9.1.07

Abortar mata

Sentei-me no café, mexi o açúcar, puxei um cigarro e comecei a morrer... de raiva. Estava em frente à maquina de tabaco e lia em letras garrafais: "FUMAR MATA". O curioso é que acabei o cigarro, já fumei outros tantos e ainda estou vivo. E a raiva, essa era contra a hipocrisia estampada ali, lá fora e em toda a parte.
O grande problema da informação é confundir-se com publicidade, ou trocar o interesse público pelo do público. Mas daquela publicidade mais barata e baixa, da que tenta vender a todo o custo e usa técnicas tais que o cidadão (transformado em potencial cliente) não se apercebe de estar a ser ludibriado, enganado, manipulado. A política democrática que precisa de vender produto - perdão, fazer campanhas politico-publicitárias - percebeu a necessidade imposta pela lógica de mercado liberal. Trata-se de fisgar a pessoa, tenta-la a entrar na loja e obriga-la a comprar. Pelo meio, passam-se mensagens mais ou menos importantes, conforme o contexto, sempre de um parcialismo estupidificante.
O exemplo de "FUMAR MATA" é um entre milhares. Já se sabe que se fosse "FUMAR PODE PROVOCAR DOENÇAS MORTAIS" era informação a mais, ninguém lia, não assustava tanto... e portanto mente-se, para seguir a lógica civilizacional que se criou.
Ora, o caso do aborto é precisamente igual, mas ao contrário.

2 Comentários:

Anonymous joão ferreira dias disse...

vim só dizer olá. Em relação ao aborto temos posturas tão distintas que é melhor que cada qual fique na sua.

Abraço.

16:00  
Anonymous Anónimo disse...

www.kontraste.wordpress.com

(já que o blogger beta não guarda as informações)

16:01  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

Hiperligações para esta mensagem:

Criar uma hiperligação

<< Página inicial