25.9.06

Da “teoria dos contrários”, 1ª prova da imortalidade da alma


2 e 3 não são contrários, mas têm na sua essência Ideias contrárias. No plano metafísico, o par é par e o impar é impar, não se admitindo mutuamente.
2 e 3, enquanto conjunto de dois ou conjunto de três, são apenas diferentes. Contudo, enquanto reflectores das Ideias de paridade e imparidade, respectivamente, contrariam-se pela incompatibilidade destes.
O mesmo para frio e quente, luz e escuridão, maior e menor, vida e morte…

Tomemos o exemplo: frio e quente.
Partamos pois do pressuposto de que são incompatíveis, já que nada pode ser simultaneamente frio e quente no mesmo tempo e no mesmo espaço. Assim sendo, os dois são contrários, mas que se dependem para ser. Como numa comparação, sabemos que algo é frio relativamente a algo que é quente. E se não tivéssemos a noção de quente, jamais teríamos a de frio.
O caso aclara-se na comparação entre maior e menor. Depreende-se facilmente que nada é maior ou menor que não seja relativamente a algo, por sua vez, menor ou maior, respectivamente.

Sócrates desenvolve, partindo desta conclusão, toda a teoria dos contrários como prova da imortalidade da alma. A vida gera a morte e a morte gera a vida, numa sucessão de gerações.

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