11.9.07

Monarquia britânica

Falou-se recentemente da Princesa Diana a propósito do décimo aniversário do seu falecimento. Tal facto foi motivo para alguns debates na televisão do regime, sobre o tema “A Monarquia britânica modernizou-se com os acontecimentos da morte da Princesa?”, moderados pela “excelsa e inquestionável democrata”, Maria Elisa, não há muito regressada da capital britânica onde esteve a desfrutar de uma magnífica sinecura que todos nós contribuintes lhe oferecemos, e cujo “brilhantismo intelectual” todos podemos apreciar no seu desempenho como moderadora do programa “Grandes Portugueses”. Os intervenientes destes debates foram criteriosamente escolhidos de acordo com a ideologia dominante, tendo em conta que os ditos debates têm o intuito, mais ou menos velado, de denegrir a Monarquia Britânica e, indirectamente, tecer loas ao nosso “maravilhoso” regime tão moderno, democrático e progressista que tem o mérito de nos colocar à mercê da classe política visto que, contrariamente aos ingleses, e para mal dos nossos pecados o “soberano” somos nós. Independentemente daquilo que se possa dizer da Monarquia Britânica, que para mim monárquico está longe de ser o modelo do tipo de monarquia que desejo para Portugal na medida em que, entre outras razões, esta não constitui “un pouvoir social supérieur à tout les autres”, como dizia Tocqueville, ao, por exemplo, não poder impedir que o R.U. tenha a legislação mais liberal da Europa em matéria de infanticídio pré-natal, mas ela é, no entanto, um pilar essencial da identidade e da soberania britânicas. Pergunto: quem gostariam de ver na chefia do Estado aqueles que advogam a queda do regime no Reino Unido? Um antigo PM que fingiria não ter passado politico partidário tal como os nossos patéticos “reizinhos laicos”? E que funções teria esse hipotético presidente? Também exerceria aquela coisa vaga e difusa que nunca ninguém conseguiu definir chamada “magistratura de influência”? E a “Commonwealth” manter-se-ia unida? Será que aqueles que advogam semelhante dislate medem bem o alcance daquilo que dizem? Que tipo de modernização têm essas luminárias em mente? Queriam ver a Rainha a confraternizar com as massas nos “pubs”? Enfim, as imbecilidades habituais.

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