13.12.06

Adiante

Cavaco não se cansa de reclamar o incompatível. Ele sabe bem, muito bem mesmo, quais são as causas da falta de ética política. Sabe mas não diz, ou não quer dizer, para poder recorre sempre ao chavão democrático de que o sistema vigente é o melhor entre os maus.
Aproxima-se o centenário da implantação, a "comemoração" da república assassina. O necessário é esquecer isso - ou afirmar que há fins que justificam os meios - e os tenebrosos anos de um Salazar que ainda vence nas urnas mediáticas. Há que fazer balanços de 30 e tal anos (os oficiais, claro está), mostrar-se constantemente "disponível para o diálogo" e reclamar que nos "deixem trabalhar". Essa é que é a verdade.
E a desmotivação seria admissível da nossa parte depois de ouvirmos Dom Duarte na SIC Notícias. A apologia da alegria, daquela que nos faz amigos para sempre, e a desculpabilização - ou o joguete - de dizer que Cavaco age como rei, são motivos mais do que suficientes para desanimar. Mas se a convicção for a do princípio que norteia as nossas ideias, o nacionalismo indispensável que não se submete à convivência com a Portugalidade de maçons que admitem colocar a soberania a prémio, seguiremos confiantes de que a máscara cairá do rosto dos farsantes.

Custa-me esta complacência alinhada. Custa a todos! Pelo menos aos que anseiam o restabelecimento da orgânica real. Mas avancemos...

1 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

"Voltaire defendia as monarchias com a razão de que preferia servir um leão que tivesse nascido mais forte que elle, a ser devorado por cem ratos da sua especie".

«Farpas».

17:27  

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