16.11.07

Lido

Na recente edição d'"O Diabo" mais um belo artigo de Brandão Ferreira desta feita sobre as revoltas militares em Portugal. Nele se resume o essencial das revoltas militares em Portugal que, desde as invasões francesas e até à actualidade, nunca mais conheceu estabilidade política, visto que temos sido uma espécie de cobaias de instituições políticas que nos são espúrias, porque imbuídas de ideologia. No artigo há várias citações do séc. XIX e que são de grande actualidade o que de resto mostra bem a similitude entre a gangrena da partidocracia da monarquia constitucional e a actual, sendo naturalmente esta última ainda mais peçonhenta. Vou apenas citar uma delas que muito me agradou e que é de Ramalho Ortigão:
"Atolados há mais de um século no mais funesto dos ilogismos políticos, esquecemo-nos de que a unidade nacional, a harmonia, a paz, a felicidade e a força de um povo não têm por base senão o rigoroso e exacto cumprimento colectivo dos deveres de cidadão perante a inviolabilidade sagrada da família, que é a célula da sociedade; perante o culto da religião, que é a alma ancestral da comunidade; perante o culto da bandeira que é o símbolo da honra e da integridade pátria. Quebramos estouvadamente o fio da nossa História, principiando por substituir o interesse da Pátria pelo interesse do partido, depois o interesse do partido pelo interesse do grupo, e por fim o interesse do grupo pelo interesse individual de cada um."
É impossível ser mais claro do que se passa actualmente em que assistimos à agonia que tarda em terminar deste "cadáver adiado" que é esta maldita III República. Um artigo a ler este de Brandão Ferreira e que continua para a semana.

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