23.11.06

Dom Duarte e a Democracia (II)

Pronto, estou calmo.
Como já disse, estive ontem na apresentação do livro Dom Duarte e a Democracia. Custou-me, mas lá fui, levado pelo facto de estar em Lisboa e por alguma curiosidade. Afinal, era o pateta-alegre que ia fazer a apresentação...
Juntei-me a dois bons amigos monárquicos (quanto aos restantes que lá se encontravam, não sabia haver tantos em Portugal... onde andam eles escondidos, caramba?!) e sentei-me a meio do teatro. "A monarquia só o é se for democrática". Foi a gota de água do Manel, um ex-candidato à presidência da república e aventalado das grandes lojas, a valer-se do espaço mediático que lhe concediam e a conceder que alguns flashs fossem para Dom Duarte. Já não queria ouvir mais a patranha de que o regime não interessa face a uma certa concepção de portugalidade que, ao que parece, era comum (?). Como se a república e a monarquia não tivessem em si essa noção nacional, mais a segunda já que a primeira é a jacobina, dissolvente de pátrias.
Arrancaram-me do lugar para sentarem uma brasonada que nem me olhou na cara. Deve ter sentido algum receio de se dirigir a um rapaz de 22 anos de ténis. Mas foi um favor, proporcionaram-me respirar ar puro fora daquele raquitismo.

Mas vamos ao que interessa:
Diz o Miguel Castelo-Banco ter ficado animado com a ideia de referendo. Como pode ser possível, caro correlegionário, que se alegre com o plebiscito da soberania nacional? Não seria isso começar torto e jamais se endireitar? Ou seja, dar forma ao que estará oco?

(continua)

1 Comentários:

Anonymous Flávio Gonçalves disse...

Devia conhecer o Duque de Loulé, estou em crer que seria mais a seu gosto que este de Bragança...

14:52  

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