11.10.06

Da Blogosfera Nacional

Pedro Guedes faz uma reflexão oportuna sobre a blogosfera nacional, aqui.
Transcrevo a resposta que deixei na caixa de comentários:

Caro Pedro Guedes

Quando me iniciei na leitura mais atenta da blogosfera, depressa me apercebi do seu potencial. É comum julgarmos os blogs como espaços informais de comunicação, onde se expõem opiniões mais ou menos interessantes. Raramente encaramos com seriedade a potencialidade da publicação on-line neste formato, remetendo quase sempre para a conclusão de se tratarem de espaços de exercício narcisista.
Penso que o sucesso da blogosfera prende-se, ou poderá prender-se, com: a facilidade de acessibilidade; a igualmente fácil edição e publicação sequencial e, posteriormente, em arquivo; a interactividade com outras “casas” pela “linkagem” e, quando activados, nos comentários (estes assumem especial importância quando são palco de contraditório e ‘obrigam’ o autor a contrapor na medida da sua possibilidade); a possibilidade de desenvolver uma reflexão profunda sobre determinadas matérias, espalhando a publicação das várias partes pelo tempo; a resposta, noutras casas, a essas reflexões, gerando discussão mais alargada; etc.
As hipóteses são tantas que se torna impossível enumerar todas.
Quando comecei a ‘postar’ estava ainda pouco consciente disto, mas rapidamente a tomei em toda a sua dimensão. Tenho tido alguma dificuldade em encontrar um “espaço” fixo, fazendo contudo votos para que este o seja.
Quanto à ideia propriamente dita da publicação colectiva, parece-me bastante interessante e algo a desenvolver. Julgo haver matéria humana para um bom projecto nesses moldes. Contudo, terá de ser pensado o bastante para não cair em saco roto, por motivos que me parecem óbvios.
Mesmo assim, e a não haver qualquer iniciativa do género nos próximos tempos, mantenhamos as nossas “casas” de pé, fazendo-as assentar em boa fundação. É imprescindível que especialmente algumas delas, as mais antigas e prestigiadas, não morram.
Da minha parte manterei o Estado do Tempo dentro das minhas possibilidades… e se um dia não as tiver, invento-as.

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