11.10.06

Do medo

A Coreia do Norte representa, em grande parte, o que ainda resta do materialismo dialéctico, objectivo e totalitário. O pior dos pesadelos ocidentais durante décadas, enclausurado na utopia comunista, orgulhosamente só… mas dependente.
Os testes nucleares reflectem uma realidade diferente para os EUA. Não há especulação, as armas existem. São bem reais e potencialmente catastróficas. Invadir está fora de questão. E é por isso que a atitude muda completamente. Pede-se o parecer da comunidade internacional, passa-se a batata quente e distribuem-se as responsabilidades. Talvez a China corte o fornecimento de energia, quem sabe a União Europeia dê sinal de vida – coisa difícil nos tempos que correm. Afinal, para quê administrar sanções e sofrer as consequências, se os outros podem levar com elas… é um favor.

Já agora, que dizer à mais recente histeria em NY? Não parece mais uma vitória do terrorismo? Um helicóptero embate num edifício, morrem duas pessoas (pelo que se sabe), instala-se o medo e correm especulações tão estapafúrdias como a de hoje também ser dia 11! Aquela gente em Manhattan vive a olhar o céu, bem sei, mas há que ser moderado…

2 Comentários:

Blogger Paulo Cunha Porto disse...

Meu Caro Simão:
O segundo problema entronca directamente no que hoje falei a propósito da gelatina rodoviária alemã - o estado de ultra-sensibilidade em que caíram as populações ocidentais, com as TV´s a puxarem, convenientemente, por ela.
A Coreia só pode ser resolvida, militarmente, pela China, que tem proximidade, demografia e desinteressse pela vida bastantes para o efeito. Não é líquido que a irritação com o vizinho a tenha deixado pronta para tanto. Daí que só veja saída na substituição do Sr. Kim por um liquidador do regime surgido sob a capa de modernizador. Por cima do cadáver dele, claro.
Abraço.

21:58  
Blogger Simão dos Reis Agostinho disse...

Caro Paulo
O jornalismo tem muita culpa nessa sensibilidade extrema. Talvez toda. As sociedades ocidentais chegaram a esse ponto mediático.
Quanto à Coreia, duvido que a China adopte medidas tão drásticas. É esperar para ver. E a substituição não me parece medida a curto prazo.

abraço

22:10  

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