26.10.06

Da Moral e dos moralistas (II)

Ora, o contrário da sociedade ética e moral será, precisamente, a sociedade das éticas e das morais, enfim, dos moralistas. A balburdia da subjectividade da escolha individual.
Diz-me o bom raciocínio que, se num grupo de 10 pessoas nenhuma delas comungar da mesma escola de pensamento, torna-se impossível haver rumo comum. Nós, que somos 10 milhões (e outros tantos), com mais propriedade poderemos admitir que as possibilidades de visão e vivência moral aumentam exponencialmente.
Mas os povos não se fazem de um aglomerado de pessoas. Disso trata a anarquia. Para as nações tem que existir um sentido, quase profético, das razões do seu existir passado, presente e futuro. Há um objectivo de todos e para todos, comandado e deixado comandar, na observância de Valores mais altos do que aqueles que nos vêm à cabeça numa bela manhã solarenga. Existe, com toda a certeza, uma causa geradora e uma consequência a atingir. Sem isto não haverá, não poderá algum dia haver, o caminho percorrido que nos prometem nas vãs certezas da democracia portuguesa.
A questão do aborto inscreve-se, por isso mesmo, como uma das mais importantes batalhas pela preservação da Pátria. Dizer NÃO à barbárie do infanticídio é dizer SIM à Nação.

publicado no PELA VIDA

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