31.1.07

Cinismos abortistas

Assisti ontem ao programa da RTP Prós e Contras cujo tema, como se sabe, era o próximo referendo do dia 11. O debate pareceu-me bastante interessante e, sobretudo, esclarecedor das verdadeiras motivações dos defensores do “sim”. Fiquei particularmente impressionado com a inteligência associada à perversidade e à perfídia do “Goebbels” da república, Vital Moreira, o que diz muito da formação e dos valores das elites deste regime, que é de génese criminosa e sanguinária. A forma exímia e cínica como subverte o sentido das palavras dos seus opositores é revelador de um espírito totalitário de alguém que no fundo continua a ser um comunista e que chegou ao requinte de comparar a licitude de se matar em legítima defesa com a de se matar um inocente no útero da mãe. Vital Moreira e outros defensores do “sim” referem que a não aprovação desta liberalização é um motivo de atraso para Portugal. Que triste noção de progresso, de um continente que é cada vez mais insignificante mundialmente. Não é por acaso que a maioria das pessoas que defendem o aborto são, ou estão próximas, do campo socialista, isto pela simplicíssima razão que a noção de eliminação física de seres humanos é algo de inerente às doutrinas socialistas de Marx, Engels, Bernard Shaw (que considerava que um estado socialista tinha o direito de matar todos os que não lhe fossem úteis), Lenine, Hitler, Staline, Mão, Pol Pot. No caso dos três primeiros defenderam-na no plano teórico e os outros praticaram-no como todos sabemos. A eterna justificação do aborto por razões económicas reveladora de uma indigência de argumentos, como o fez a Catarina Furtado, faz-me pensar na cena de uma mãe no hospital com a declaração de IRS na mão para poder abortar, ou então a instalação de pelotões de fuzilamento nos bairros de lata para erradicar o problema da pobreza (e de todos os outros dessas populações). Nesse aspecto o testemunho do rapaz, que foi educado numa instituição, e que teve a coragem de o dizer olhos nos olhos à Catarina, que nesse momento como a câmara o mostrou virou a cara para o lado, destruiu muito bem esse tipo de argumentação “boazinha” que nos evoca as boas razões do Hitler para executar os atrasados mentais. Finalmente saliente-se a FABULOSA intervenção do rapaz negro (peço desculpa por não me lembrar do seu nome) que foi de uma clareza e de um brilhantismo exemplares não deixando qualquer margem para dúvida com o que está em jogo e salientando sempre bem a importância de pensarmos nos DOIS seres que estão em jogo não podendo dar a um o direito de decidir levianamente sobre o direito à vida do outro.

1 Comentários:

Blogger Vanguardista disse...

O "argumento" económico é especialmente "divertido" porque, por norma, logo a seguir acrescentam: "e as ricas vão a Badajoz". Ora, se houvesse coerência, já não considerariam o aborto legitimo no caso das tais ricas que vão a Badajoz...

02:29  

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