto só para citar alguns exemplos. Como a generalidade das “cabeças bem pensantes” é incapaz de tirar lições da história tudo isto de nada serve. Mas o problema é naturalmente mais profundo ele prende-se, a meu ver, com o fascínio que o fenómeno revolucionário, visto como uma caminhada de “libertação”, continua exercer no subconsciente de toda esta “fauna” mesmo por parte de muitos que não se consideram de “esquerda”. O terrorismo é inerente à dinâmica totalitária servindo, não tanto para destruir qualquer oposição, mas para a conduzir ao inventar uma oposição imaginária (o nobre emigrado durante a revolução francesa, o “inimigo do povo” durante a revolução bolchevique, o “fascista” ou a “reacção” no pós 25 de Abril, entre outros). Por detrás deste fenómeno estão, não os “pobres e oprimidos” de acordo com a vulgata muito em voga, mas intelectuais frustrados, invejosos e por conseguinte possessos de ódio contra tudo aquilo que dinheiro não compra: o bom gosto, a honra, a distinção, um passado familiar etc. Um belo exemplo disto é o regicídio, cujo centenário se comemora no próximo dia 1 de Fevereiro, e que foi perpetrado por uma organização terrorista, a Carbonária, montada por este tipo de personagens. Receio bem que ainda tenhamos que esperar algum tempo até que este facto se torne, na mente de toda essa “fauna”, aquilo que o é na realidade, isto é, &lt;strong&gt;ÓBVIO&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4775559363298703383?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4775559363298703383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4775559363298703383&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4775559363298703383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4775559363298703383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/12/terrorismo.html' title='Terrorismo'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6059031097932008807</id><published>2007-11-26T01:12:00.000Z</published><updated>2007-11-26T01:17:43.953Z</updated><title type='text'>Thermidor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comemoraram-se ontem 32 anos da data do “termidor português”, o 25 de Novembro de 1975. Mais do que uma data que marca o estancar da rápida dinâmica totalitária abrilina (mas não o seu retrocesso infelizmente) ela é o início desta paz podre em que vivemos e que encerra igualmente uma dinâmica totalitária, se bem que “soft”. Sendo na altura criança não tive a noção exacta de tudo o que estava em jogo, recordo-me apenas de sentir os meus pais muito preocupados ao longo de todo aquele “verão quente”, de ouvir até às náuseas “Força, força camarada Vasco…” e de ver o meu pai a ouvir as notícias em português da BBC, tendo em conta que os meios de comunicação estavam todos controlados e mesmo a Rádio Renascença tinha sido presenteada com alguns obuses. Creio que, apesar de a tarefa do 25 de Novembro ter ficado incompleta (se isso fosse feito o regime seria ruído), todos temos uma dívida de gratidão para com todos aqueles que ousaram por termo aos delírios “prequianos”, que o louco Otelo e o camarada Vasco tão bem personificavam. Sintomático da matriz ideológica do regime, e apesar da dívida que este tem para com os homens de Jaime Neves, não há actualmente qualquer cerimónia comemorativa oficial. Afinal de contas o anticomunismo continua a ser tabu, o que não surpreende tendo em conta que uma sociedade atomizada gera regularmente posturas totalitárias, nomeadamente em meios académicos como foi o caso do Maio de 1968 e o referido pelo Gazeta quando revisitou a sua faculdade, ao levar os homens a aceitar facilmente que há um “sentido da história”, uma força superior que os rege. Enquanto tudo se mantiver como actualmente, isto é dentro de um paradima liberal,  jamais haverá possibilidade de fazer quaisquer comemorações e, mais ainda, de se abominar tanto o o comunismo quanto nacional-socialismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6059031097932008807?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6059031097932008807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6059031097932008807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6059031097932008807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6059031097932008807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/11/thermidor.html' title='Thermidor'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4437980878270596401</id><published>2007-11-23T20:47:00.000Z</published><updated>2007-11-23T20:51:41.927Z</updated><title type='text'>Reflexões sobre o artigo "What is a Nation?"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aproveitando um momento de insónias consegui finalmente terminar a leitura de um excelente artigo de Pierre Manent, aconselhado na famosa “Pasquinada” e cuja leitura muito me agradou. Ele é um bom complemento, como poderia ser uma boa introdução, do livro do mesmo autor: “La raison des nations”. Numa altura em que se assiste à tentativa fruste de “construção europeia”, isto é, na criação de um “Império europeu” o autor, com base em dados históricos, prova-nos que a Europa cristã nunca aceitou bem as duas únicas formas políticas que caracterizaram a Antiguidade Clássica: o Império e a Cidade. Isto porque com a entrada em cena do cristianismo as relações sociais, ao terem como referência o mandamento de Cristo de nos amarmos uns aos outros, alteraram-se profundamente surgindo então a necessidade de uma forma intermédia entre as duas anteriormente referidas: a Nação, cujo caminho vai ser aberto pela Instituição Real. Esta última torna-se assim num corpo intermédio, ou se se quiser, numa espécie de interface entre a nação, também ela feita do encadeamento de vários corpos intermédios, e a autoridade papal, que por sua vez vai buscar a sua a Deus. Ocorre-me imediatamente todo esforço diplomático do nosso fundador, D. Afonso Henriques coadjuvado por D. João Peculiar, junto de vários Papas desde Inocêncio II a Alexandre III para obter o seu pleno reconhecimento como Rei de Portugal, o que só lhe será outorgado por este último Papa com a bula “Manifestis probatum”. Outra função da Monarquia era por um lado de prevenir que a Igreja se imiscuísse no domínio temporal e por outro a de impor o respeito pelos mandamentos da Igreja. Não nos esqueçamos que um dos títulos do Rei de França era “Lieutenant du Christ”. O conjunto de todas as nações europeias constituía a chamada “Respublica christiana” e na qual os conflitos entre elas foram bastante raros. Outra função importantíssima da autoridade papal, e que o autor não refere pelo menos explicitamente, é a de sancionar o Poder Real, a de ser um absoluto, que legitima às leis que este fará, o que não significa de todo, contrariamente aquilo que os laicistas maldosamente afirmam, que este fique refém do Papa. Quando li esta parte do artigo lembrei-me daquilo que em tempos li no capítulo IV do “On Revolution” de Hannah Arendt a propósito desta necessidade de o poder se reportar a um absoluto. Oiçamo-la, então:&lt;br /&gt;         “&lt;em&gt;The specific sanction which religion and religious authority had bestowed upon the secular realm could not simply be replaced by an absolute sovereignty, which, lacking a transcendent and transmundane source could only degenerate into tyranny and despotism. The truth of the matter was that when the Prince “had stepped into the pontifical shoes of Pope and Bishop”, he did not, for this reason, assume the function and receive the sanctity of Bishop or Pope; in the language of political theory, he was not a successor but a usurper (….) Secularization, the emancipation of the secular realm from the tutelage of the Church, inevitably posed the problem of how to found and constitute a new authority without which the secular realm, far from acquiring a new dignity of its own, would have lost the even the derivative importance it had held under the auspices of the Church. (…)&lt;br /&gt;         The enormous significance for the political realm of the lost sanction of religion is commonly neglected in the discussion of modern secularization…&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;Foi a necessidade de suprir esta lacuna resultante da tragédia que foi a secularização, a primeira “libertação” na história da Humanidade, que levou as Monarquias a “divinizarem-se” o que por sua vez conduziu aquilo a que vulgarmente se designa por despotismo iluminado e que por fim abriu o caminho para as revoluções. Mesmo um discípulo de Satanás como era Robespierre se apercebeu desta necessidade de um absoluto e daí ter criado um “deus”, o Ser Supremo. Sem este absoluto (não confundir com arbitrário como é o caso muitas vezes), esta “força exterior ao sistema” como se diria em Física, que está igualmente submetido a um conjunto de leis predefinidas, tal como o comum dos mortais, não pode haver limitação de poderes entre, por um lado, o Rei e, por outro a Nação e só assim aquela frase de que tanto gosto e que melhor exprime o espírito da verdadeira Monarquia: “Nós somos livres o nosso Rei é livre”.&lt;br /&gt;Creio sinceramente que este belíssimo artigo deveria ser distribuído aos associados das Reais Associações para compreenderem verdadeiramente o que é a Monarquia e, por isso, nunca se sentirem tentados em querer um”Príncipe da democracia” (Deus nos livre e guarde!)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4437980878270596401?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4437980878270596401/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4437980878270596401&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4437980878270596401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4437980878270596401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/11/reflexes-sobre-o-artigo-what-is-nation.html' title='Reflexões sobre o artigo &quot;What is a Nation?&quot;'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8940165754834774574</id><published>2007-11-16T11:58:00.000Z</published><updated>2007-11-16T12:36:06.163Z</updated><title type='text'>Lido</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na recente edição d'"O Diabo" mais um belo artigo de Brandão Ferreira desta feita sobre as revoltas militares em Portugal. Nele se resume o essencial das revoltas militares em Portugal que, desde as invasões francesas e até à actualidade, nunca mais conheceu estabilidade política, visto que temos sido uma espécie de cobaias de instituições políticas que nos são espúrias, porque imbuídas de ideologia. No artigo há várias citações do séc. XIX e que são de grande actualidade o que de resto mostra bem a similitude entre a gangrena da partidocracia da monarquia constitucional e a actual, sendo naturalmente esta última ainda mais peçonhenta. Vou apenas citar uma delas que muito me agradou e que é de Ramalho Ortigão:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;        "&lt;em&gt;Atolados há mais de um século no mais funesto dos ilogismos políticos, esquecemo-nos de que a unidade nacional, a harmonia, a paz, a felicidade e a força de um povo não têm por base senão o rigoroso e exacto cumprimento colectivo dos deveres de cidadão perante a inviolabilidade sagrada da família, que é a célula da sociedade; perante o culto da religião, que é a alma ancestral da comunidade; perante o culto da bandeira que é o símbolo da honra e da integridade pátria. Quebramos estouvadamente o fio da nossa História, principiando por substituir o interesse da Pátria pelo interesse do partido, depois o interesse do partido pelo interesse do grupo, e por fim o interesse do grupo pelo interesse individual de cada um."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É impossível ser mais claro do que se passa actualmente em que assistimos à agonia que tarda em terminar deste "cadáver adiado" que é esta maldita III República. Um artigo a ler este de Brandão Ferreira e que continua para a semana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8940165754834774574?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8940165754834774574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8940165754834774574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8940165754834774574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8940165754834774574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/11/lido.html' title='Lido'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7023506795258870770</id><published>2007-11-16T11:45:00.000Z</published><updated>2007-11-16T11:55:28.454Z</updated><title type='text'>Virose</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em virtude de um virus informático estou desde há dois dias sem o meu computador no qual estava a escrever um post a propósito do texto de Pierre Manent, intitulado "What is a Nation?", que tanto me agradou. Espero que logo que o receba possa retomar a sua publicação. De momento estou a utilizar o meu pequeno portátil.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7023506795258870770?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7023506795258870770/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7023506795258870770&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7023506795258870770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7023506795258870770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/11/virose.html' title='Virose'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-3299079761406532174</id><published>2007-11-13T01:28:00.000Z</published><updated>2007-11-13T01:43:18.226Z</updated><title type='text'>Frase</title><content type='html'>Em resposta ao pedido do Gazeta aqui vai a famosa frase retirada d´"&lt;em&gt;A República&lt;/em&gt;" de Platão, livro V.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"- Agora na cidade que fundámos quais são, a teu ver, os melhores: os guardas que receberam a educação por nós descrita ou os sapateiros que foram instruidos na arte do calçado?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-3299079761406532174?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/3299079761406532174/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=3299079761406532174&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3299079761406532174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3299079761406532174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/11/frase.html' title='Frase'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7218245942357607979</id><published>2007-11-10T19:29:00.000Z</published><updated>2007-11-10T19:31:15.380Z</updated><title type='text'>Asco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vi ontem o vídeo que o amigo Gazeta colocou no seu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; a propósito da profanação da Capelinha das Aparições levada a cabo por um grupo de hindus com o beneplácito do reitor do Seminário de Fátima e do Bispo da respectiva diocese. Confesso que mesmo sabendo o estado a que chegou a Igreja em Portugal ver aquelas imagens foi, para mim, algo de medonho. Que não haja dúvidas de que os piores inimigos de Cristo estão por entre o seu rebanho, os tais “lobos vestidos de cordeiros”, como por vezes tenho escrito. Este episódio evoca-me outro que me contou um casal ligado à Fraternidade em França, que se passou em Nantes, e no qual interveio um sacerdote da Fraternidade de S. Pio X, o Abbé Maret, actualmente em Lisboa. Na sequência da morte de um familiar deste casal no hospital de Nantes, eles muito naturalmente, manifestaram o desejo de mandar rezar uma missa. Acontece que a capela do hospital, em virtude de já não ter capelão, serve para vários cultos, facto esse que não causa qualquer engulho ao Bispo de Nantes. No entanto logo que este soube que se ia rezar uma missa de S. Pio V na referida capela a ordem veio célere do Episcopado proibindo-a terminantemente, sendo o referido casal obrigado a reza-la, se não me engano, num pavilhão dos bombeiros. É por estas e por outras que creio que o Santo Padre vai ter um longo e árduo caminho a percorrer para os expulsar da Igreja ou, melhor ainda, reconvertê-los catequizando-os e exorcizando-os.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7218245942357607979?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7218245942357607979/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7218245942357607979&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7218245942357607979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7218245942357607979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/11/asco.html' title='Asco'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2337607979853372028</id><published>2007-10-26T01:13:00.000+01:00</published><updated>2007-10-26T01:14:15.264+01:00</updated><title type='text'>Maldito Rousseau</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Soube há pouco que uma mulher em Monção matou a filha de anos com pontapés, creio que por esta ter entornado o leite do biberão na cama. Perante um gesto tão hediondo e que nos repugna, o tribunal apenas a condenou a sete anos de prisão, tendo inclusivamente o advogado de defesa invocado que a sociedade, ou o Estado, tinha a sua cota parte de responsabilidade visto que não interveio a tempo. Perante semelhante disparate, eivado de um optimismo antropológico (bom selvagem) patético, onde iremos nós parar? Como poderemos nós falar de autoridade, logo de liberdade, se esta é destruída por imbecis deste calibre como é o caso do dito advogado? Quantas sessões de psicanálise colectiva precisaremos nós para que nos purguemos deste veneno “rousseauniano”? Receio bem que ainda tenhamos que passar um mau bocado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2337607979853372028?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2337607979853372028/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2337607979853372028&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2337607979853372028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2337607979853372028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/10/maldito-rousseau.html' title='Maldito Rousseau'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1885651484144279707</id><published>2007-10-26T00:52:00.000+01:00</published><updated>2007-10-26T00:54:47.572+01:00</updated><title type='text'>O "Diktat" de Bruxelas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assistimos na passada sexta-feira, perante o aplauso generalizado dos media, ao parto da versão recauchutada da “Constituição Europeia” a qual foi rebaptizada de Tratado de Lisboa (que vergonha, para nós portugueses, que a nossa capital fique associada a mais esse passo para o abismo). Este tratado é um instrumento essencial da “construção europeia”, uma forma de internacionalismo que visa destruir, sem violência física, a Europa ao “apagar” a história de cada povo e tornando-o gradualmente acéfalo facilitando assim a “marcha para a igualdade” que é a marca inconfundível da “cáfila pestilenta da pedreirada” (para utilizar a expressão de D. Miguel I). A Europa assemelhar-se-á cada vez mais a um “décor de Hollywood”, ou então será como que uma árvore que, apesar de ter um tronco em bom estado, já não tem seiva e, por isso, está morta. Ela é o mais recente produto do iluminismo, tal como o foram o comunismo e o nacional-socialismo, e que, como todos sabemos, tinham objectivos semelhantes se bem que utilizando meios violentos. Após ter tido conhecimento da triste notícia do parto fui reler algumas partes de um livro que é essencial para compreender este processo, “La raison des nations” de Pierre Manent, o capitulo do II livro “De la démocratie en Amérique” do “nazi-fascista” Tocqueville (cada vez que penso nele ocorre-me este excelente epíteto dado por alguém cujo nome de momento não me lembro) “Quelle espèce de despotisme les nations démocratiques ont à craindre” e dois artigos de Scruton, um o aconselhado pelo Corcunda na “Pasquinada”, “The dangers of internationalism”, e outro, “Combating Multiculturalism”, que descobri naquela fabulosa caverna de Ali-Bába que é o site &lt;a href="http://www.isi.org/"&gt;www.isi.org&lt;/a&gt; ao ir procurar o primeiro artigo. Manent alerta-nos para a cada vez maior crise da representação, do divórcio entre eleitores e eleitos, tanto mais que ao diluir-se a identidade de um povo está a impossibilitar-se a sua representação na medida em que não se pode representar algo que não existe, daí ele considerar que toda esta sinistra “construção europeia” é uma tentativa de construir uma kratos sem dèmos, sendo a ausência do dèmos suprida pela “Ideia da democracia”. Mas citemos Manent “O império europeu tem em comum com o império americano o facto de estar animado pela perspectiva de um mundo no qual as diferenças colectivas deixarão de ser significativas. (….) Ocupados a construir duas torres de Babel gémeas, não nos apercebemos de que a separação entre as várias comunidades nunca poderá ser totalmente ultrapassada, e que esta feliz incapacidade é a condição da liberdade e diversidade humanas”. Mas como é que se obtém esta igualdade? Diz-nos Tocqueville no referido capítulo “…cobre-se toda a superfície da sociedade de uma rede de pequenas regras complicadas, minuciosas e uniformes, das quais nem as mentes mais originais e nem as almas mais vigorosas se conseguem libertar; esta rede não quebra as vontades, mas amolece-as, submete-as e dirige-as; não obriga a agir mas impede constantemente que se aja; não destrói nada mas impede a criatividade; não tiraniza mas incomoda, cerceia, enerva, anula, embrutece e transforma cada nação num rebanho de animais tímidos e habilidosos, cujo pastor é o governo.&lt;br /&gt;    Eu sempre achei que esta espécie de servidão suave, ordenada e pacífica, que acabo de descrever, poderia combinar-se melhor do que se pensa com algumas formas exteriores de liberdade, e que não lhe seria impossível estabelecer-se associada à soberania do povo.” Ao ler isto lembro-me de uma conversa que tive em Aveiro com o proprietário de um hotel desta cidade e na qual ele se me queixou da quantidade de regras imbecis e imbecilizantes que os eurocratas de Bruxelas produzem com o objectivo acima referido (por exemplo, proibir a utilização de colheres de pau, de congelar carne, de colocar sacos com carne (ou peixe) congelados (adquiridos já congelados naturalmente) dentro de caixas de cartão para melhor gerir o espaço dentro do congelador, entre outras aberrações). Perante este arsenal legislativo corremos o risco, como nos adverte Scruton e à semelhança de do que se passou durante a Guerra de Secessão nos EUA (1861-65), de termos uma guerra “Civil” intra-europeia, uma espécie de “&lt;em&gt;Rebelião das massas&lt;/em&gt;” tão bem prevista por Ortega e Gasset neste seu livro ao quererem transformar-nos em “&lt;em&gt;Perros callejeros&lt;/em&gt;” (o último livro deste autor). Este seria (será?) para Brandão Ferreira, segundo um artigo seu publicado no passado dia 11 de Setembro n’”O Diabo, “A sexta guerra de independência” durante a qual nos libertaríamos desse buraco negro da malfadada União Europeia que, segundo ele escreve e muito bem, à medida que cresce torna-se cada vez mais numa “babilónia ingovernável”. Já para já batamo-nos pelo referendo utilizando a única arma de que dispomos: a blogosfera. Regozijo-me por saber que não estarei só neste combate e que poderei contar com o apoio incondicional dos amigos Gazeta e Corcunda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1885651484144279707?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1885651484144279707/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1885651484144279707&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1885651484144279707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1885651484144279707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/10/o-diktat-de-bruxelas.html' title='O &quot;Diktat&quot; de Bruxelas'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1593810138012655238</id><published>2007-10-23T00:39:00.000+01:00</published><updated>2007-10-23T00:43:03.133+01:00</updated><title type='text'>Nova constituição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Segundo li o novo líder do PSD, Luís Filipe Menezes, veio propor uma nova constituição para Portugal. Não deixa de ser surpreendente e positivo que um membro da partidocracia venha reconhecer que o país, como está, se afunda lentamente e que esta constituição, e com ela o regime de que ela é a expressão jurídica, não serve nem remotamente Portugal, antes pelo contrário destrói-o paulatinamente. Sou, pois, muito céptico em relação à referida proposta. Como pode alguém querer reformar algo do qual é um dos principais beneficiários? Mas mesmo que a proposta, por hipótese (académica naturalmente), fosse muito boa o PS nunca a deixaria passar no Parlamento. Como li em tempos, e a nossa história do sec. XX confirma, em república as mudanças profundas são sempre forçadas por forças exteriores ao sistema político (na maioria dos casos oriundas foro castrense) na medida em que não há nenhuma Instituição que lhe esteja acima, isto é, que não seja fruto da Vontade ou soberania popular. Basta pensarmos em 1926 ou 1974 para o confirmar. No entanto nas condições actuais não creio que seja de todo possível um golpe de estado para por termo a este “cadáver adiado” que é esta III República. Como é que nos conseguiremos ver livres deste regime? Será que as massas se revoltarão contra o garrote fiscal que ele nos impõe cada vez mais para tentar encobrir o constante aumento da despesa pública? Também não acredito muito nesta última hipótese. Não tenho resposta para esta pergunta, só o futuro o dirá mas quanto mais rápido melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1593810138012655238?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1593810138012655238/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1593810138012655238&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1593810138012655238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1593810138012655238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/10/nova-constituio.html' title='Nova constituição'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-309202221004350801</id><published>2007-10-16T23:05:00.000+01:00</published><updated>2007-10-16T23:07:25.868+01:00</updated><title type='text'>"Processo de Moscovo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A RTP transmitiu ontem o seu habitual programa de “esclarecimento”, “Prós e contras”, cujo tema, “A Guerra Colonial”, foi motivado pela transmissão, a efectuar nas próximas semanas, de um documentário realizado pelo jornalista Joaquim Furtado com o intuito de explicar aos mais jovens o que foi aquele conflito. Confesso que é com grande apreensão que espero esse documentário que, a ser feito nos mesmos moldes em que foi feita apresentação dos concorrentes “não democratas” no concurso “Os grandes portugueses”, nada de bom pressagia. Havia participantes de diferente cor política mas tudo muito bem “orquestrado” para que a resultante das suas intervenções fosse nula, ou seja, para que ninguém ficasse esclarecido, como convém ao regime. No fundo uma bela forma de relativismo. Tudo naquele programa andou à volta de questões de terminologia tais como: se a guerra se deveria chamar colonial ou de libertação, se esta era justa ou não, ou ainda se os movimentos eram de “libertação” ou não. O que a maioria daquela plateia demonstrou acima de tudo foi a persistência das ideologias na mentes daqueles para que o Muro de Berlim não caiu dentro da cabeça e que, como tal, são e serão sempre totalmente incapazes de compreender o século XX (e o actual) e, neste caso concreto, a necessidade de combater pela defesa daqueles com quem convivíamos há séculos, e que tinham sido vitimas de uma agressão externa. Perante o chocante sofrimento daqueles povos que, por uma ignóbil traição, abandonamos à sua sorte continuar a utilizar a mesma cassete dos mitos jacobinos da “libertação”, do direito dos povos “autodeterminação” já usada no pós I Guerra Mundial na Europa sob a égide do triste Woodrow Wilson e com consequências catastróficas, é algo que só se compreende como reflexo dessa doença chamada ideologia, “chamar preto ao branco e branco ao preto”. Viviam infinitamente melhor antes da independência? Que horror, nem pensar nisso, eles sofriam os “horrores do colonialismo”! Hoje é que estão bem, estão “libertos”. Os processos de “independência” mais não foram do que formas de destruição de das economias locais para as colocar em total dependência das transferências dos países ocidentais, transferências essas que servem para engrossar o pecúlio dos “representantes do povo libertado” (vide o caso de José Eduardo dos Santos que é recebido com todas as honras cada vez que se desloca ao nosso país, e não só) pecúlio esse com o qual, para além de manter uma vida faustosa, podem adquirir armas o que contribui para o enriquecimento de alguns políticos ocidentais (o filho de Mitterrand está a ser, ou já foi, julgado por tráfico de armas para Angola) e industriais de armamento. Destacou-se no meio do debate pela sua verticalidade, coragem, integridade, objectividade e amor à verdade, o Ten. Cor. Brandão Ferreira, a quem desde já presto a minha homenagem, e que teve a coragem de chamar “branco ao branco” o que lhe custou ser vaiado por alguns dos traidores presentes na sala. Desmontar o argumento historicista de que a guerra estava perdida, mesmo quando a prática demonstrava o contrário, de que e era esse “o sentido da história” e de que a única saída possível para o conflito era a negociação, foi algo que Brandão Ferreira fez com grande eloquência e clareza mas que os ideólogos jamais compreenderão. Bem-haja, Ten. Coronel Brandão Ferreira!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-309202221004350801?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/309202221004350801/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=309202221004350801&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/309202221004350801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/309202221004350801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/10/processo-de-moscovo.html' title='&quot;Processo de Moscovo&quot;'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6690715633846319805</id><published>2007-10-15T11:05:00.000+01:00</published><updated>2007-10-15T11:11:48.333+01:00</updated><title type='text'>Esclarecimento</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assisti ontem durante cerca de 15min ao debate transmitido pelo 1º canal da televisão do regime, moderado pela zelosa jornalista de serviço, Fátima Campos Ferreira, e que teve lugar no “&lt;em&gt;Bunker modernista&lt;/em&gt;” (aceitando a sugestão do amigo Gazeta) recentemente inaugurado. Não deixa de ser revelador a identidade de pontos de vista que todos os intervenientes manifestaram, grandes progressistas! À pergunta da jornalista sobre a importância das referências às raízes judaico-cristãs da Europa naquela “coisa” que é o “Tratado Constitucional Europeu”, D. José Policarpo respondeu que essa questão não era, para ele, fundamental. Não sendo naturalmente uma surpresa ouvir o modernaço Policarpo proferir tais dislates não deixa de ser chocante. Fiquei elucidado e, como tal, desliguei a televisão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6690715633846319805?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6690715633846319805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6690715633846319805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6690715633846319805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6690715633846319805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/10/esclarecimento.html' title='Esclarecimento'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2779545485270701183</id><published>2007-10-10T02:05:00.000+01:00</published><updated>2007-10-10T02:10:47.173+01:00</updated><title type='text'>Vida e destino</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;“&lt;em&gt;A vida extingue-se onde existe o empenho de apagar as diferenças e as particularidades por meio da violência”, Vassili Grossman&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lendo o suplemento literário do ABC do passado fim-de-semana deparo com um artigo interessante sobre aquele que é um dos grandes romances do séc. XX, “Vida e destino” de Vassili Grossman, um judeu soviético nascido em 1905 em Berdichev, na Ucrânia. A primeira vez que ouvi falar deste escritor foi ao ler “&lt;em&gt;Le passé d’une illusion&lt;/em&gt;” de François Furet no qual este o insere na galeria daqueles que esboçaram uma tentativa de compreender o fenómeno totalitário antes de isto ser feitos por académicos como Arendt ou Voegelin, entre outros. O romance inspira-se em parte na “&lt;em&gt;Guerra e Paz&lt;/em&gt;” de Tolstoi e, tal como este, tem como pano de fundo um acontecimento bélico, neste caso a batalha de Estalingrado durante o inverno de 1942-43 que Grossman acompanhou de perto visto nela ter sido correspondente do Exército Vermelho, tal como o foi em Berlim até ao final do conflito em 1945. Este mesmo facto permitiu-lhe visitar Treblinka pouco tempo depois da sua libertação. O romance foi salvo do esquecimento graças a Sakharov que microfilmou um exemplar dactilografado que tinha escapado a uma rusga do KGB e o trouxe para o Ocidente.&lt;br /&gt;O que há de extraordinário neste romance, que confesso que ainda não li, é o facto de ousar quebrar aquilo que ainda hoje é um tabu, isto é, estabelecer um paralelismo entre os dois totalitarismos e perceber como precisam um do outro visto para se expandirem visto serem o simétrico um doutro tal como uma imagem ao espelho. Daí nada haver de surpreendente no pacto germano-soviético assinado em Agosto de 1939 entre Ribbentrop e Molotov. Grossman apercebe-se do horror do drama do povo russo que generosamente combateu o invasor alemão com um indizível sofrimento não se apercebendo de que ao faze-lo estava, na realidade, a reforçar o seu próprio carrasco, Estaline, e a fornecer-lhe “credenciais antifascistas”e, por conseguinte, democráticas. Isto dentro do raciocínio/cilada criado pelo génio do mal Munzenberg. Para trás ficavam as hediondas purgas dos anos trinta, o genocídio pela fome dos Koulaks.&lt;br /&gt;O que torna ainda hoje o anticomunismo um tabu e o totalitarismo comunista visto, não como intrinsecamente mau, mas como bom apesar dos “desvios” que todos estes regimes inevitavelmente tiveram, é o facto de a tão venerada democracia assentar nos mesmos princípios liberais (todos eles “empestados” de imanência), que levam à atomização dos indivíduos, e que se inscrevem no “sentido da história” ao contrário do que acontece com o fascismo. Não é por acaso que Lenine dizia que a “ditaduras revolucionárias serão mil vezes mais democráticas do que a democracia das repúblicas parlamentares”. Furet diz no seu livro falando do totalitarismo que “o seu berço é a democracia moderna, ou antes uma forma degradada de democracia (será que haverá uma perfeita, pergunto eu? Nota do tradutor.) na qual a sociedade mais não é do que um agregado de indivíduos isolados uns dos outros e privados de laços cívicos”. Um dos denominadores comuns a estes dois regimes a demanda dessa sinistra “cenoura” da igualdade. Grossman é, pois, importante para ajudar a compreender este triste início de séc. XXI que está todo ele impregnado pela ideologia igualitarista. Não sei se o livro está publicado cá em Portugal, mas confesso que gostaria de o ler logo que possível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2779545485270701183?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2779545485270701183/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2779545485270701183&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2779545485270701183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2779545485270701183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/10/vida-e-destino.html' title='Vida e destino'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6344150367462437247</id><published>2007-09-20T01:04:00.000+01:00</published><updated>2007-09-20T02:25:51.180+01:00</updated><title type='text'>"Founding father" da República jacobina</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Realizou-se ontem no Panteão Nacional, com a participação dos "representantes do povo soberano", uma cerimónia  republicana socialista e laica de acção de graças a um dos &lt;em&gt;"Fouding fathers"&lt;/em&gt; da República, Aquilino Ribeiro. Membro da sinistra carbonária, foi um dos instigadores do crime da Praça da Comércio executado pelo Buíça e Costa, cuja transladação para o dito panteão, calculo, esteja para breve. Os herdeiros dos "heróis de Abril" não satisfeitos com o destruir e o despovoar do Portugal a que assistimos diariamente, divertem-se a espezinhar a memória daqueles que o serviram (como foi o caso do Rei D.Carlos I) fazendo, indirectamente, a apologia do terrorismo e da violência como formas legítimas de acesso ao poder. Um regime define-se, entre outras formas, pelos valores que norteiam a conduta das suas elites. Tendo ficado mais uma vez bem claro quais são os dos nossos "representantes" apenas posso dizer: Paz à tua alma, Portugal&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6344150367462437247?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6344150367462437247/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6344150367462437247&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6344150367462437247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6344150367462437247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/09/founding-father-da-repblica-jacobina.html' title='&quot;Founding father&quot; da República jacobina'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6878333811970794971</id><published>2007-09-11T00:19:00.000+01:00</published><updated>2007-09-11T00:24:29.402+01:00</updated><title type='text'>"Princesa do Povo"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ainda a propósito da Monarquia Britânica li no ABC um editorial sobre as incongruências daquela patética Lady Di que usou e foi usada pela imprensa sensacionalista para promover a sua imagem e aumentar as vendas dos jornais sempre ávidos destes escândalos reais que, de alguma forma, são uma espécie de contos de fadas do nosso tempo. A Pricesa Diana é bem a imagem de como se constrói uma imagem a partir do nada com alguém cuja vacuidade é total e como se consegue adquirir altos níveis de popularidade, um pouco como aquilo que se passa com muitos políticos. Uma dessas incongruências de que o referido editorial fala é o facto de alguém que andou a fazer campanha contra as minas anti-pessoais não ter tido o mínimo pejo em usufruir das vantagens da imensa fortuna da família Al Fayed conseguida em grande medida com a venda de armas, incluindo naturalmente minas anti-pessoais, a muitos tiranos que abundam por esse mundo fora. Qual o legado de todas essas campanhas nas quais a Princesa Diana participou? Zero. No mundo do efémero o seu rosto de “Calimero” ultrajado foi rapidamente esquecido pelas massas não passando de hoje de mais do que uma vaga recordação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6878333811970794971?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6878333811970794971/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6878333811970794971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6878333811970794971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6878333811970794971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/09/princesa-do-povo.html' title='&quot;Princesa do Povo&quot;'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4715357865154639239</id><published>2007-09-11T00:08:00.000+01:00</published><updated>2007-09-11T00:19:30.810+01:00</updated><title type='text'>Monarquia britânica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falou-se recentemente da Princesa Diana a propósito do décimo aniversário do seu falecimento. Tal facto foi motivo para alguns debates na televisão do regime, sobre o tema “A Monarquia britânica modernizou-se com os acontecimentos da morte da Princesa?”, moderados pela “excelsa e inquestionável democrata”, Maria Elisa, não há muito regressada da capital britânica onde esteve a desfrutar de uma magnífica sinecura que todos nós contribuintes lhe oferecemos, e cujo “brilhantismo intelectual” todos podemos apreciar no seu desempenho como moderadora do programa “Grandes Portugueses”. Os intervenientes destes debates foram criteriosamente escolhidos de acordo com a ideologia dominante, tendo em conta que os ditos debates têm o intuito, mais ou menos velado, de denegrir a Monarquia Britânica e, indirectamente, tecer loas ao nosso “maravilhoso” regime tão moderno, democrático e progressista que tem o mérito de nos colocar à mercê da classe política visto que, contrariamente aos ingleses, e para mal dos nossos pecados o “soberano” somos nós. Independentemente daquilo que se possa dizer da Monarquia Britânica, que para mim monárquico está longe de ser o modelo do tipo de monarquia que desejo para Portugal na medida em que, entre outras razões, esta não constitui “u&lt;em&gt;n pouvoir social supérieur à tout les autres&lt;/em&gt;”, como dizia Tocqueville, ao, por exemplo, não poder impedir que o R.U. tenha a legislação mais liberal da Europa em matéria de infanticídio pré-natal, mas ela é, no entanto, um pilar essencial da identidade e da soberania britânicas. Pergunto: quem gostariam de ver na chefia do Estado aqueles que advogam a queda do regime no Reino Unido? Um antigo PM que fingiria não ter passado politico partidário tal como os nossos patéticos “reizinhos laicos”? E que funções teria esse hipotético presidente? Também exerceria aquela coisa vaga e difusa que nunca ninguém conseguiu definir chamada “magistratura de influência”? E a “Commonwealth” manter-se-ia unida? Será que aqueles que advogam semelhante dislate medem bem o alcance daquilo que dizem? Que tipo de modernização têm essas luminárias em mente? Queriam ver a Rainha a confraternizar com as massas nos “pubs”? Enfim, as imbecilidades habituais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4715357865154639239?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4715357865154639239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4715357865154639239&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4715357865154639239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4715357865154639239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/09/monarquia-britnica.html' title='Monarquia britânica'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1478035686688321574</id><published>2007-09-04T02:05:00.000+01:00</published><updated>2007-09-04T02:23:49.118+01:00</updated><title type='text'>Regresso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Regresso hoje às minhas “lides blogosféricas” das quais estive apartado por motivo de vilegiatura. Emergir do “torpor estival” e regressar à realidade desta velha Nação tão mal governada e para a qual não se vislumbra quaisquer esperanças num futuro imediato é algo de difícil sobretudo quando se esteve totalmente desligado dos acontecimentos aqui do rectângulo. Procuro superar a minha natural tendência para o pessimismo e encontrar motivos para alento, o que não é de todo fácil. Resta-me a satisfação de ter uma família estável e amigos. &lt;/div&gt;Até breve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1478035686688321574?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1478035686688321574/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1478035686688321574&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1478035686688321574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1478035686688321574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/09/regresso.html' title='Regresso'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1979922412611567491</id><published>2007-07-20T02:53:00.000+01:00</published><updated>2007-07-20T02:56:12.877+01:00</updated><title type='text'>Lusofilias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num post recente no qual, a pedido do Gazeta, falava das minhas leituras mais recentes referi este livro escrito por Paulo Ferreira da Cunha e editado pela Caixotim e que dá nome ao post. Descobri-o por meio de uma critica muito favorável que lhe era feita no semanário “O Diabo” pelo articulista Pinharanda Gomes. Nele se procura explicar a génese e a estruturação do “ser Português”. Vem isto a propósito de um tema infelizmente tão em voga que é o da “constituição europeia” que nos querem impor a todo o custo e que mais não é do que a versão actualizada, isto é sem violência física, de Napoleão e que passa pela destruição das referências históricas dos povos imbecilizando-os para melhor os poder dominar e fazer deles cidadãos de uma ficção a que pomposamente chamam “Europa”. Tal construção, visto que é feita de cima para baixo, é evidentemente uma utopia estando por isso condenada ao fracasso.&lt;br /&gt;    Apesar de ainda estar no início do livro gostaria de partilhar com os meus leitores algumas passagens do Prelúdio, que pressagiam seguramente uma excelente leitura, e que são de grande actualidade. Oiçamos, pois, Paulo Ferreira da Cunha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    “Só seremos verdadeiramente europeus se não nos impuserem (como já fizeram) horas germânicas, costumes nórdicos, e produtos espanhóis, e leis talvez em Esperanto. Os portugueses podem ser, no princípio, alunos bem comportados. Mas a breve trecho se darão conta que em si e nas suas tradições e na sua capacidade inventiva própria encontram melhores soluções (e a si mais adequadas) que as de formulário que lhes pretendem impor. Temos de contribuir para europeizar a Europa.&lt;br /&gt;    Perante a pressa de uma agenda europeia utopista, que parece pretender, com proclamações políticas e (pseudo)constituicionais, esconder a falta efectiva não apenas de uma Europa solidária e cultural como também (e antes de tudo o mais) de uma Europa com sonho e com projecto, sabendo que poucos europeus se entusiasmam pela mera proclamação cupulista de novas instituições, estamos nós portugueses a esquecer o mundo lusófono que é maior e menos preconceituoso e, nesse sentido, muito mais nosso.&lt;br /&gt;    Aliás, a nossa presença europeia sem a nossa vocação universalista e especificamente lusófona será sempre uma presença pouco criativa, receptora, e até subordinada. Foi o Mar que nos inspirou, foi o Mar que nos preservou da absorção ibérica, será também o Mar que, de novo, poderemos abrir à Europa, demasiado centrípeta e continental: porque se está a esquecer do Mar e do que pode ser para além de si.&lt;br /&gt;    Sabemos quanto mal adveio de se contraporem entre nós a política da continentalidade europeia à política marítima do sonho. Só compreendendo que elas são complementares encontraremos o nosso lugar. Mas entendendo bem essa complementaridade, desta vez: não para o simples frete de produtos e ideias entre a Europa e o Mundo. Antes para afirmar uma individualidade, no respeito pelas individualidades, cumprir Portugal na sua dimensão universalista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Perante este magnífico texto pergunto: Como poderemos nós integrar-nos num espaço que ao absorver-nos nos nega essa possibilidade de sonharmos com e pelo mar e, por conseguinte, de sermos nós mesmos? Quão longe estamos da sabedoria de um D. João II que afirmava que deveríamos “Conter o espanhóis em terra e dominar o Mar” (se a memória não me falha). Com políticos que desconhecem o que é Portugal ( a sua alma) e que este só pode “europeizar a Europa” se estiver seguro de si mesmo e tiver Instituições que verdadeiramente o sirvam porque elaboradas por jurisprudência para responder a situações concretas do dia-a-dia e em obediência a uma Lei Natural, como poderemos nós ficar tranquilos quanto ao nosso devir?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1979922412611567491?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1979922412611567491/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1979922412611567491&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1979922412611567491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1979922412611567491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/07/lusofilias.html' title='Lusofilias'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7878729031878473328</id><published>2007-07-20T02:29:00.000+01:00</published><updated>2007-07-20T02:40:29.495+01:00</updated><title type='text'>Entrevista do Corcunda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Por razões de ordem técnica (uma avaria no computador) estive ontem privado de Internet (um eternidade longe dos meus amigos blogosféricos!) o que me impediu de comentar mais cedo a entrevista do Corcunda. No entanto não gostaria de deixar de o fazer.&lt;br /&gt;Apesar de estar habituado à qualidade dos textos do Corcunda ler algo de tão grandioso, um verdadeiro “monumento intelectual” como muito bem lhe chamou o Francisco Múrias, é sempre reconfortante por saber que ainda há Portugueses incondicionalmente fiéis à Nação. É impressionante como em poucas palavras se resume o que é verdadeiro pensamento conservador, sem hesitações, sem tibiezas, sem receios do politicamente correcto e com uma propriedade nas palavras, uma precisão na exposição das ideias e dos conceitos verdadeiramente exemplares. Felizmente que existe a blogosfera, por enquanto o único meio, que nos permite partilhar o pensamento do Corcunda uma vez que os media lhe negam essa possibilidade por ele estar em total “oposição de fase” em relação ao mundo moderno que, devido à ideologia, não o consegue compreender. Os acontecimentos encarregam-se e encarregar-se-ão de provar que tem razão.&lt;br /&gt;É bom aprender com mestres assim. Obrigado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7878729031878473328?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7878729031878473328/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7878729031878473328&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7878729031878473328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7878729031878473328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/07/entrevista-do-corcunda.html' title='Entrevista do Corcunda'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-9035738331846914486</id><published>2007-07-17T01:39:00.000+01:00</published><updated>2007-07-17T01:46:32.832+01:00</updated><title type='text'>Mais más notícias para os monárquicos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Falando hoje com um amigo dos Arautos d’El-Rei tomei conhecimento de uma “triste” notícia que nos deixa a nós monárquicos em "profunda tristeza": o desaparecimento do “Fórum da Democracia Real”. Depois da notícia revelada pelo “Pasquim da Reacção” da não eleição de um “monárquico” integrado nas listas do PCTP-MRPP, creio que é “dose para leão”. É caso para perguntar: “O que mais irá acontecer-nos?”&lt;br /&gt;Um fórum que se caracterizou pelo politicamente correcto e que nada trouxe de novo para o debate de ideias condenou-se a si próprio. Ocorrem-me neste momento as belas palavras, já por mim citadas neste blog, de Bento XVI:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;É necessário, na vida pessoal como na vida pública, ter a coragem de dizer a verdade e segui-la, (e) ser livre em relação ao mundo ambiente que tem a tendência de impor as suas maneiras de ver e os comportamentos a adoptar&lt;/em&gt;»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando apenas se existe para difundir o pensamento dominante nos media e nada mais se traz de novo para o campo das ideias o melhor a fazer é de facto desaparecer. Quando se acha que a monarquia é apenas uma coisa gira e patusca e que apenas diz respeito à Chefia do Estado podendo o resto ficar tudo na mesma, que temos a esperar daqui? Paz à sua alma!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-9035738331846914486?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/9035738331846914486/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=9035738331846914486&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/9035738331846914486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/9035738331846914486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/07/mais-ms-notcias-para-os-monrquicos.html' title='Mais más notícias para os monárquicos'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2700217181500086035</id><published>2007-07-10T23:27:00.001+01:00</published><updated>2007-07-11T01:05:20.330+01:00</updated><title type='text'>Salazar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assisti hoje ao lançamento do livro de Jaime Nogueira Pinto dedicado a Salazar. A publicação desta obra vem na onda do famoso programa da RTP que tanta polémica originou. A apresentação da obra esteve a cargo de Marcelo Mathias. Considero excelente que cada vez mais se fale de Salazar para que, como disse e muito bem o autor, se possa colocar Salazar no seu devido lugar, isto é, na História. Compreender um homem da grandeza de Salazar pressupõe compreender o contexto no qual ele viveu, complicadíssimo e no qual muitos países europeus sucumbiram a regimes totalitários, mas ao qual ele sobe “dar a volta por cima” através de uma hábil política diplomática que nos manteve à margem da II guerra mundial (bem como indirectamente à nossa vizinha Espanha através do Pacto Ibérico) e que retardou a hecatombe das nossas províncias ultramarinas ocorrida em 1975. No plano interno, e apesar das condições nas quais encontrou o país após aquela sinistra I República, a sua obra de consolidação das finanças públicas é sobejamente referida. Muito tempo se passará até que se possa falar serenamente dessa personagem incontornável do sec. XX português sem visões estereotipadas e maniqueístas de quem divide o mundo em bons e maus, ou para usar a terminologia em voga, em antifascistas e fascistas que impossibilitam a compreensão da História. Lamento sempre que Salazar não tenha podido e/ou querido preparar o caminho para a restauração da monarquia, o que, penso, nos teria evitado o PREC e toda a sua dinâmica totalitária que tanto nos empobreceu. Claro que a questão da monarquia levanta logo a questão de saber em que moldes é que esta se faria. Daí talvez, e em parte, a razão pela qual esta infelizmente não se tenha realizado. Com todos os seus defeitos e virtudes temos todos como portugueses uma dívida para com ele. Bem-haja, António de Oliveira Salazar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2700217181500086035?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2700217181500086035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2700217181500086035&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2700217181500086035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2700217181500086035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/07/salazar.html' title='Salazar'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2722911678599603143</id><published>2007-07-10T23:27:00.000+01:00</published><updated>2007-07-10T23:31:02.328+01:00</updated><title type='text'>Leituras</title><content type='html'>Respondendo ao desafio do Gazeta aqui vão as minhas mais recentes leituras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        - “La vraie révolution” de Louis de Bonald&lt;br /&gt;        - “A posição de António Sardinha” de Luís de Almeida Braga&lt;br /&gt;        - “Anões e pigmeus da pátria” de Adulcino Silva&lt;br /&gt;        - Artigos retirados do site da Intercollegiate Studies de vários autores (Roger Scruton, Erik von Kuehnelt-Leddihn, Paul Kagan, Novak)&lt;br /&gt;        - Leitura semanal de artigos do semanário “O Diabo” de Prof. Soares Martinez, Brandão Ferreira, Godinho Granada&lt;br /&gt;        - “Lusofilias” de Paulo Ferreira da Cunha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2722911678599603143?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2722911678599603143/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2722911678599603143&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2722911678599603143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2722911678599603143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/07/leituras.html' title='Leituras'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4252424528494472760</id><published>2007-07-09T02:48:00.000+01:00</published><updated>2007-07-09T02:51:38.711+01:00</updated><title type='text'>Quando é que acaba a democracia?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A pergunta formulada poderá surpreender muitos leitores habituados que estamos a ouvir diariamente venerar o “regime das cruzinhas” (como diria o Corcunda) como sendo o “&lt;em&gt;state of the art”&lt;/em&gt; dos regimes mas ouvia-a recentemente a uma pessoa sem grande preparação intelectual com quem conversava a propósito do que se passa na Câmara Municipal de Lisboa. Acrescente-se que esta imediatamente completou a sua afirmação dizendo que uma ditadura não é desejável, mas o que se passa actualmente também não. A pergunta parece-me ser bem reveladora do que vai na mente do homem comum perante o espectáculo da política em Portugal e lembra-me uma outra pergunta que era colocada pelos portugueses pretos de Angola quando, poucos meses após a independência, perguntavam quando é que esta iria acabar. O terrorismo intelectual associado ao mito da “longa noite fascista” com que é designada a II República com o intuito de a denegrir e, indirectamente, desculpabilizar a actual III República leva a esta tensão interior, à incapacidade de compreender a situação actual e, pior ainda, a aceita-la com todo o seu cortejo de escândalos visto que, para a maioria das pessoas, o contrário do que temos é necessariamente sinónimo de ditadura. É absolutamente sinistro como se causa prisão mental e cegueira a todo um povo para melhor o poder explorar ao levar-se as pessoas a raciocinar em termos dicotómicos entre democracia e ditadura. É a ideologia em acção! Como é que poderemos sair deste impasse?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4252424528494472760?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4252424528494472760/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4252424528494472760&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4252424528494472760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4252424528494472760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/07/quando-que-acaba-democracia.html' title='Quando é que acaba a democracia?'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-657624701638198750</id><published>2007-06-30T13:17:00.000+01:00</published><updated>2007-06-30T13:24:02.067+01:00</updated><title type='text'>Joe Berardo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Muito se tem falado ultimamente desta personagem que, qual Midas!, tudo transforma em ouro e todos deslumbra (nem todos) com o seu poder económico e a permanente ostentação que dele faz. A sua “aliança” com este governo, que os rasgados e patéticos elogios ao 1º ministro confirmam, é um perfeito exemplo da promiscuidade entre o poder político e a economia o que leva a que grandes empresas precisem de favores deste último para funcionar sem grandes riscos tornando assim os membros da nomenclatura do regime apetecíveis para as grandes empresas tendo em conta o “capital social” de que dispõem no meio político. Neste caso como é sabido estava em causa a aquisição pelo Estado da colecção do dito cujo. Não deixa de ser hilariante ver o deslumbramento alvar e boçal da equipe governativa que esteve presente em massa na inauguração da exposição do “argentário”, para utilizar a genial expressão de “Je Mantiendrai”, naquilo que foi uma espécie de cerimónia de “beija-mão”. Este comportamento é um reflexo deste mundo pós 1789 que privilegia o "ter" em detrimento do "ser". É-me impossível não deixar de pensar em Calouste Gulbenkian que dedicou toda a sua vida à aquisição de obras de arte e as considerava “suas filhas”, como se pode ler no hall de entrada do Museu Gulbenkian. Não creio que seja este o espírito que presidiu à aquisição da colecção Berardo, mas apenas o de investir em arte como quem investe em imobiliário ou na bolsa. Naturalmente não tenho nada contra a ascensão social pelo esforço individual porque é aí que reside o progresso material de uma nação, simplesmente este não deverá ser um fim em si mesmo mas tão somente um meio de alcançar uma maior perfeição moral na qual todos estão igualmente submetidos a um “dever ser”. Além disso o processo de burilar e aprimorar do espírito é algo que leva gerações mas que pode ser rapidamente destruído, por ex. com uma bala no foi o caso no fatídico 1 de Fevereiro de 1908. Como actualmente impor obrigações morais, o tal “dever ser”, é algo de impensável o enriquecimento passa a ser um fim em si mesmo, uma espécie de “nobilitação” laica, na qual pouco importa por que meios este foi obtido e que uso se faz dessa mesma riqueza. Basta pensarmos nas tristíssimas “elites” que povoam a “Caras” e “Olá semanário” e o estilo de vida que levam para se confirmar o que acabo de escrever.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-657624701638198750?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/657624701638198750/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=657624701638198750&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/657624701638198750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/657624701638198750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/06/joe-berardo.html' title='Joe Berardo'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1601726037056562125</id><published>2007-06-27T00:34:00.000+01:00</published><updated>2007-06-27T00:38:55.282+01:00</updated><title type='text'>Réprobo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Descobri apenas há cerca de um mês o blog Afinidades Efectivas por sugestão do Pasquim da Reacção que num dos seus posts nos remetia para a leitura de um post do primeiro. Confiando em absoluto nas sugestões do Corcunda foi com enorme satisfação que percorri essa páginas admiráveis de saber, de “&lt;em&gt;raffinement&lt;/em&gt;”, de bom gosto e de erudição que me levaram rapidamente a inclui-lo nos meus blogs de eleição. Impressionou-me particularmente, durante a primeira visita que efectuei, a bandeira da Restauração (a verdadeira bandeira monárquica de Portugal) e as citações de Bonald, autor que estou a ler e que tanto me tem agradado, bem como as referências musicais. Mais recentemente, ao comentar um post do Interregno que o Réprobo também comentou, este teve a amabilidade de me enviar um abraço e de me lançar o repto de tentar descobrir a sua identidade. Confesso que fiquei simultaneamente surpreendido e tocado. Quem será esta nova estrela do “universo blogosférico” que me até me conhece? Descanse, caro Réprobo, que tudo farei para tentar desvendar a sua identidade, entretanto receba um forte abraço meu e continue a partilhar connosco o seu saber. Bem-haja.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1601726037056562125?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1601726037056562125/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1601726037056562125&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1601726037056562125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1601726037056562125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/06/rprobo.html' title='Réprobo'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6324538971791256369</id><published>2007-06-11T11:41:00.000+01:00</published><updated>2007-06-11T11:44:30.599+01:00</updated><title type='text'>Indignação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tendo passado ontem pela Torre de Belém à hora em que decorriam as cerimónias do Dia do Combatente decidi aproximar-me da tribuna para ouvir alguns dos discursos proferidos. Quando lá cheguei estavam a terminar as orações e foi então anunciada a intervenção do Prof. Ernâni Lopes facto esse que me suscitou alguma curiosidade levando-me a ficar mais um pouco apesar de estar com alguma pressa. Começou ele a sua intervenção por referir que nunca tinha sido combatente em África mas que respeitava e admirava todos aqueles que tinha servido Portugal. Até aqui tudo bem, nada a dizer. Onde a coisa “começou a ficar preta” foi quando ele comparou a legitimidade do esforço de guerra empreendido por Portugal na defesa das suas obrigações históricas para com esses povos com os quais convivíamos há vários séculos, com a dos movimentos de “libertação” que, não nos esqueçamos, iniciaram a sua sinistra acção em 1961 em Angola esventrando mulheres grávidas e esmagando os crânios dos bebés contra a parede. O referido orador chegou mesmo ao ponto de dizer que ambos tinham encontrado recompensa para o seu esforço visto que, no primeiro caso, os ex-combatentes tinham defendido Portugal e, no segundo, na criação de Estados “independentes” que, segundo disse, “eram motivo de orgulho para os seus povos”. Confesso que perante semelhante dislate virei imediatamente as costas e fui-me embora. Como é possível um homem inteligente proferir tal afirmação? Sofre de ideologia? Será que não se apercebe que, para além do mais, está a insultar os ex-combatentes? Comparar grupos de terroristas que, como muito bem dizia Salazar, nada representavam nem tinham qualquer apoio nessas sociedades e cujo objectivo era aquele que está hoje bem patente no estado desses países, com o nosso Exército demonstra uma incapacidade estrutural de distinguir o Bem do Mal o que vindo de alguém que até vai à Missa é deveras preocupante. Isto é mais um exemplo daquilo a que o amigo Corcunda chamaria com toda a propriedade “Crenças estranhíssimas”. Somos, de facto, uma civilização em total diluição.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6324538971791256369?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6324538971791256369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6324538971791256369&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6324538971791256369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6324538971791256369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/06/indignao.html' title='Indignação'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5344785971338507440</id><published>2007-06-11T00:42:00.000+01:00</published><updated>2007-06-11T00:49:30.966+01:00</updated><title type='text'>10 de Junho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como é sabido comemorou-se hoje mais um Dia de Portugal. Num país que tem medo de si próprio e da sua história, como ainda há pouco o patético concurso da RTP o demonstrou, podemos muito bem interrogar-nos sobre qual o sentido de tal comemoração. Ao associar-se o 10 de Junho às outras efemérides ridículas (5 de Outubro e 25 de Abril) que este regime comemora transforma-se esta data, que deveria ser para todos nós portugueses que nos orgulhamos da nossa querida Nação velha de oito séculos e meio um motivo de verdadeira festa e de orgulho, num acto puramente perfunctório durante o qual se distribuem uns míseros “badalos da república” à já habitual “rapaziada” politicamente correcta. No fundo trata-se de mais uma festa bem narcisista na qual o regime, enamorado de si próprio, faz o seu próprio panegírico e nos tenta infrutiferamente imbuir desse mesmo espírito procurando levar-nos a cantar-lhe Hossanas pela, como dizia a velha canção revolucionária, “paz, pão habitação, saúde” que jorram diariamente a rodos para nosso deleite e inveja dos nossos parceiros europeus que muito justamente se interrogam como foi possível a este país ainda há pouco liberto da “longa noite fascista” ultrapassar mais esta “Taprobana” e alcandorar-se a níveis de bem estar e desenvolvimento nunca imaginados. Vivemos sob o peso da “&lt;em&gt;insustentável leveza&lt;/em&gt;” da ideologia. Paz à tua alma, Portugal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5344785971338507440?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5344785971338507440/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5344785971338507440&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5344785971338507440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5344785971338507440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/06/10-de-junho.html' title='10 de Junho'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2251599879522956575</id><published>2007-05-31T23:46:00.000+01:00</published><updated>2007-05-31T23:53:09.101+01:00</updated><title type='text'>Bonald</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recebi finalmente um livro que há muito tentava encomendar pela Amazon mas que estava permanentemente esgotado: “&lt;em&gt;La vraie révolution&lt;/em&gt;” de Louis de Bonald. Só contactando directamente a editora, uma editora católica chamada Clóvis o (1º Rei francês a receber o baptismo), me foi possível encomenda-lo. Comecei há poucos dia a sua leitura e estou impressionado com o rigor do pensamento, com a integridade de carácter, com a total ausência de tolerância para com os “tolerantes” e com a profundidade das suas convicções que nunca vacilaram tudo isto só possível porque assentes numa Fé bem fundamentada e esclarecida. Todos estes factos lhe trouxeram incompreensão, dissabores e decepções ao ver amigos a cederem ao “espírito do tempo” e que não compreendiam que ele não fizesse o mesmo. Não hesitando mesmo em mostrar a sua descrença na efémera “monarquia” restaurada em 1816 pelos ingleses depois da derrota de Napoleão e que era uma copia do modelo britânico, tal como a nossa “monarquia” liberal que não se mostrava suficientemente intransigente para com as ideias revolucionárias e que convinha combater a todo o custo e sem tréguas.&lt;br /&gt;Espero, para breve, poder trazer aqui alguns excertos do livro que mais me tenham marcado e algumas considerações a propósito dos mesmos. Tudo isto “se a tanto me ajudar o engenho e a arte”!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2251599879522956575?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2251599879522956575/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2251599879522956575&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2251599879522956575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2251599879522956575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/05/bonald.html' title='Bonald'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1615646301444433854</id><published>2007-05-31T23:41:00.000+01:00</published><updated>2007-05-31T23:46:22.643+01:00</updated><title type='text'>Mais coisas d’”O Diabo”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na edição desta semana do semanário “O Diabo” continua a publicação dos já referidos artigos escritos pelo Prof. Soares Martinez. Além disso há um artigo doutro colaborador, esporádico infelizmente, Godinho Granada, um grande monárquico daqueles que, como diria O Réprobo, defendem “a Monarquia que fez Portugal e não aquela que o começou a destruir”. O artigo deste último intitula-se “O Povo soberano”, e nele se mostra como ao colocar o povo como “soberano” este fica refém da classe política enquanto que se lhe faz crer que é livre. Algo que o liberalismo do sec. XIX nos trouxe e do qual nuca mais nos vimos livres, com a excepção notável do período da República Corporativa, vulgo Estado Novo. O humor incisivo aliado ao saber do autor tornam a leitura do artigo agradável e algo hilariante. Para terminar cito apenas um parágrafo que nos dá uma boa imagem do estilo da escrita do mesmo:&lt;br /&gt;    “No final de tudo, o povo soberano tarda em perceber o embuste: prometeram-lhe a idílica democracia e deram-lhe pura demagogia”. Pobre “nobre povo”!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1615646301444433854?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1615646301444433854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1615646301444433854&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1615646301444433854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1615646301444433854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/05/mais-coisas-do-diabo.html' title='Mais coisas d’”O Diabo”'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-4188500591021456505</id><published>2007-05-26T11:55:00.000+01:00</published><updated>2007-05-26T12:08:48.476+01:00</updated><title type='text'>Uma ideia lógica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao atravessar a Espanha em direcção ao sul de França adquiri, como habitualmente quando aqui me desloco, o diário espanhol ABC cujos editoriais e artigos de opinião, de um modo geral, muito me agradam. O título do editorial de hoje é “A promoção do pior” e nele se mostra como a desastrada política desse aparentemente inepto (na realidade sinistro) Zapatero está procurar desmembrar a construção política resultante da Constituição referendada em 6 de Dezembro de 1978 ao estimular a secessão das diferentes autonomias e, mais recentemente, ao permitir que muitos dos cargos administrativos caiam em mãos de “incompetentes e indesejáveis” para citar o editorial. Isto tem levado, segundo o referido editorial, a um progressivo esbater das fronteiras e funções entre os diferentes órgãos do Estado. Se quisermos ir à génese deste fenómeno descobriremos facilmente que tal se deve à gangrena da ideologia que leva a que se considere mentira o que é verdade vice-versa ou, para citar um exemplo concreto, que se considerem os assassinos da ETA como vítimas e as vítimas como carrascos. O patético no meio de tudo isto é o total desconhecimento do verdadeiro sentido do termo “ideologia”, nomeadamente por parte daqueles que dela enfermam como é o caso dessa luminária chamada Zapatero, que definiu recentemente ideologia como sendo “uma ideia lógica”. Será a isto que se chama a “lógica da batata”? Perante um dislate de semelhante calibre que mais há a dizer? Chega de Zapatero!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-4188500591021456505?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/4188500591021456505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=4188500591021456505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4188500591021456505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/4188500591021456505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/05/uma-ideia-lgica.html' title='Uma ideia lógica'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6057004420047123474</id><published>2007-05-21T20:44:00.000+01:00</published><updated>2007-05-21T20:50:18.096+01:00</updated><title type='text'>Liberdade de expressão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Folheando há pouco o jornal “Público” do passado sábado, colocado à disposição dos leitores das termas do Luso, deparo-me com uma notícia preocupante e que espelha bem o crescente cercear da liberdade de expressão por parte do “polvo socrático”. Um professor liceal funcionário da Direcção Regional de Ensino do Norte foi alvo de um processo disciplinar e de suspensão por parte da sua chefe de serviço, uma “girl” socialista seguramente, em virtude de este ter ousado gracejar a propósito do atribulado processo de obtenção do diploma de “engenheiro” por parte do nosso “probo” 1º ministro. Segundo li a razão invocada para tal atitude prende-se com o facto de o referido funcionário ter atentado contra a dignidade do cargo de 1º ministro. Quando penso em todas as desonestidades que este “Chico esperto” cometeu pergunto: não será isto atentar contra a dignidade do cargo? Será que o exemplo já não deve vir de cima? Relendo um capitulo de Tocqueville em que ele fala da corrupção e dos vícios dos governantes em democracia comparativamente com os observados numa aristocracia diz-nos ele: “Aquilo que há a temer não é tanto a imoralidade na grandeza mas a imoralidade que leva à grandeza”. O 1º ministro é um perfeito exemplo deste último caso. Ao constatar que a referência a tal facto é susceptível de sanções por parte de “funcionários zelosos” sempre prontos a apresentar serviço para ficarem bem vistos perante os seus chefes, um pouco como os comissários das diferentes repúblicas soviéticas que procuravam ultrapassar a cota de execuções imposta por Staline para ficarem bem vistos perante ele, apercebo-me de que estamos cada vez mais à mercê de dezenas de autocratas que nos infernizam a vida apoiando-se numa legislação propositadamente dúbia e que lhes concede um poder discricionário. É a caminhada para um “totalitarismo disseminado” sem rosto, ou melhor, com milhares de rostos. Até quando?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6057004420047123474?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6057004420047123474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6057004420047123474&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6057004420047123474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6057004420047123474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/05/liberdade-de-expresso.html' title='Liberdade de expressão'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-7605110223898927128</id><published>2007-05-21T20:34:00.000+01:00</published><updated>2007-05-21T20:44:02.798+01:00</updated><title type='text'>Coisas d’“O Diabo”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Começo por pedir desculpa ao amigo “Corcunda” pelo plágio do título do post mas tendo em conta que também me vou referir a um artigo publicado pelo semanário “O Diabo” parece-me que é o mais apropriado.&lt;br /&gt;O referido semanário tem estado a publicar uns artigos da autoria do Prof. Soares Martinez com o título genérico de “As Mentiras Capitais” e que pretendem, e conseguem, desfazer algumas das mentiras da História e nas quais a época moderna (a tal que assenta na execução de Luís XVI como diria o amigo Simão) se baseia e de que necessita para se legitimar. Os artigos são de uma clareza na exposição dos temas, de uma erudição e de um rigor de linguagem que merecem ser cuidadosamente lidos e guardados, e é essa a razão pela qual me pareceu importante destaca-los. A sequência dos artigos e respectivas datas é a seguinte:&lt;br /&gt;         - “As mentiras capitais e o descalabro actual” (24 de Abril)&lt;br /&gt;         - “As mentiras capitais, a Idade Média e o Feudalismo” (1 de Maio)&lt;br /&gt;         - “As mentiras capitais e a reforma religiosa (8 de Maio)&lt;br /&gt;         - “As mentiras capitais e a Inquisição (15 de Maio)&lt;br /&gt;         - “As mentiras capitais e os Jesuítas” (a publicar no próximo dia 22 de Maio)&lt;br /&gt;Não sei se aos artigos referidos se seguirão outros mas creio, e espero, que sim visto que há períodos mais recentes da História (a Revolução Francesa por exemplo) aos quais estão associados muitas mentiras e mitos.&lt;br /&gt;No meio do marasmo da imprensa escrita cada vez mais controlada pela ERC ainda haver artigos desta qualidade é algo de precioso e só possível devido à pequena tiragem deste jornal e à existência de grandes Mestres, como é o caso do Prof. Soares Martinez, que generosamente põem o seu saber ao serviço da Verdade. Bem-haja, Prof. Soares Martinez!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-7605110223898927128?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/7605110223898927128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=7605110223898927128&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7605110223898927128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/7605110223898927128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/05/coisas-do-diabo.html' title='Coisas d’“O Diabo”'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5782795213410480824</id><published>2007-05-12T22:01:00.000+01:00</published><updated>2007-05-12T22:05:07.028+01:00</updated><title type='text'>O abominável homem das pampas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/RkYr3rzmaqI/AAAAAAAAAGM/qnCI30xAyLE/s1600-h/Cartel_antiChe3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 238px; height: 168px;" src="http://1.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/RkYr3rzmaqI/AAAAAAAAAGM/qnCI30xAyLE/s400/Cartel_antiChe3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063783066676652706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Subindo anteontem a Av. Fontes Pereira de Melo deparei-me, ao passar no cruzamento com a R. Martens Ferrão, com um cartaz do ilustre membro da hagiografia do politicamente correcto, Che Guevara, no cinema Mundial. Nele estava escrito “Querido Che”. Para além das náuseas que a visão de semelhante personagem me causa interrogo-me: o que leva alguém a venerar um sinistro facínora fundador dos campos de “reeducação pelo trabalho” e cuja crueldade, arrogância, sadismo e desprezo pela vida humana, ficaram célebres na Cuba pós revolucionária? Será que esses imbecis que fizeram esse filme têm a noção de quem foi verdadeiramente Ernesto Guevara? Filho de “boas famílias” de Buenos Aires e tendo sido muito mimado pelos seus pais devido ao facto de sofrer de asma, rapidamente desenvolveu aquilo a que gosto de chamar o “espírito de Peter Pan”, isto é, o desejo de viver na “terra do nunca” onde o tempo não passa e somos sempre crianças o que mais não é do que uma fuga à responsabilidade. São estes os ingredientes para alguém se tornar socialista ou, mais genericamente, de esquerda. O Che declarava-se um grande admirador do Terror e dos massacres desencadeados pela Revolução francesa o que tentou imitar em Cuba com a ajuda do seu amigo Fidel. Há uma frase dele que vem citada no “Livro negro do comunismo” que me parece bem reveladora deste fascínio que ele tinha pelo “ódio eficaz que faz do homem uma eficaz, violenta, selectiva e fria máquina de matar”, ou ainda outra “não posso ser amigo de uma pessoa que não partilhe as minhas ideias”. Um belo exemplo da tolerância que o Simão refere no seu artigo da Alameda. Quanto tempo mais vamos ter de gramar com a figura repugnante desse paspalho de boina na cabeça e de olhar bovino que faz as delícias dos altermundialistas? Haja pachorra!&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;António Bastos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5782795213410480824?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5782795213410480824/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5782795213410480824&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5782795213410480824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5782795213410480824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/05/o-abominvel-homem-das-pampas.html' title='O abominável homem das pampas'/><author><name>SRA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/RkYr3rzmaqI/AAAAAAAAAGM/qnCI30xAyLE/s72-c/Cartel_antiChe3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5635071791181928034</id><published>2007-05-12T21:55:00.000+01:00</published><updated>2007-05-12T22:06:52.912+01:00</updated><title type='text'>Alameda Digital</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por razões profissionais tenho estado ausente das lides blogosféricas o que me tem custado tendo em conta o gosto que tenho adquirido em escrever neste espaço que o meu amigo Simão me disponibilizou.   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Como é sabido, e foi noticiado por outros blogs, saiu recentemente mais um número da excelente publicação “&lt;a href="www.alamedadigital.com.pt"&gt;Alameda Digital&lt;/a&gt;” a qual passa a contar com a colaboração do meu companheiro de blog, Simão. E era este facto que eu pretendia destacar visto que me regozijo com a sua inteiramente merecida inclusão no lote de colaboradores da dita publicação. O artigo com o qual ele se estreou chamado “&lt;a href="http://www.alamedadigital.com.pt/n7/tolerancia.php"&gt;Tolerar a tolerância?&lt;/a&gt;” é de grande actualidade visto que a tolerância, no sentido que lhe está habitualmente associado, nada mais ser do que uma falácia que apenas serve para nos obrigar a abdicar de posições absolutas tornando-nos “dóceis”. No fundo é uma forma de terrorismo intelectual. Além disso o referido artigo analisa muito bem o problema das ideologias, que mais não são do que a recusa do real e da verdade, a sua génese e a forma como progridem, sempre em termos dicotómicos. Tudo isto com uma linha de raciocínio muito clara e uma prosa fluída. Gostei muito da já habitual profundidade de análise aliada a uma grande maturidade que são características do muito grande amigo Simão. A referência à execução de Luís XVI como acto fundador do mundo contemporâneo é sempre oportuna visto que ao prestar uma justíssima homenagem a alguém que nos deu um belo testemunho de Fé, de integridade, de sentido de serviço, de ausência de rancor apesar de todas as humilhações a que foi sujeito, está-se a fazer a apologia de valores hoje tão em desuso e de que este mundo tanto carece. &lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É bom saber que neste país, e não só, em que tudo está feito, a começar pelo ensino, para gerar mentecaptos ainda há jovens cultos, que sabem pensar, que são íntegros, que têm Fé e que não hesitam &lt;st1:personname productid="em testemunha-lo. Como" st="on"&gt;em  testemunha-lo. Como&lt;/st1:personname&gt; é bom ter AMIGOS assim! Obrigado, Simão.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;António Bastos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5635071791181928034?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5635071791181928034/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5635071791181928034&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5635071791181928034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5635071791181928034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/05/alameda-digital.html' title='Alameda Digital'/><author><name>SRA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-6854367933574571611</id><published>2007-04-19T13:09:00.000+01:00</published><updated>2007-04-19T22:09:37.490+01:00</updated><title type='text'>Partidos e patidocracia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tenho acompanhado com bastante interesse o debate blogosférico entre os amigos &lt;a href="http://lusavoz.blogspot.com/"&gt;Corcunda&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.gazetadarestauracao.blogspot.com/"&gt;GdR&lt;/a&gt; a propósito da existência ou não de partidos políticos. Após ter lido os dois pontos de vista expressos creio que talvez seja possível chegar a um consenso entre eles. Como todos nós sabemos existe hoje em todos os países europeus, em maior ou menor grau, uma crise de representação devido ao facto de esta ter sido usurpada pelos partidos que se tornaram autênticas agências de sinecuras e que limitam a participação na gestão da res-pública aos cidadãos. A própria democracia tendo em conta que, por definição, é representativa transfere automaticamente e na totalidade para os partidos o monopólio da nomeação dos cargos políticos o que, ainda para mais, é um excelente factor de tráfico de influências. Ao procurar-se estabelecer-se uma autêntica representação da diversidade da Nação, naturalmente dentro do respeito e na procura do Bem comum como referiu o &lt;a href="http://lusavoz.blogspot.com/"&gt;Corcunda&lt;/a&gt;, tem que haver representação de todos os corpos (associações, municípios, sindicatos) e aos quais se poderão juntar os partidos. Partidos que, neste caso, mais não serão do que associações, devendo ser colocadas num plano de igualdade com todas as outras, e cujos membros partilham, por exemplo, uma determinada concepção da organização económica do país e nunca agências de empregos. Isto para evitar o que temos actualmente em que os partidos detêm o monopólio da representação politica. Neste caso em que os partidos estão cerceados não vejo porque não possa ser possível a sua existência visto que não estamos a questionar a Nação nem a sua integridade mas apenas a dar voz a uma sensibilidade. Todas estas associações se encimadas pelo “Pendão real”, como diria Luís de Almeida Braga, não poderão, em princípio, ficarem donas da res-pública. Penso que dentro destes parâmetros talvez seja possível compatibilizar os dois pontos de vista. Se disse alguma asneira o amigo &lt;a href="http://lusavoz.blogspot.com/"&gt;Corcunda&lt;/a&gt; corrigir-me-á.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-6854367933574571611?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/6854367933574571611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=6854367933574571611&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6854367933574571611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/6854367933574571611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/04/partidos-e-patidocracia.html' title='Partidos e patidocracia'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-3252675858629167003</id><published>2007-04-14T12:23:00.000+01:00</published><updated>2007-04-14T12:27:33.564+01:00</updated><title type='text'>O dito por não dito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Soube ontem que o social-democrata Cavaco Silva, que preside a esta república, durante uma visita à Estónia manifestou o seu desagrado perante a eventual realização dum referendo à “Constituição europeia”. Após se ter manifestado em tempos pela realização do mesmo até porque, como disse, essa era uma promessa eleitoral e que deveria ser respeitada para não descredibilizar ainda mais a classe política, vem agora dar o dito por não dito não vá o diabo (entenda-se o “povo soberano”) tecê-las. Estes democratas sempre me divertiram e no fundo são bem a imagem da fraude democrática. O tão referido “povo” só interessa quando vota como convém. Quando se trata de eleições normais em que os candidatos são previamente escolhidos pelos directórios da partidocracia nada há a temer, mas no caso de um referendo esse “&lt;em&gt;enfant terrible&lt;/em&gt;” do povo é imprevisível, daí o interesse em banir o refendo. Ficaram escaldados com os exemplos francês e holandês. Lembro-me de quando por sugestão Lionel Jospin e António Guterres Bruxelas aplicou sanções à Áustria por esta ter no seu governo membros dum partido dito de extrema-direita. Confesso que me diverti quando Jospin foi banido das presidenciais francesas em 2002 por Le Pen.&lt;br /&gt;Que terá esta sinistra construção europeia de tão apelativo para os políticos, e tão pouco para os eleitores ao ponto de os primeiros estarem dispostos a todas as manigâncias para a conseguirem? Trata-se a meu ver de processo clássico de centralização de poderes, anti-subsidiário e, por isso mesmo, jacobino. Roubar poder às bases e por as massas a delirar com grandes discussões metafísicas que não levam a nada porque, como já disse, os representantes a eleger são previamente escolhidos. Concomitante a este fenómeno é o exponencial aumento da despesa pública, como nós sabemos cá em Portugal, o que levará inevitavelmente à criação de um “monstro” europeu que devorará a própria Europa, tal como o Estado cá em Portugal está a devorar todo o tecido económico devido ao aumento constante da carga fiscal. Quanto à “construção europeia” confesso que estou optimista que a mesma acabará inevitavelmente por soçobrar porque, entre outras razões, a situação “pré-vulcânica” da França, que é um autêntico barril de pólvora, não confere a estabilidade política necessária à continuação do mesmo. Depois do que se passou neste país não creio que o próximo presidente francês ouse tentar fazer passar a “constituição” no parlamento e, em caso de novo referendo, o eleitorado recusá-la-á novamente. A juntar a isto o facto, mais do que provável, que a França venha a conhecer fortes surtos grevistas que a irão bloquear economicamente logo que o governo do próximo presidente comece a tentar fazer algumas das tão necessárias como proteladas reformas que o regime no fundo não permite fazer. Fiquemos, pois, descansados que a “&lt;em&gt;socialist wonderland&lt;/em&gt;” (como lhe chamam no blog euro-céptico britânico “&lt;em&gt;The road to euro-serfdom&lt;/em&gt;”) acabará por se estatelar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-3252675858629167003?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/3252675858629167003/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=3252675858629167003&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3252675858629167003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3252675858629167003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/04/o-dito-por-no-dito.html' title='O dito por não dito'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8192113625984630981</id><published>2007-04-12T02:19:00.000+01:00</published><updated>2007-04-12T02:24:15.192+01:00</updated><title type='text'>Infanticídio pré-natal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tal como era previsível Cavaco Silva promulgou anteontem a autorização de extermínio de inocentes a pedido da mãe até às 10 semanas vindo assim a dar mais um rombo na ilusão daqueles que ingenuamente pensaram que finalmente tínhamos um presidente de “direita”. Os exemplos têm sido vários desde a promulgação da lei da “Procriação medicamente assistida”, a forma como comemorou o golpe de Estado do 5 de Outubro imitando o socialista Jorge Sampaio, a aprovação da “Lei da Nacionalidade”, a estúpida “Lei da paridade” que é um insulto às mulheres portuguesas e agora esta hedionda lei do aborto fazendo “ouvidos de mercador” a todos os pedidos para que a vetasse. Cavaco enganou muito boa gente, entre a qual tenho alguns bons amigos, ao jogar no dúbio e fazer crer que era uma de uma certa cor política, que o seu historial poderia levar a pensar, quando na realidade era o “candidato oficioso” do PS, como o facto de ter por mandatário da campanha o mesmo de Sampaio deixava antever. A preocupação por ele manifestada de que se mostrasse uma ecografia à mulher grávida que pretende abortar parece-me uma tentativa fruste acalmar a ira dos defensores do “não”. Ocorre-me, neste momento, o exemplo notável do antigo monarca belga, o Rei Balduíno, que abdicou por um dia para não ter de assinar uma sentença de morte semelhante que violentava a sua consciência de católico. Só para que conste.&lt;br /&gt;Onde está aquela Nação Fidelíssima que foi grandiosa porque espalhou a Boa Nova pelos quatro cantos do mundo e que hoje se vê reduzida a ter por “desígnio nacional” ganhar um campeonato europeu de futebol e assassina os seus próprios filhos? Paz à tua alma, Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8192113625984630981?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8192113625984630981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8192113625984630981&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8192113625984630981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8192113625984630981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/04/infanticdio-pr-natal.html' title='Infanticídio pré-natal'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-1871708701436841096</id><published>2007-04-12T00:12:00.000+01:00</published><updated>2007-04-12T00:16:21.463+01:00</updated><title type='text'>Os falsos amigos dos imigrantes</title><content type='html'>A recente polémica do cartaz do partido nacionalista ao qual os duplamente fedorentos “Gatos” ripostaram com outro cartaz ainda mais estúpido veio reacender uma polémica recorrente nos países de acolhimento quanto à compreensão do fenómeno migratório e às formas de o gerir. Se é certo que, por um lado, os países ocidentais devido à quebra da taxa de natalidade e da desconexão entre os sistemas de ensino e as reais necessidades de mão-de-obra do mercado de trabalho, precisam cada vez mais de trabalhadores manuais, por outro, tal não significa que devam aceitar sem qualquer critério toda e qualquer pessoa que lhes “bata à porta”. Com que direito é que se decreta que a decisão de se instalar num país decorre unicamente de uma das partes envolvidas (o imigrante) sem que o país receptor tenha uma palavra a dizer sobre o assunto? Fazê-lo é levar um país a abdicar da sua soberania sobre o seu território, lançar os imigrantes em situações precariedade o que os torna presas fáceis de patrões sem escrúpulos, como já se verificou várias vezes, e levar à diluição da identidade nacional do país de acolhimento. Para completar o quadro, e na boa tradição totalitária da esquerda acusam-se de racistas, xenófobos e fascistas todos os que ousam questionar esta política. A ideia de que somos obrigados a aceitar todos os que se apresentarem à nossa porta parte do pressuposto de que ao fazê-lo nada mais estamos a fazer do que expiar os nossos “pecados” coloniais. Isto cheira-me um pouco a terceiro mundismo, logo a marxismo, que tem por objectivo isentar de responsabilidades os regimes cleptocratas instalados em muitos países africanos após a saída dos europeus e permitir-lhes viver á custa dos donativos ocidentais. Tudo isto com a cumplicidade de muitos governos ocidentais cujos membros, por vezes, fazem excelentes negócios de venda de armas para esses países. Ninguém duvida que a África é hoje, de um modo geral, muito mais pobre do que há 30 ou 40 anos. Basta pensarmos nas nossas ex-colónias. São vítimas, não do colonialismo, mas sim da descolonização e do pomposamente anunciado “direito dos povos à autodeterminação”, isto é, o direito dos governos a fazerem o que muito bem entendem com as suas próprias populações.&lt;br /&gt;Uma frase que me desagradou particularmente no cartaz dos “Gatos” foi “O nacionalismo é parvoíce”. Desde quando amar o seu país, respeitar a memória dos seus antepassados e assegurar o seu futuro é “parvoíce”? Esta frase recorda-me um texto que acabo de ler, graças ao amigo Corcunda, retirado do site da revista norte-americana “&lt;em&gt;The Intercollegiate Review&lt;/em&gt;” intitulado “&lt;em&gt;Terrorism and the intellectuals&lt;/em&gt;” de Donald Kagan e onde se pode ler “Estes ataques tão em voga ao patriotismo são, afinal de contas, falhas de carácter. Eles são feitos por “meninos mimados” que usufruem de todos os benefícios oferecidos pelo país de que troçam e que detestam – as suas oportunidades, a sua liberdade e a as suas riquezas – mas a quem falta a decência para lhe prestarem o respeito e a honra devidas. A honra, de resto, é um dos objectos da sua troça”. Creio que estas palavras se aplicam perfeitamente a esses pobres coitados desses “Gatos” a quem uma estadia prolongada num PALOP, por exemplo, talvez fizesse bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-1871708701436841096?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/1871708701436841096/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=1871708701436841096&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1871708701436841096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/1871708701436841096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/04/os-falsos-amigos-dos-imigrantes.html' title='Os falsos amigos dos imigrantes'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2310552490303032041</id><published>2007-03-29T12:18:00.000+01:00</published><updated>2007-03-29T12:23:20.921+01:00</updated><title type='text'>“La Blanche Hermine”</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/Rguhgc3F-PI/AAAAAAAAAFs/Uyk28XOPlqo/s1600-h/lablanchehermine.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/Rguhgc3F-PI/AAAAAAAAAFs/Uyk28XOPlqo/s400/lablanchehermine.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047305386273929458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em resultado de contactos, quer por e-mail, quer telefónicos, com amigos monárquicos franceses legitimistas da Bretanha tenho recebido regularmente este pequeno jornal bi-mensal. “&lt;st1:personname productid="La Blanche Hermine" st="on"&gt;La Blanche Hermine&lt;/st1:personname&gt;” contem artigos interessantes sobretudo de carácter histórico que dizem respeito aos trágicos acontecimentos revolucionários no Oeste de França (Bretanha e a Vendeia) onde, como se sabe, ocorreram os piores massacres de milhares de civis inocentes por parte da I República francesa que felizmente foi de curta duração. As brigadas que se bateram heroicamente contra as “Colonnes infernales” da República receberam o nome Chouanerie do termo “chouan” (coruja) visto que os seus membros imitavam o seu ruído como forma de comunicar entre eles sem serem detectados. Os legitimistas festejaram recentemente o nascimento da Princesa Eugénie de Bourbon filha do Duque e da Duquesa d’Anjou. Além disso traz artigos sobre a actualidade nacional francesa, da região e internacional. Neste último número há mesmo um artigo a falar do nosso recente referendo para a liberalização do infanticídio pré-natal que retrata bem o que se passou no nosso país e a marcha impiedosa das “forças do progresso”. Num país tão descristianizado como é a França, e não só, um pequeno jornal como este é algo de precioso e inestimável porque representa um núcleo de resistência ao tumor jacobino e maçónico que destrói a alma daquela que em tempos foi a “Filha dilecta da Igreja”. Para mim que estou muito habituado a lidar com franceses e conheço bem a sua mentalidade e tendência para a arrogância falar com estes monárquicos é falar com uns franceses estranhos na medida em que, contrariamente ao francês “comum”, aceitam críticas em relação à França e vêem-na tal como ela é visto não estarem contaminados pela ideologia do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;António Bastos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2310552490303032041?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2310552490303032041/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2310552490303032041&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2310552490303032041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2310552490303032041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/03/la-blanche-hermine.html' title='“La Blanche Hermine”'/><author><name>SRA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/Rguhgc3F-PI/AAAAAAAAAFs/Uyk28XOPlqo/s72-c/lablanchehermine.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-8225890515686944027</id><published>2007-03-26T04:41:00.000+01:00</published><updated>2007-03-26T04:47:24.768+01:00</updated><title type='text'>O boy socialista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Convidado por um amigo, agente de viagens, participei numa viagem ao Porto e ao concelho de Matosinhos inserido num grupo de profissionais deste ramo. Uma das actividades que constavam do programa era uma palestra dada pelo referido boy, detentor de um importante cargo na Câmara Municipal desta última localidade. Este fez-se deslocar no habitual Volvo, tão ao agrado desta casta, e conduzido por um chofer, ambos generosa e gratuitamente colocados ao seu serviço pelos contribuintes para que, aqueles que com tanto “engenho e arte” os servem, sejam aliviados das agruras de tal múnus. A conferência, interessante, foi a propósito do potencial turístico gerado pelas obras dos grandes arquitectos, da “gauche caviar” (confesso que não gosto muito desta expressão gaulesa porque a considero um pleonasmo), nos referidos concelhos. Falou-se inevitavelmente do “meteorito”, isto é, a Casa da Música como lhe chamou a Maria Filomena Mónica, e que segundo ele nos comunicou custou a bagatela de 250 milhões de euros, mais do que a “mastaba” de Cavaco Silva (qual Ramsés II!), isto é, o CCB. No final, e de uma forma algo tímida e pseudo ingénua, acerquei-me do boy para lhe perguntar se sabia qual o montante inicialmente previsto para a construção, ao que este me respondeu que foi mais do que o previsto, procurando assim furtar-se a uma questão que aparentemente lhe causava algum incómodo. Voltei então à carga pedindo-lhe números mais exactos, ao que ele me respondeu: “cerca de 100 milhões de euros!” Perante a minha expressão de pseudo espanto, visto que já tinha uma ideia da “derrapagem”, disse-lhe: “se as empresas privadas fossem geridas assim que seria de nós!”. Ele confessou, então, compreender a má imagem que todas estas obras têm perante a opinião pública mas garantiu-me que estava a ser feito um esforço de contenção…Explicou-me todavia que tal derrapagem se deveu à quantidade de betão utilizada ter sido muito superior à inicialmente prevista. Não serão as clientelas (construtores e empreiteiros e indirectamente a partidocracia) a recompensar habitualmente neste tipo de obras emblemáticas do regime, o betão a que se fere o nosso boy?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-8225890515686944027?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/8225890515686944027/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=8225890515686944027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8225890515686944027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/8225890515686944027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/03/o-boy-socialista.html' title='O boy socialista'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-2223100751408304799</id><published>2007-03-21T23:44:00.000Z</published><updated>2007-03-22T00:03:14.213Z</updated><title type='text'>Colecção de repúblicas?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acabo de saber que a candidata presidencial francesa, Ségolène Royal, propôs recentemente a criação de uma VI República em França o que não deixa de ser caricato tendo em conta um regime que, para além de ir já na sua quinta versão, se auto considera o “&lt;em&gt;State of the art&lt;/em&gt;” das instituições políticas. As propostas da candidata fazem-me pensar numa canção italiana, creio que dos anos 60, que começava “Parolle, parolle, parolle….” Será que essa senhora, cuja colossal vacuidade mental é assustadora, sabe do que fala ao referir-se a uma hipotética VI República? Quanto tempo mais vai a França fazer colecção de repúblicas? Até chegar à VII, ou VIII, ou à IX, “&lt;em&gt;tant qu’à faire&lt;/em&gt;”? A França já esgotou todas as formas possíveis de república, inclusive o presidencialismo puro durante a II República (1848-1852) e que tornou possível o auto-golpe de Estado de Napoleão III. Invoca-se por vezes, lá como cá, o mito do presidencialismo, esquecendo-nos de que este apenas tem funcionado nos Estados Unidos num contexto politico totalmente diferente do da Europa. Desde a queda da Monarquia a França não mais conseguiu reconhecer-se numa instituição legítima. A França tem, acima de tudo, uma profundíssima crise de regime e, com ela, de toda uma série de mitos jacobinos que lhe são consubstanciais e que a queda do Muro veio por em cheque e mesmo a condenar inevitavelmente ao colapso. O grande drama da França e de grande parte dos franceses é o de reconhecer que aquelas instituições, sobre as quais lhes é dito e incutido na escola desde a mais tenra idade que são as melhores do mundo, são na realidade um rotundo fracasso e acima de tudo, mas não só, uma forma institucionalizada de saque aos contribuintes. É isto a “République à la française” e, já agora, também à portuguesa. Isto num país que se considera um modelo, devendo por isso ser olhado pelos outros e não olha-los, é muito difícil de engolir. No fundo o dilema que se coloca à França é simples: ou o regime ou a França. Acredito que, no imediato, não seja a esta a questão que está em cima da mesa mas ela acabará por colocar-se dentro de relativamente pouco tempo quanto mais não seja devido à sua monstruosa dívida pública que já absorve 66% do PIB. Há um livro excelente que li no ano passado e que se chama “&lt;em&gt;La république une affaire française&lt;/em&gt;” de Chantal Delsol que retrata muitíssimo bem toda a problemática associada ao regime e como este necessita de se reestruturar respeitando o princípio da subsidiariedade, isto é, evoluir para uma forma mais federal, o problema é que isto é incompatível com o regime actual. Além disso a França precisa de fazer uma psicanálise do seu passado. A história está a prestar homenagem a um dos mártires da Revolução: Luís XVI. O Evangelho do passado Domingo falava-nos da Parábola do Filho Pródigo creio que há algo de “filho pródigo” nesta França que, à semelhança deste, começa a estar farta de “chafurdar no lodo e de comer com os porcos”, quando é que ela decidirá “regressar à casa do Pai”? Quem será a personalidade, ou personalidades, e com que legitimidade, para encetar esse regresso? O problema é que não há nada mais difícil no homem do que reconhecer os seus erros, tanto mais que estes duram há já 200 anos (exceptuando o curto período da Restauração monárquica entre 1815-48 com Luís XVIII, Carlos X, o último Rei legítimo, e de 1830-48 com o usurpador Luís Filipe D’Orléans). Sigamos, pois, com interesse as cenas dos próximos capítulos até porque esta o que vier a acontecer terá consequências nos aspectos mais variados quer internos da França, quer externos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-2223100751408304799?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/2223100751408304799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=2223100751408304799&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2223100751408304799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/2223100751408304799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/03/coleco-de-repblicas.html' title='Colecção de repúblicas?'/><author><name>António Bastos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14990541343691884830</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-902355298921349456</id><published>2007-03-14T17:45:00.000Z</published><updated>2007-03-14T18:03:13.495Z</updated><title type='text'>O quebrar dos “nós e dos laços” ou como se dilui um país</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.unbehagen.com/globalartists/media/chain.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://www.unbehagen.com/globalartists/media/chain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O post do &lt;a href="http://lusavoz.blogspot.com/"&gt;Corcunda&lt;/a&gt; intitulado “&lt;a href="http://lusavoz.blogspot.com/2007/02/ptria-no-condicional-no-telejornal-da.html"&gt;A Pátria no condicional&lt;/a&gt;” suscitou-me várias ideias que pensei escrever na caixa de comentários mas que bem vistas as coisas têm matéria suficiente para escrever um post. Lamento só agora o fazer mas não me foi possível mais cedo. Aqui está ele.&lt;br /&gt;Infelizmente não é só a relação com a pátria que é colocada no condicional, mas todas as nossas relações. Num mundo hedonista tudo aquilo que não nos traz qualquer prazer, ou vantagem e que implique sacrifício, é imediatamente afastado. Porque perdemos a Fé, perdemos a Esperança daí que nada mais justifique o nosso sacrifício, ou esforço. Para melhor compreendermos a mudança que se operou na percepção que temos da Nação, há que ter presente que a nação surge, aqui na Europa, como expressão politica de uma comunidade religiosa, sendo a existência desta a condição sine qua non para esta se poder formar. Repare-se que esta entidade não tem, nem nunca teve, equivalente no mundo islâmico devido à estrutural incapacidade do Islão de separar o político do religioso. O problema de hoje na Europa com a total separação das duas esferas, devido à Revolução Francesa mas cuja génese remonta ao séc. XVI com a Reforma e a progressiva secularização das sociedades, é que as nações europeias se estão a diluir. O sinistro projecto, eufemisticamente denominado “Construção Europeia”, é o corolário de todo este processo no qual se tenta apagar da nossa memória colectiva toda a noção de pertença histórica. Como nos diz Pierre Manent no seu excelente livro “La raison des nations” falando a propósito do seu país, a França, mas que se poderia aplicar ao nosso, e passo a cita-lo: “Nós esquecemo-nos de que a criação do Estado neutro e laico pressupõe a existência anterior de uma nova comunidade sagrada, a nação precisamente. O Estado só pôde tornar-se neutro se, por sua vez, a nação francesa se tivesse tornado para a grande maioria dos cidadãos a “comunidade por excelência”, sucedendo assim à Igreja. Para que o Estado laico se tornasse possível, era necessário que “a França” tivesse substituído “a França católica”. (....)&lt;br /&gt;O Estado laico não pode sobreviver ao Estado-nação. A sua neutralidade assenta na sua “transcendência”, e esta deriva do facto de ele ser o instrumento, o “braço secular”, da nação. A nação uma vez abandonada como comunidade sagrada, é o Estado laico que por sua vez é laicizado não sendo mais do que um dos vários instrumentos de governação cujo empilhamento eu já descrevi anteriormente. As comunidades até aí subordinadas à nação começam a separar-se e aspiram a governar-se a elas próprias”. Através das sábias palavras de Pierre Manent apercebemo-nos bem da tragédia a que estamos condenados se não fizermos tábua rasa de todo este veneno do laicismo que seca a “seiva” das nações estiolando-as, impedindo-nos de transpor a Esperança da comunidade cristã para o Estado laico o que acarreta o seu desmoronamento. Também Tocqueville na II parte do I livro da “Democracia na América”, no capítulo VI, ao falar-nos no espírito público nos Estados Unidos diz: “Existe um amor pela pátria que tem a sua origem no sentimento espontâneo, desinteressado e indefinível, que liga o coração do homem ao lugar onde nasceu. Este amor instintivo confunde-se com o gosto pelas tradições, o respeito pelos antepassados e a memória do passado. (…) Frequentemente este amor pela pátria é exaltado pelo fervor religioso, e nesse caso é capaz de prodígios. Ele próprio é uma espécie de religião: não se explica, sente e age.” Vemos também por estas palavras de Tocqueville que o substrato religioso é fundamental para cimentar um país. Podemos afirmar que todo este processo de descristianização da Europa, resultado da Revolução Francesa, filha do Iluminismo, é concomitante com a expansão da democracia e por esta acelerada. Tocqueville explica-nos, como só ele o poderia fazer, como é que a democracia ao destruir os laços sociais e facilitando a atomização igualitária da sociedade (expressão de Hannah Arendt) leva os homens a “uma incredulidade instintiva pelo sobrenatural” (Cap. II de, “De la Démocratie en Amérique II) tanto mais que estes, no mundo democrático, “apenas estão ligados por interesses e não por ideias” (Ibidem Cap. I). O complemento natural, e um dos seus artificies como lhe chama Pierre Manent, desta terrível máquina produtora de igualdade de pensamento, que é a democracia, é naturalmente o “Estado-providência” que ao garantir os mesmos direitos e regalias a todos os cidadãos os desresponsabiliza perante os seus semelhantes, nomeadamente os seus familiares, e os leva a considerarem-se apenas titulares de direitos sem quaisquer deveres. Esquecemo-nos de uma coisa tão simples e tão cristã: praticar a caridade, que é algo que começa em casa. No fundo este “Estado-providência” é um magnífico instrumento de “despotismo democrático”, para usar a expressão de Tocqueville. Perante isto, pergunto, que há de surpreendente no facto de se colocar “A Pátria no condicional”, bem como todas as restantes relações humanas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;António Bastos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-902355298921349456?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/902355298921349456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=902355298921349456&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/902355298921349456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/902355298921349456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/03/o-quebrar-dos-ns-e-dos-laos-ou-como-se.html' title='O quebrar dos “nós e dos laços” ou como se dilui um país'/><author><name>SRA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-5255615217689158580</id><published>2007-03-06T21:30:00.000Z</published><updated>2007-03-06T21:37:29.782Z</updated><title type='text'>Os intolerantes da “tolerância”</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/343/image002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/343/image002.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b style="font-family: georgia;"&gt;“Quem diria que a tolerância também possui os seus fanáticos?”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;, Malesherbes&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Assisti há alguns dias na RTP2 a um programa intitulado, se não me engano, “Sociedade civil”, para cuja transmissão tinha sido alertado. O dito programa propunha-se fazer um autêntico “Auto-de-fé” do incorrectamente chamado “Antigo Regime” (II República). A necessidade de o fazer prende-se com o estranho comportamento de alguns “saudosistas”, e por isso “tarados”, que votaram naquele “sinistro ditador”, António de Oliveira Salazar, chegando mesmo ao desplante de o colocar numa posição folgada na dianteira. No programa participaram, para além da entrevistadora, três entrevistados entre os quais se contava o historiador “oficial” do regime, Fernando Rosas. O programa além disso, e por inerência, tinha o “mérito” de vangloriar a actual III República na qual corre leite e mel, a corrupção não existe ao contrário do “antigamente”, e cujo crescimento tem assentado no investimento em “capital humano” só possível pela excelência do nosso ensino tão invejado pelos nossos principais parceiros económicos e citado pela OCDE como O modelo. Aliás um das críticas feitas no programa ao regime diziam respeito ao sistema de ensino que aquelas “luminárias” classificaram de elitista, o que é um enorme elogio diga-se de passagem. Será que esses autênticos imobilistas não compreendem que ao baixar-se a “fasquia” no ensino, devido aos mitos igualitários, se está a impedir a ascensão social de quem tem mérito, a desvalorizar os diplomas e as profissões manuais, e a criar a ilusão de mobilidade social, logo, a gerar frustrados? &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Ocorre-me a afirmação de Saint-Just “Os infelizes são o poder da  terra!”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;. Foi isso que se fez, em grande medida, no pós 25 de Abril. O programa terminou em apoteose com uma psicóloga, “soixante-huitarde”, que criticava a necessidade de autoridade e de as crianças obedecerem aos pais. Creio que lhe faria bem uma estadia numa daquelas periferias problemáticas de Paris ou Marselha, ou num dos bairros de onde são oriundos os hooligans &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;st1:personname style="font-family: georgia;" productid="em Inglaterra. Este" st="on"&gt;em  Inglaterra. Este&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; nojento programa de propaganda é bem a imagem deste regime que se auto-considera dotado de todas as virtudes (incluindo a tolerância, que é um dos termos mais abastardados da actualidade) e eximindo-se porém da necessidade de as comprovar, e não concedendo a ninguém a possibilidade de servir de “advogado de defesa” do “condenado”. O problema é que perante o cada vez maior degradar da situação no nosso País este discurso “pega” cada vez menos, daí o desvario que o regime demonstra e a necessidade de recorrer a estas encenações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;António Bastos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-5255615217689158580?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/5255615217689158580/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=5255615217689158580&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5255615217689158580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/5255615217689158580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/03/os-intolerantes-da-tolerncia.html' title='Os intolerantes da “tolerância”'/><author><name>SRA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-3273963824619392010</id><published>2007-03-03T19:45:00.000Z</published><updated>2007-03-04T23:12:25.554Z</updated><title type='text'>Portas abertas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/RenVGRU7LXI/AAAAAAAAAFY/l3sch0TDr4Y/s1600-h/portugaldef2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/RenVGRU7LXI/AAAAAAAAAFY/l3sch0TDr4Y/s200/portugaldef2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5037791961897708914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Paulo Portas é um homem de poder, para o poder e pelo poder. Não é novidade que quer, como sempre quis, fazer do CDS um partido que tome o espaço político do PSD. Aquela classe média de que Portas sempre falou gosta do poleiro que os laranjas lhe oferecem porque, quer queiramos quer não, a matriz ideológica social-democrata pouco interessa àquela estrutura partidária. Dirão alguns que são de centro-esquerda, outros de centro, ainda outros de centro-direita e, poucos mas significativamente alguns, de direita... enfim, moderada. É a salganhada que o PSD alberga, fruto desse arrivismo que proporciona, que o CDS do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paulinho das Feiras&lt;/span&gt; quer atingir. Ele sabe, como ninguém, que o PSD é o grande entrave de uma certa direita.&lt;br /&gt;O homem tem porte, presença e imagem. Ninguém lhe tira o mérito do protagonismo que lhe têm oferecido nos últimos dias. Tudo de bandeja, como se tivesse chegado a manhã de nevoeiro. Sobretudo, Portas tem o estilo que escasseia nos poucos que em Portugal resistiram à loucura da ideia social do estado, à esquerda das garantias desresponsabilizantes do individuo e descaracterizantes da base moral. Em certa medida, Portas é quem consegue, bem ou mal, associar tamanha vontade de governar com tão persistente oposição a todos os clichés abrilinos do Portugal moderno.&lt;br /&gt;A grande questão que tem que se colocar, sob pena de não compreendermos nunca o que move a atitude do lider centrista, é a de clarificar se o populismo que Portas cultiva serve a causa ou as pessoas da causa. E nada será de estranhar numa sociedade em que passam já 32 anos de camuflagem de intenções. É que a boa vontade esconde, por vezes, a execução do seu contrário. Normalmente, suplanta-se Portugal.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-3273963824619392010?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/3273963824619392010/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=3273963824619392010&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3273963824619392010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3273963824619392010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/03/portas-abertas.html' title='Portas abertas'/><author><name>SRA</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__cpZi-PHPMU/RenVGRU7LXI/AAAAAAAAAFY/l3sch0TDr4Y/s72-c/portugaldef2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32190327.post-3715956543587480139</id><published>2007-02-25T22:05:00.000Z</published><updated>2007-02-25T22:17:03.144Z</updated><title type='text'>Os “Vitais” Moreira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://agualisa.blogs.sapo.pt/arquivo/foto%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 98px; height: 109px;" src="http://agualisa.blogs.sapo.pt/arquivo/foto%5B1%5D.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://les.guillotines.free.fr/robespierre.gif"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 90px; height: 109px;" src="http://les.guillotines.free.fr/robespierre.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/images/hitler_adolf.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 77px; height: 109px;" src="http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/images/hitler_adolf.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.vidaslusofonas.pt/alvaro_cunhal13.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 80px; height: 109px;" src="http://www.vidaslusofonas.pt/alvaro_cunhal13.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O amigo &lt;a href="http://luzavoz.blogspot.com/"&gt;Corcunda&lt;/a&gt; num dos seus posts recentes falava do futuro da Igreja em Portugal a propósito dos comentários do totalitário Vital Moreira (órfão de Lenine, Goebbels da III República e émulo de Afonso Costa) à derrota do “Não” no recente referendo à liberalização do infanticídio pré-natal. Tal post levou-me a reler uma entrevista antiga (1979) de Jean-François Revel a Bernard-Henri Lévy a propósito de um livro que este último acabava de publicar intitulado “O testamento de Deus”. O livro é de uma enorme actualidade perante estes ataques à Igreja, que é e será sempre O garante da nossa liberdade. A atitude de Vital Moreira como a de muitos outros como ele é a de não reconhecer que os erros desse laicismo, que é uma forma de paganismo como o marxismo, estão na génese do fenómeno totalitário, que é sempre precedido por uma tentativa de erradicar a tradição judaico-cristã e monoteísta. Há, a esse propósito, na entrevista uma frase que gostaria de citar e que é bem reveladora das consequências do laicismo: “Nós nunca fomos tão pouco livres como desde que deixamos de acreditar. É a descoberta que com Dostoiesvski fez toda a literatura moderna. Se já não há pecado é a alma que é o crime. Se já não há Redenção é a vida que é a expiação.” Confesso que quando leio isto me falta um pouco o ar e que tenho vontade de me prostrar diante do Santíssimo e adora-lO. O que fazem todos os “Vitais Moreira” (de Robespierre a Mao passando por Hitler e Staline) é desviar em seguida a Fé em Deus para os “bezerros de ouro” do paganismo que por aí abundam: o Estado, a Maioria, o Partido, a Natureza ou o Romantismo. Num fundo são um bando de fariseus que choram lágrimas de crocodilo perante as vítimas da República Nacional-Socialista Alemã (as dos gulags não eram humanas! Como tal não se incluem no tão politicamente correcto “dever de memória”) mas não lhes ocorre tentar compreender quais as filosofias que levaram aquele macabro resultado. Um pouco como se alguém lamentasse a morte de alguém por cirrose e continuasse a defender o consumo imoderado de álcool. O objectivo dos “Vitais Moreira” é transformar o Estado, neste caso a República, numa “Igreja” laica e ser ele a dizer o que é o Bem e o Mal, ou seja confundir as duas Cidades de que falava Santo Agostinho. Neste contexto a Igreja vai cada vez mais ficando condenada a ser uma simples caixa de ressonância do poder político e é a isto que cada vez mais, infelizmente, vamos assistindo. Cada vez que isto acontece, que há uma sobreposição das duas esferas ou Cidades, estamos perante o totalitarismo. Paz à tua alma, Portugal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32190327-3715956543587480139?l=oestadodotempo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/feeds/3715956543587480139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32190327&amp;postID=3715956543587480139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3715956543587480139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32190327/posts/default/3715956543587480139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://oestadodotempo.blogspot.com/2007/02/os-vitais-moreira.html' title='Os “Vitais” Moreira'/><author><name>António Bastos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
