29.12.06

Tudo e nada - a religião do Estado

A laicidade é uma opressão igualitarista. Há quem não considere as partes do todo, quem não distinga as parcelas da totalidade.
É por isso que Cristo incomoda na secretária de uma repartição pública. Entender-se-ia ser uma parcela do bolo nacional, ali representada. Mas não, para a laicidade um presépio não pode invadir o Estado para não quebrar a falsa harmonia igualitária. E pensar que os Estado laico somos nós, e que nós não somos todos iguais... ou não será esse o "principio" da tão proclamada tolerância?
A contradição só pode ter consequências directas de anulação, quer da diferença quer do carácter público. Se o Estado não a assume, perde-se o pressuposto nacionalizador... ou pelos visto não!
A utopia tem destas coisas: destrói-se a si própria, mas engana até ao último momento. Entretanto, anulam-se as diferenças, contam-se as vítimas e o Estado é confessionalmente laico.

ps: já agora, aquela bandeira faz algum sentido num Estado laico?

2 Comentários:

Anonymous António Bastos disse...

De facto existe alguma incoerência nessa bandeira na medida em que, no escudo, existe um alusão às chagas de Cristo. O dramático nestes malditos laicismos (continuo a achar que é laicismo e não laicidade. Temos de esclarecer isto!) é que levam inevitavelmente, no fundo a intenção é essa, à dissolução de uma nação. O secar da "sua seiva"!
Um abraço caro amigo e até breve

11:19  
Blogger Simão dos Reis Agostinho disse...

Caro António
Brevemente escreverei dobre os dois termos - laicidade e laicismo. Imagina até que, para ajudar à "festa", a tal associação republicana, laica e laicista, me enviou um e-mail sobre o assunto! A lata tem destas coisas... penso eu.
Mais tarde darei conta de tudo aqui na barraca.
A propósito: um excelente 2007 para ti e para tua família. Que seja um ano repleto de graças.

forte abraço

15:26  

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