9.10.06

Cultivar a Morte

A entrevista intitulada “Direito à Morte”, acabada de passar no telejornal da SIC, não é ingénua. Para quem não viu, foi entrevistada uma mulher com cancro que reclama o “direito” a poder decidir sobre o terminus da sua vida.
A falta de ingenuidade denota-se em dois factores: a proximidade com o início da discussão pública sobre o aborto e a própria forma como a entrevista foi conduzida. Conceição Lino estava claramente com aquela mulher. Mesmo o nome da peça indiciava a solidariedade, partindo da afirmação e da defesa da opinião da entrevistada em vez de colocar a questão em aberto. Mas não, era uma declaração: “Direito à Morte”.

Como esta, muitas campanhas surgirão nos próximos tempos. Trata-se da mais elementar parcialidade do jornalismo nacional ao serviço da esquerda. Das iniciativas pela Vida nada dá conta, a não ser esta notícia no Correio da Manhã - que certamente estragou o pequeno-almoço ao cardeal de Lisboa.

Que a blogosfera não se cale nem se abstenha de participar nesta luta desigual, é o nosso dever.

2 Comentários:

Blogger maria disse...

O cultivo da morte tem vindo a ser implementado (comandado do exterior e imposto à força) no País desde o dia 26/4/74 - seguindo as normas dos países ditos desenvolvidos - sub-reptìciamente em todos os domínios da vida dos portugueses. Senão repare como desde esse dia se começou a mostrar à juventude como era óptimo ser-se modernaço e ser aceite 'pelo grupo' experimentando drogas, mostrando como até polítcos (que bravos!, que heróis!) e personalidades do espectáculo, conhecidas e admiradas de todos, já o tinham feito e estavam plenamente satisfeitas com o facto. Como desde essa altura e num crescendo que não mais parou, por processos
ínvios se tem incentivado melìfluamente a juventude a consumir droga, abrindo-lhe as portas do País de par em par, com a devassidão e as consequências fatais que lhe estão associadas e que temos vindo a presencear nestes anos todos, isto é, a morte ou a marginalização total, equiparável à morte, de milhares de jovens; a instigação por todos os meios directos e indirectos, à prática sexual precoce de jovens que ainda nem isso são - porque de crianças de facto se trata - para que das eventuais gravidezes daí resultantes e resultam sempre aos milhares, sejam praticados o maior numero de abortos possível (com o respectivo tráfico mundial ultra-secreto das placentas e outros orgãos e/ou fluídos dos fetos para efeitos do fabrico d'alguns produtos de beleza - e porventura tanbém para outros fins ainda mais incríveis e obscuros - sobretudo pelos grandes laboratórios farmaceuticos internacionais ligados às grandes marcas) ao mesmo tempo interrompendo definitivamente o desenvolvimento físico e psíquico de milhares de crianças-mães, com todas as consequências familiares gravíssimas futuras que daí advêm numa percentagem elevada dos casos, que me dispenso de descrever neste momento; a destruíção, ou o cultivo da morte da célula familiar, por todos os meios semi-legais e ilegais ao alcance, porque sendo ela a base duma sociedade saudável e bem estruturada, sem o cultivo da morte daquela jamais conseguiriam destruír esta, o seu objectivo último; outro tipo de cultivo (indirecto) de morte é favorecer, promover e facilitar, legislando tudo o que seja propício à dissolução rápida do casamento e se eles nem se verificarem, melhor que melhor; outro cultivo da morte, é a pressão sobre as famílias e em especial sobre os filhos, para que abandonem os seus idosos nos lares, longe das famílias, para que os vínculos afectivos se quebrem definitivamente - criação odiosa inventada pelas sociedades ditas desenvolvidas, melhor dito, dissolvidas, para se verem livres dos mais idosos atravéz da persuasão dos mais novos, de que aqueles estão muito melhor instalados e são muito bem tratados nessas câmaras sinistras cultivadoras da morte, do que em suas casas junto dos seus, ao mesmo tempo que os mentalizam de que a vida moderna, com ambos os membros do casal a trabalhar fora e 'alvéolos' de duas divisões (assim construídas propositadamente para eles e as únicas acessíveis aos casais recém-formados, para que não exista a mínima hipótese de levarem os mais velhos para junto de si), não se compadece com familiares mais velhos a atrapalhar a vida do casal e a sobrecarregar o orçamento já de si magrinho; por fim a banalização da morte ou o cultivo exacerbado da morte (como algo belo, sedutor, nós vêmo-las - a morte e a sua banalização - em discurso directo matraqueado à exaustão, quase diàriamente à hora das refeições, para que quem a cultiva se certifique do nosso bom acompanhamento e aproveitamento, do percurso 'de vida' da morte) dos idosos, isto é, a sua indução e aceitação generalizada por todos, de tal forma que em breve iremos ter de certeza a morte escolhida por catálogo, solicitada pelo telefone ou net e levada a casa de cada um por servidores-expresso mandatados, os quais especificarão e exemplificarão in loco qual o tipo de morte que mais se adapta a cada cliente e o plano mais em conta, a estação do ano preferida para a sua execução,literalmente, o mês mais conveniente consoante sejam mais calorentos ou friorentos, o dia e a hora mais condizentes com o signo astrológico e até, quem sabe, o país onde quererá ir a enterrar ou a cremar e até, neste último caso, onde deseja que elas sejam espalhadas, já que vivemos numa aldeia global e tanto estamos aqui hoje como ali amanhã e todo o serviço será à vontade do freguês (isto para não falar do cultivo intensivo e cuidado que foi dado dado à morte além-mar e que, valha a verdade, não deixou nadinha a desejar a este d'aquém-mar, que, embora n'outra escala, tem ido de vento em popa) nessa altura, que está mais próxima do que julgamos, teremos atingido o zénite desta sociedade, a sua máxima perfeição, aquela idealizada pelos cultores da morte que tanto esturricaram os neurónios a concebê-la com o intuito de tornar este triste e infeliz povo no mais feliz da terra. Isto é, se nesta terra e nessa altura ainda existir algum ser humano vivo.

Parabéns pelo seu Blog.
Maria.

07:30  
Blogger Simão dos Reis Agostinho disse...

Carissima Maria
Tem razão em tudo o que diz. De facto a cultura da morte apoderou-se de todos os quadrantes da sociedade, e não discordo que se tenha iniciado em força no pós 1974, pelo menos em Portugal.
Resumiu num texto emocionado todos os sentimentos que me assaltam constantemente e a muito boa gente que ainda defende a Vida.
Neste momento de ínicio de luta contra a prática abortiva, temos de nos mobilizar em força.

cumprimentos

17:05  

Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]

Hiperligações para esta mensagem:

Criar uma hiperligação

<< Página inicial